Antes de mais nada, vou explicar o cenário: uma avenida com semáforos –inclusive para pedestres– e crianças com seus tutores (pais, avós, etc) a pé, pretendendo atravessar a avenida.
No local há faixa para travessia de pedestres, assim como –volto a repetir– semáforo para estes. Os carros estão parados, sob o farol vermelho. Sabe-se que o semáforo de pedestres avisa sua alteração de indicação com piscadas.
Pausa para esclarecimento: caso o pedestre tenha iniciado a travessia (em seu sinal verde) e durante esta o sinal mudar, o motorista tem a obrigação de aguardar a conclusão da passagem do pedestre... mas o que estou relatando a seguir NÃO É este caso.
O sinal para pedestres já se encontra fechado e, assim mesmo, o adulto puxa a criança pela mão, avançando na frente dos carros. Aqui entra meu questionamento: É correto?
E mais: que PORCARIA de educação esse adulto está dando ao futuro cidadão e cidadã? De que... se o motorista atropelar alguém em cima da faixa de pedestres, seja lá em qual circunstância for, estará fudido e por isso mesmo dane-se ele??? Ou que tanto faz sinal verde ou vermelho, já que "ninguém" respeita mesmo? Ou que outra lição há, que não percebo?
Enfim, crianças, embora muitos não notem, assimilam MUITO do que os adultos fazem. E quando crescem, tendem a se tornar idênticos. Seja pelos bons ou maus exemplos.
E nota ZERO para os tutores que hoje presenciei fazendo isso...
21.9.13
16.9.13
Revirando o lixo virtual
Por um acaso acabo descobrindo que não recebi comunicado importante de uma empresa porque este havia sido retido/filtrado pelo meu servidor de e-mail, que o considerou um spam. Por conta disso, estava eu ainda há pouco olhando as outras coisas que também estavam na lixeira e sequer haviam passado pelo meu crivo antes. Muitas tranqueiras que, de fato, eram mesmo lixo (tal qual prolongadores penianos ou ofertas de agiotas estrangeiros) e sequer renderiam menção aqui de tão inúteis, e outras que, embora igualmente descartáveis, valeriam sim, um post razoável: as tentativas de phishing.
Pra quem desconhece o termo, é o que, a grosso modo, designa métodos fraudulentos de obtenção de dados através da internet. Traduzindo no brasileirês curto e grosso: o infâme 171.
Via de regra, são e-mails que fingem ser de respeitáveis empresas ou órgãos públicos e, quando não iludem com promessas de prêmios, descontos e afins, tentam apavorar com algum tipo de risco de perda, como o da validade de seu CPF ou do cartão de crédito, só para dar alguns exemplos. Mas, bem...
Minha intenção não é dar aula sobre o assunto –até porque não sou nenhum especialista nisso– mas comentar, isto sim, sobre o "calcanhar de Áquiles" da maioria dos criadores desses engodos cibernéticos; a nossa querida e sofrida Língua Portuguesa.
Sim amigo leitor, a genialidade do mal cria simulacros um tanto quanto convincentes, ao menos à primeira vista; imagens de fundo, logomarcas, slogans e até mesmo a sobriedade e sisudez dos comunicados mais relevantes, tudo muito parecido com o original. Para a sorte de quem tem algum apreço à boa escrita, a armadilha quase sempre desaba nos primeiros parágrafos, conforme veremos em algumas amostras a seguir:

Este foi fácil encontrar as "derrapadas" na redação, não? E é claro que não irei fazer nenhuma correção, pois não vou ensinar o ladrão a roubar, hahaha. E vamos aos próximos...


Por que Bradesco? Porque é um dos bancos mais populares do país. Ou seja, a possibilidade de que caia na caixa de e-mails de um ingênuo que, numa infeliz coincidência, seja correntista, é grande. Também poderia ser do Itaú, Banco do Brasil e por aí vai...

Pra quem desconhece o termo, é o que, a grosso modo, designa métodos fraudulentos de obtenção de dados através da internet. Traduzindo no brasileirês curto e grosso: o infâme 171.
Via de regra, são e-mails que fingem ser de respeitáveis empresas ou órgãos públicos e, quando não iludem com promessas de prêmios, descontos e afins, tentam apavorar com algum tipo de risco de perda, como o da validade de seu CPF ou do cartão de crédito, só para dar alguns exemplos. Mas, bem...
Minha intenção não é dar aula sobre o assunto –até porque não sou nenhum especialista nisso– mas comentar, isto sim, sobre o "calcanhar de Áquiles" da maioria dos criadores desses engodos cibernéticos; a nossa querida e sofrida Língua Portuguesa.
