21.5.11

O tempo passa...



Você reconhece esta sexagenária? Não? É a atriz Maria Antonieta de Las Nieves.
Continuou na mesma? Então veja este bordão:

– "Ai, Chaves, o que você tem de burro, você tem de burro!"

Se você continuou na mesma –sem entender absolutamente nada– é porque nunca assistiu ao seriado eternamente reprisado pelo SBT, Chaves. Mas se você reconheceu a célebre frase acima...

É, esta é a Chiquinha.

Cada vez que paro pra pesquisar sobre assuntos nostálgicos e me deparo com verdades assim me sinto mais velho.
Isso sem contar com os personagens que já são falecidos...

:/

17.5.11

Adianta gritar?

Existem certos locais aonde vou "por obrigação" ou por absoluta falta de opção e o mercado Bompreço é um deles. Eu tinha pontos remanescentes de um extinto cartão de fidelidade –que, a propósito, foi encerrado por sua administradora sem justificativa alguma– e precisava gastá-los, com um vale-compra. E isso só poderia ser feito naquela loja.

Peguei alguns produtos no valor correspondente ao do vale e me dirigi à fila do caixa. Como de costume, lá estava aquela grande fila que sempre me desmotivava a fazer compras ali. Contudo, e conforme já dito no início, eu não tinha escolha. Resignado, enfileirei-me e aguardei.

Havia ali, na fila única do chamado "caixa rápido" –ou caixa para poucos volumes, para ser mais condizente com a realidade– vinte pessoas, aproximadamente. Na área dos caixas, de uns dez, apenas dois estavam funcionando. E nada da fila andar...

Repentinamente uma cliente, que estava pouco atrás de mim, começa a reclamar: "Mas isto é um absurdo! É uma falta de respeito! Só dois caixas e toda esta gente aqui esperando! Quem é o responsável por isso aqui?" Guardou seu lugar na fila e foi atrás de alguém que desse um jeito naquela morosidade.

Minutos depois retorna e continua seu discurso, em alto e bom som: "É por isso que essa porcaria não melhora; ninguém fala nada, ninguém faz nada, todo mundo fica aqui quietinho, só esperando..."

Sim, todo mundo. Eu inclusive. E me recordei da primeira vez em que entrei num Bompreço, aqui em solo pernambucano, há mais de 4 anos...

Era uma fila de poucas pessoas. Mas não avançava. Passava 5, 10, 20 minutos... e nada de eu conseguir passar minhas compras. Perdi a paciência e, tal qual aquela senhora de hoje, comecei a resmungar sem pudor algum. Falei, pra quem quisesse ou não ouvir, que "em São Paulo é que tinha um mercado decente, com atendimento eficaz" e tal...

Pois é, há mais de 4 anos.
E o que mudou desde então, desde este meu chilique numa fila? Nada.
As fileiras de caixas continuam sendo mais "decorativas" que funcionais e as pouquíssimas que são ocupadas, os são por funcionários sobrecarregados, desmotivados, que visivelmente não estão nem aí para as carrancas e praguejos dos clientes exaustos de esperar.

E então refleti...
Os comerciais de mercados daqui enfatizam o preço baixo e, no máximo, a qualidade e variedade de seus produtos. Não destacam o atendimento porque isso lhes é indiferente, irrelevante; o consumidor faz qualquer sacrifício para pagar menos, além de que, já está habituado a perder seu tempo em filas... devem pensar.

Assim, à custa da paciência do consumidor, empresários lucram empregando o mínimo possível de funcionários e pouco se importando com o stress a que estes se submetem. Perder a clientela para a concorrência só por causa disso? Pouco provável, pois o concorrente trabalha, igualmente, com a mesma filosofia de contenção de gastos e indiferença perante um ou outro cliente irritado em suas filas...


Num dos parágrafos anteriores eu havia mencionado que "em SP tinha um mercado decente..." e retomo o ponto pra corrigir: tinha e ainda tem, é o Andorinha, localizado na zona norte da capital. Este mercado é um dos poucos que já vi até hoje, que não se atém só na questão do preço, que não faz disso seu único estandarte e justificativa pra tudo. É um estabelecimento que preza também pelo conforto de seus clientes e a motivação de seus funcionários, conforme é possível constatar nestes depoimentos no site da empresa.

Algum cético poderá até descrer de tantos elogios, achando tudo forjado e manipulado, mas se assim fosse, como iria se explicar o constante crescimento dessa loja que, a propósito, conheço há mais de duas décadas e que foi capaz de construir um shopping center anexo ao seu mercado?

