27.8.13

Ao embaixador cubano

Senhor,

É com enorme revolta que escrevo esta carta. No entanto, nada a desabonar a honra do cidadão ou da cidadã de Cuba, muito pelo contrário, é por considerar inadmissíveis os lastimáveis fatos ocorridos recentemente, quando da chegada de médicos de vossa nacionalidade aqui em nossa terra, Brasil.

Embora a imprensa cubana tenha tido a condescendência de não dar ênfase alguma ao que aconteceu, é evidente que é de vosso conhecimento a agressividade e irracionalidade com que certos brasileiros recepcionaram os profissionais cubanos em solo brasileiro, vindos para trabalhar pela Saúde, pelo bem estar de nosso povo.

Por esse lamentável motivo tomei a iniciativa de vir, através destas linhas, demonstrar meu repúdio aos compatriotas que vaiaram e humilharam aos vossos filhos, envergonhando a muitos de nós , que nos vimos extremamente mal representados nesse incidente, e pedir humildemente desculpas pelo ocorrido.

Quisera eu ter trazido junto a esta carta um abaixo-assinado com centenas, milhares de assinaturas de outros brasileiros que, assim como eu, também se sentiram muito mal com tamanho absurdo, mas infelizmente não fui capaz de angariar o desejado apoio em tempo e por isso não esperei mais, e estou fazendo este pedido solitário; pouco representativo, mas muito sincero, garanto.

Embora eu não tenha sido nenhum dos presentes durante os incidentes, tampouco seja médico ou atue na área, não poderia ficar calado. Em consideração a muitos de nós que, apesar de não subscritos, igualmente reiteramos escusas a todos os envolvidos, seus familiares e amigos.

Grato pela atenção e consideração,

Um comentário:

R. disse...

E não é que recebi resposta? :)

"Muito Obrigado. Conocemos los verdaderos sentimientos del pueblo brasileño. Ninguna actitud aislada o incitada nos quita el profundo cariño por Brasil y su gente. Los sentimos como hermanos. Puede estar seguro que nuestros médicos han venido llenos de los más nobles sentimientos y harán todo lo posible por ayudar a salvar vidas y mitigar el dolor.

Atenciosamente,
Carlos Zamora
Embajador"