Sim amigo leitor, a genialidade do mal cria simulacros um tanto quanto convincentes, ao menos à primeira vista; imagens de fundo, logomarcas, slogans e até mesmo a sobriedade e sisudez dos comunicados mais relevantes, tudo muito parecido com o original. Para a sorte de quem tem algum apreço à boa escrita, a armadilha quase sempre desaba nos primeiros parágrafos, conforme veremos em algumas amostras a seguir:

Este foi fácil encontrar as "derrapadas" na redação, não? E é claro que não irei fazer nenhuma correção, pois não vou ensinar o ladrão a roubar, hahaha. E vamos aos próximos...


Por que Bradesco? Porque é um dos bancos mais populares do país. Ou seja, a possibilidade de que caia na caixa de e-mails de um ingênuo que, numa infeliz coincidência, seja correntista, é grande. Também poderia ser do Itaú, Banco do Brasil e por aí vai...

Olá... você? Sim, é impessoal, pois o golpista nem sabe seu nome, é outra característica a se notar. Há casos mais sofisticados nos quais pode figurar sim, o nome correto do destinatário, mas são raros. A maciça maioria cria um texto unissex e, repito, impessoal.

Por fim, este aqui. Muito divertido, por sinal. É sucesso na certa copa mesmo e, note o empenho em garantir que é seguro? Claro que é! Ô se é! Ele jura! Hahah!
E pra encerrar, fica a dica que desmascara praticamente todos esses e-mails forjados: apenas passar o cursor do mouse (sem clicar) sobre os links e ver (no rodapé do seu navegador) aonde apontam. Nessa amostra acima nem preciso dizer que o aparente link pra www.cielo.com.br levava a um endereço completamente diferente, né? ;)

Por fim, este aqui. Muito divertido, por sinal. É sucesso na certa copa mesmo e, note o empenho em garantir que é seguro? Claro que é! Ô se é! Ele jura! Hahah!
E pra encerrar, fica a dica que desmascara praticamente todos esses e-mails forjados: apenas passar o cursor do mouse (sem clicar) sobre os links e ver (no rodapé do seu navegador) aonde apontam. Nessa amostra acima nem preciso dizer que o aparente link pra www.cielo.com.br levava a um endereço completamente diferente, né? ;)
Observação importante: Como já fui severamente criticado por ficar observando erros de português, quero deixar bem clara uma coisa: Não tenho nenhuma pretensão de ser um professor Pasquale ou ficar dando lição de moral em quem escreve errado, afinal... eu também cometo erros! O que desejo aos autores desses e-mails é que um dia passem a usar sua inteligência para o bem, para ganhar dinheiro honestamente e só. Quanto à escrita, que cada um a faça conforme lhe aprouver e pronto! :)
27.8.13
Cartas
Outrora, quando os solitários desejavam encontrar uma companhia mas não tinham coragem, disposição, enredo, ereção, verba ou outra coisa qualquer para irem à "caça" ao vivo, recorriam às cartas.
Ah, as cartas! Sim, estou falando sobre aquelas folhas de papel que vinham dentro de um envelope retangular e, geralmente, continham algo escrito. Se legível – ou inteligível– ou não, à parte...
Cartas, cartas...
Sim, eu escrevi muitas, recebi outras tantas. Embora à época estivesse procurando uma namorada, não desprezava nenhuma pretendente, mesmo que fosse alguém de uma cidade completamente desconhecida, de um estado mais abstrato que o Acre. E vinham (as cartas).
Tinha a carta cuja remetente escrevia tão mal –tanto gramaticalmente, quanto ortograficamente e também graficamente– que eu sequer conseguia decifrar seu nome e, se respondia, enviava uma pseudocarta, praticamente uma carta simbólica, dizendo "Oi, tudo bem? Obrigado por ter me escrito. Beijos!"
Geralmente funcionava e a pessoa desistia.
Mas a grande maioria dava pra ler, sim. Naquela época (minha adolescência) algumas me enchiam de orgulho: as perfumadas – hoje em dia eu estranharia muito, talvez nem gostasse. Carta perfumada eu pegava e cheirava profundamente, tal qual diabético inspirando o aroma de um pudim... e lia, com essa mesma tara. Aliás, esperança.
Só que eu era imaturo. E elas também.
E tudo se acabou em purpurina –que algumas faziam questão de colar nas bordas das cartas...
Ah, as cartas! Sim, estou falando sobre aquelas folhas de papel que vinham dentro de um envelope retangular e, geralmente, continham algo escrito. Se legível – ou inteligível– ou não, à parte...