Sim, muitos são os shopping centers que nasceram com mercados como loja âncora, mas já viram o inverso? É o Hiper Center Andorinha.

Agora voltemos ao grandalhão Walmart (dono do Bompreço). Vejam a notícia:
" A rede de supermercados Wal-Mart informou nesta terça-feira que registrou um aumento de 3% no lucro do primeiro trimestre, com crescimento dos negócios no exterior e um rigoroso controle de custos."

Bem se vê de que se trata o tal "rigoroso controle de custos", não é mesmo?
E... por que será que lá nos EUA eles não lucram tanto? É algo em que os empresários pernambucanos –ou investidores de outros estados ou mesmo países– poderiam e deveriam pensar.

10.5.11

Porque o Twitter funciona –e sobrevive

Num vistoso site institucional lá está o tradicional 'Fale Conosco'. Você, que tem algo a dizer, perguntar ou reclamar sobre a empresa, vai lá e escreve um caprichado e-mail.
Sites razoavelmente bem construídos dão a resposta automática, com uma gentileza ainda mais automatizada: "Sua mensagem foi recebida. Agradecemos pelo contato" ou coisa semelhante. Você, crente de que alguém certamente lerá seu e-mail e o responderá em breve fica aguardando.

E aguardando... e aguardando...

Vem o infâme Dia de São Nunca –ou acaba sua paciência, o que vier primeiro– e só então você se dá conta de que ninguém leu e nem lerá sua mensagem enviada. Ou se leu, bocejou, coçou o saco e mandou suas palavras direto pra lixeira.

CLARO! Quem, senão somente você –e algum webmaster que não está nem aí pra porra nenhuma, talvez– saberá que aquela mensagem havia sido enviada? É aí que entra o "álibi" do Twitter: a tuitada fica lá pra toda a rede ver...

E, conforme o caso, saber que tal empresa não dá a mínima para seus clientes.

Pessoas jurídicas que só têm olhos "pro próprio umbigo" –ou seja, só tuitam eventos que enaltecem a si mesmas, aparentemente vivendo num universo egocêntrico e alheio a toda e qualquer crítica ou opinião, à parte, as que interagem com seus seguidores (e/ou clientes também) respondem imediatamente, cientes do dano de imagem a que se sujeitariam se deixassem alguém "falando pras paredes".

É o fato. É porque o Twitter se mantém. Não a única razão, tampouco a principal, mas certamente uma delas.


Sendo justo: este post não se aplica aos sites que têm consideração pelo contato on-line, que não se acomodam no fato de não haver provas para algum descaso. SIM, existem sites onde o 'Fale Conosco' funciona.

Lembrança da infância...

Em versão atualizada, mas fiel ao –ambiente– original:


4.5.11

Desinformação ou Ignorância?

Depois de algum tempo sem escrever aqui, retomo a atividade para expor minha indignação ante uma comunidade com a qual me deparei no orkut. A quem interessar, o link para a mesma está no título deste post, pois não pretendo fazer divulgação gratuita de uma coisa tão revoltante...

Direto ao ponto: pessoas que generalizam, que pouco –ou praticamente nada– sabem sobre algo e passam a depreciá-la. É o que ocorre com os membros dessa comunidade.

É incontestável o fato de a gastronomia japonesa ser mundialmente reconhecida pela utilização de peixes e outros frutos do mar em seus pratos, característica a que este povo foi forçado a adotar por motivos geográficos. Evidente.

Contudo, acreditar que japoneses se alimentem única e exclusivamente de peixe cru, como aparentam algumas pessoas, é o que me leva a escrever este desabafo.

Em parte até os entendo, pois a moda de comer sushi fez com que surgissem supostos restaurantes japoneses sem critério nenhum, uns criando a bel prazer variações do prato que deixariam qualquer nipônico autêntico de estômago embrulhado, inclusive.

Se não deturparam, resumiram a culinária numa "meia-dúzia" de itens que a mídia enalteceu como salutares. E é isso que muitas pessoas reconheceram como 'A' comida japonesa, o que é de se lamentar, pois a culinária do país do sol nascente vai muito além de bolinhos de arroz com uma fatia de peixe cru por cima.

Existem assados, fritos, cozidos, ensopados... e não apenas de peixe!
Eu pretendia listar aqui uns exemplos, mas a preguiça foi maior, agora. Talvez o faça futuramente.




Finalizando, fica um conselho: Se não gostou de um prato –o que é natural, um direito seu– deixe claro que o que não te agrada é somente o tal prato e não toda a cultura que a envolve, ok? Do contrário é tão estúpido quanto não gostar de buchada de bode e sair dizendo por aí que odeia a culinária nordestina.