12.4.11

A nota que virou post


Eu estava escrevendo uma nota –para postar no Facebook– sobre guarda-chuva, quando tive dúvida a respeito da nomenclatura de determinada parte desse objeto. Googleei e encontrei, porém em inglês: crook handle.

Então passei ao tradutor do Google e a versão portuguesa dessa denominação foi... " LIDAR COM BANDIDO" (WTF?!)

Imediatamente veio à mente a imagem de uma idosa, daquelas caricaturais, defendendo-se de alguém dando-lhe guarda-chuvadas na cabeça. Uma imagem quase romântica, inocente, típica do cotidiano de um desenho animado infantil, muito diferente da cruel realidade da vida real, muito real (sim, é propositadamente redundante, a fim de enfatizar) dos dias atuais...






Certo, certo.
Devaneio à parte, a nota que eu pretendia postar no FB era a seguinte:

"Um dos objetos mais esquecíveis criados pelo homem:"

O guarda-chuva. Principalmente o que tem o... o... o "croop handle" curvo, porque seu dono tende a pendurá-lo em qualquer lugar quando não está fazendo uso dele. Um exemplo? A bordo de um ônibus.

Na manhã de hoje mesmo, e num mesmo ônibus, evitei que dois donos de guarda-chuva os perdessem; reparei no objeto pendurado e previ o que iria acontecer... ao se levantarem para desembarcar, iam deixando o guarda-chuva pendurado pra trás.

Alertei-os a tempo e evitei dois guarda-chuvas órfãos.



Vê? Não renderia um post decente no blog, apenas uma simplória nota no FB.
E, pra finalizar, fica a outra dúvida: "guarda-chuva" ainda se escreve separado por hífen – depois do (des)acordo ortográfico? Capaz que sim. Mas... como estou numa fase saudosista, insisti no formato antigo mesmo...

:)

5.4.11

Meu querido diário...

Está certo que já passava e muito, da hora de eu cortar o cabelo; estava uma decadência e desalinho que gel nenhum dava mais jeito. Hoje, enfim, cortei-o.

Estranhamente, uma desconhecida ao cruzar comigo na rua me lança um olhar no mínimo simpático –coisa rara ultimamente.
A bordo do coletivo de todo santo dia útil, uma mulher se oferece para segurar minha bolsa. Educadamente agradeço porém recuso, justificando que o peso é desprezível.

Uns minutos depois, uma moça sentada no assento do lado oposto me cutuca nas costas, oferecendo a mesma gentileza, à qual novamente declino, explicando que é coisinha leve e tal...

Fiquei a pensar...

Preciso deixar de ser tão pão-duro –porque sou do tipo que só se convence a cortar o cabelo quando este fica insuportavelmente incômodo e ridiculamente volumoso que meus colegas de trabalho começam a comparar meu cabelo com o do Bozo (é, aquele palhaço que aparecia no SBT...) – e ser mais assíduo no salão.

Porque só me traz benefícios. Tanto na autoestima quanto em outras coisas... ACHO.