Cartas, cartas...
Sim, eu escrevi muitas, recebi outras tantas. Embora à época estivesse procurando uma namorada, não desprezava nenhuma pretendente, mesmo que fosse alguém de uma cidade completamente desconhecida, de um estado mais abstrato que o Acre. E vinham (as cartas).
Tinha a carta cuja remetente escrevia tão mal –tanto gramaticalmente, quanto ortograficamente e também graficamente– que eu sequer conseguia decifrar seu nome e, se respondia, enviava uma pseudocarta, praticamente uma carta simbólica, dizendo "Oi, tudo bem? Obrigado por ter me escrito. Beijos!"
Geralmente funcionava e a pessoa desistia.
Mas a grande maioria dava pra ler, sim. Naquela época (minha adolescência) algumas me enchiam de orgulho: as perfumadas – hoje em dia eu estranharia muito, talvez nem gostasse. Carta perfumada eu pegava e cheirava profundamente, tal qual diabético inspirando o aroma de um pudim... e lia, com essa mesma tara. Aliás, esperança.
Só que eu era imaturo. E elas também.
E tudo se acabou em purpurina –que algumas faziam questão de colar nas bordas das cartas...
Ao embaixador cubano
Senhor,
É com enorme revolta que escrevo esta carta. No entanto, nada a desabonar a honra do cidadão ou da cidadã de Cuba, muito pelo contrário, é por considerar inadmissíveis os lastimáveis fatos ocorridos recentemente, quando da chegada de médicos de vossa nacionalidade aqui em nossa terra, Brasil.
Embora a imprensa cubana tenha tido a condescendência de não dar ênfase alguma ao que aconteceu, é evidente que é de vosso conhecimento a agressividade e irracionalidade com que certos brasileiros recepcionaram os profissionais cubanos em solo brasileiro, vindos para trabalhar pela Saúde, pelo bem estar de nosso povo.
Por esse lamentável motivo tomei a iniciativa de vir, através destas linhas, demonstrar meu repúdio aos compatriotas que vaiaram e humilharam aos vossos filhos, envergonhando a muitos de nós , que nos vimos extremamente mal representados nesse incidente, e pedir humildemente desculpas pelo ocorrido.
Quisera eu ter trazido junto a esta carta um abaixo-assinado com centenas, milhares de assinaturas de outros brasileiros que, assim como eu, também se sentiram muito mal com tamanho absurdo, mas infelizmente não fui capaz de angariar o desejado apoio em tempo e por isso não esperei mais, e estou fazendo este pedido solitário; pouco representativo, mas muito sincero, garanto.
Embora eu não tenha sido nenhum dos presentes durante os incidentes, tampouco seja médico ou atue na área, não poderia ficar calado. Em consideração a muitos de nós que, apesar de não subscritos, igualmente reiteramos escusas a todos os envolvidos, seus familiares e amigos.
Grato pela atenção e consideração,
É com enorme revolta que escrevo esta carta. No entanto, nada a desabonar a honra do cidadão ou da cidadã de Cuba, muito pelo contrário, é por considerar inadmissíveis os lastimáveis fatos ocorridos recentemente, quando da chegada de médicos de vossa nacionalidade aqui em nossa terra, Brasil.
Embora a imprensa cubana tenha tido a condescendência de não dar ênfase alguma ao que aconteceu, é evidente que é de vosso conhecimento a agressividade e irracionalidade com que certos brasileiros recepcionaram os profissionais cubanos em solo brasileiro, vindos para trabalhar pela Saúde, pelo bem estar de nosso povo.
Por esse lamentável motivo tomei a iniciativa de vir, através destas linhas, demonstrar meu repúdio aos compatriotas que vaiaram e humilharam aos vossos filhos, envergonhando a muitos de nós , que nos vimos extremamente mal representados nesse incidente, e pedir humildemente desculpas pelo ocorrido.
Quisera eu ter trazido junto a esta carta um abaixo-assinado com centenas, milhares de assinaturas de outros brasileiros que, assim como eu, também se sentiram muito mal com tamanho absurdo, mas infelizmente não fui capaz de angariar o desejado apoio em tempo e por isso não esperei mais, e estou fazendo este pedido solitário; pouco representativo, mas muito sincero, garanto.
Embora eu não tenha sido nenhum dos presentes durante os incidentes, tampouco seja médico ou atue na área, não poderia ficar calado. Em consideração a muitos de nós que, apesar de não subscritos, igualmente reiteramos escusas a todos os envolvidos, seus familiares e amigos.
Grato pela atenção e consideração,
7.5.13
Poucas palavras
Vem a idade, os sinais dos tempos, vem a solidão.
Nessa hora se reconhece o mérito do cachorro. O animal nos devota incondicional carinho e consideração. Claro, proprietários desleixados e/ou desumanos à parte, todos nós, em algum tempo, em algum momento da vida, hemos de notar isso.
A única cobrança? Afeto. A retribuição? Muito mais afeto. E companheirismo. O cão é fiel, sensato, sincero. Em alguns momentos, muito mais humano que nós.
Nessa hora se reconhece o mérito do cachorro. O animal nos devota incondicional carinho e consideração. Claro, proprietários desleixados e/ou desumanos à parte, todos nós, em algum tempo, em algum momento da vida, hemos de notar isso.
A única cobrança? Afeto. A retribuição? Muito mais afeto. E companheirismo. O cão é fiel, sensato, sincero. Em alguns momentos, muito mais humano que nós.
23.4.13
É caro?
Ontem conheci uma página facebookiana cuja proposta é, em síntese, denunciar preços abusivos praticados por estabelecimentos comerciais aqui na capital paulista. Contudo, definir-se o exorbitante do justificável não é tão simplório quanto parece, a princípio.
Resolvi escrever a respeito depois de acompanhar fóruns da referida página, nas quais discussões beirando à animosidade deixavam clara a parcialidade com que muitos participantes argumentavam. A meu humilde e quase leigo ver, ambos os lados -tanto consumidores quanto comerciantes- têm pontos justos de vista e defesa.
O primeiro dilema é definir o preço abusivo de um produto. É evidente que o que é caro para uns, pode ser barato para outros e assim começa a troca de ironias -ou, em casos extremos, ofensas- entre aparentes bon vivants e sovinas. E em meio a isso, quem apenas esteja considerando o produto em si. Óbvio? Nem tanto.
Claro que todo cidadão comum aprecia, sem detrimento da qualidade, pagar menos, mas é insâno desejar que o preço de uma xícara de café custe o mesmo valor, tanto num botequim de periferia, quanto num refinado restaurante em bairro nobre. "Os ingredientes são os mesmos!", bradam alguns e pode até ser que sejam, de fato, o mesmo pó de café, o mesmo açúcar, a mesma água. Porém...
Ao consumi-lo, você se senta em uma cadeira plástica encardida, daquelas prestes a desabar ou em uma sólida, limpa e, quiçá, elegante mobília? Bebe num copo (sequer xícara é) que custa R$0,99 ou numa apropriada xícara, de porcelana? Tem no seu ambiente moscas cobiçando uma gota caída ou ar limpo e condicionado? Detalhes? Detalhes e muitos outros mais, que às vezes são desprezados pelo consumidor, mas são embutidos no que é vendido.
Outro custo, este inevitável e absolutamente independente da vontade do empresário, é o IPTU. Desnecessário dizer que esse imposto varia estratosfericamente de um bairro para outro, principalmente se for do subúrbio aos arredores da avenida Paulista, onde se encontra um dos metros quadrados mais caros do país. Alguém sensato já deve ter concluído: não é tão somente o preço que se paga por um produto, pelo luxo, conforto e segurança, mas também por seus custos agregados, que vão além do que descrevi aqui.
A estas alturas, quem está lendo deve estar achando que 'abracei' a causa dos empresários, considerando justo todo e qualquer valor cobrado em seus estabelecimentos, em vista do que eles têm de gastos, mas não é verdade. O BoicotaSP tem sim, seu mérito em alertar consumidores quanto a práticas abusivas e estas existem; são valores que não se justificam, senão pela ganância de quem os impõe.
A exemplo, a cobrança de absurdos 40 reais para estacionar ou o caso do refrigerante (garrafa pet, 2 litros) de inacreditáveis -e inaceitáveis- R$18,00 ; coisas assim é que devem ser denunciadas e, conforme o que sugere o grupo que criou a página, boicotadas. É preciso uma certa precaução e, principalmente, bom senso em fazer uso desse recurso online. Do contrário estaremos crucificando profissionais honestos, criteriosos, e tentando nivelá-los em condições impraticáveis de atuação, desconsiderando por completo a clientela à qual se dirigem.
Resolvi escrever a respeito depois de acompanhar fóruns da referida página, nas quais discussões beirando à animosidade deixavam clara a parcialidade com que muitos participantes argumentavam. A meu humilde e quase leigo ver, ambos os lados -tanto consumidores quanto comerciantes- têm pontos justos de vista e defesa.
O primeiro dilema é definir o preço abusivo de um produto. É evidente que o que é caro para uns, pode ser barato para outros e assim começa a troca de ironias -ou, em casos extremos, ofensas- entre aparentes bon vivants e sovinas. E em meio a isso, quem apenas esteja considerando o produto em si. Óbvio? Nem tanto.
Claro que todo cidadão comum aprecia, sem detrimento da qualidade, pagar menos, mas é insâno desejar que o preço de uma xícara de café custe o mesmo valor, tanto num botequim de periferia, quanto num refinado restaurante em bairro nobre. "Os ingredientes são os mesmos!", bradam alguns e pode até ser que sejam, de fato, o mesmo pó de café, o mesmo açúcar, a mesma água. Porém...
Ao consumi-lo, você se senta em uma cadeira plástica encardida, daquelas prestes a desabar ou em uma sólida, limpa e, quiçá, elegante mobília? Bebe num copo (sequer xícara é) que custa R$0,99 ou numa apropriada xícara, de porcelana? Tem no seu ambiente moscas cobiçando uma gota caída ou ar limpo e condicionado? Detalhes? Detalhes e muitos outros mais, que às vezes são desprezados pelo consumidor, mas são embutidos no que é vendido.
Outro custo, este inevitável e absolutamente independente da vontade do empresário, é o IPTU. Desnecessário dizer que esse imposto varia estratosfericamente de um bairro para outro, principalmente se for do subúrbio aos arredores da avenida Paulista, onde se encontra um dos metros quadrados mais caros do país. Alguém sensato já deve ter concluído: não é tão somente o preço que se paga por um produto, pelo luxo, conforto e segurança, mas também por seus custos agregados, que vão além do que descrevi aqui.
A estas alturas, quem está lendo deve estar achando que 'abracei' a causa dos empresários, considerando justo todo e qualquer valor cobrado em seus estabelecimentos, em vista do que eles têm de gastos, mas não é verdade. O BoicotaSP tem sim, seu mérito em alertar consumidores quanto a práticas abusivas e estas existem; são valores que não se justificam, senão pela ganância de quem os impõe.
A exemplo, a cobrança de absurdos 40 reais para estacionar ou o caso do refrigerante (garrafa pet, 2 litros) de inacreditáveis -e inaceitáveis- R$18,00 ; coisas assim é que devem ser denunciadas e, conforme o que sugere o grupo que criou a página, boicotadas. É preciso uma certa precaução e, principalmente, bom senso em fazer uso desse recurso online. Do contrário estaremos crucificando profissionais honestos, criteriosos, e tentando nivelá-los em condições impraticáveis de atuação, desconsiderando por completo a clientela à qual se dirigem.
17.4.13
Assunto desinteressante...
... para blog desinteressante. Perfeito. Aí está (resumido):
Ontem finalmente decidi comprar um celular novo. Comprei-o, no site das Casas Bahia.
Hoje cedo, notei que havia o mesmo modelo que eu havia comprado, só que da Tim. (Eu tinha comprado o da Oi por achar que não tivesse o mesmo para a outra operadora). Evidente que o meu número é o do grupo dos homens azuis.
Contatei o atendimento online, a fim de pedir a substituição do pedido – afinal, era exatamente o mesmo modelo de aparelho e, inclusive, preço– e descobri:
1) Eu havia pagado R$296,10 (à vista) e teria direito a esse mesmo valor de volta, para outra compra. Porém, PORÉM...
2) O desconto já concedido não valeria mais. Ou seja: o que era R$329 e eu já havia comprado com desconto, teria de ser pago sem desconto.
Brilhante estratégia de venda da Casas Bahia.
Conclusão: pedi o cancelamento do pedido e depois fiz a outra compra, com o desconto.
Vai se entender?
Ontem finalmente decidi comprar um celular novo. Comprei-o, no site das Casas Bahia.
Hoje cedo, notei que havia o mesmo modelo que eu havia comprado, só que da Tim. (Eu tinha comprado o da Oi por achar que não tivesse o mesmo para a outra operadora). Evidente que o meu número é o do grupo dos homens azuis.
Contatei o atendimento online, a fim de pedir a substituição do pedido – afinal, era exatamente o mesmo modelo de aparelho e, inclusive, preço– e descobri:
1) Eu havia pagado R$296,10 (à vista) e teria direito a esse mesmo valor de volta, para outra compra. Porém, PORÉM...
2) O desconto já concedido não valeria mais. Ou seja: o que era R$329 e eu já havia comprado com desconto, teria de ser pago sem desconto.
Brilhante estratégia de venda da Casas Bahia.
Conclusão: pedi o cancelamento do pedido e depois fiz a outra compra, com o desconto.
Vai se entender?
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