11.8.10

O tarado que não tinha tara

Bem, eu já havia dito que meu MP3 player portátil se tornara meu parceiro inseparável no dia a dia, não é mesmo? Pois ainda o é até hoje.

Dias, meses se passaram e eis que chegou o (desagradável) período das propagandas eleitorais. Eu, que não suporto essa ladainha toda –e em megafones, constantemente, ainda por cima– parei de protelar a compra de fones de ouvido melhores e assim foi feito.

Do modelo anterior, que não filtrava quase nada do ruído externo e ainda vivia escapando dos ouvidos, passei a outro, bem melhor: com sensível isolamento acústico, encaixe confortável e firme e, de quebra, um apoio a fim de evitar que possíveis puxões no fio viessem a derrubar os fones dos seus lugares. Excelente!

A estas alturas do texto você deve estar se perguntando: "Mas onde está o tarado da história??" Pois vou explicar...

Meus fones de ouvido antigos tinham um fio mais longo que este atual, e me permitiam que eu usasse o aparelhinho dentro do bolso da calça, tranquila e discretamente. Já os novos têm um cabo mais curto e uma presilha para prender o aparelho sonoro. E meu player tem, convenientemente, um ponto de fixação em uma de suas extremidades.

O problema é –ou foi, já que depois da primeira vez passei a evitar essa maneira de usá-lo e logo saberão o porquê– que meu aparelhinho sonoro tem um formato que tende ao roliço e os novos fones de ouvido (curtos) o mantinham na posição vertical, e bem acima da altura do zíper da calça.

Detalhe: com receio de atrair a atenção de ladrões eu usei-o por sob a camiseta folgada.

Pois bem. Embarquei no ônibus de sempre e, como sempre... todos os assentos estavam ocupados. Fiquei invariavelmente em pé.
Em dado momento a pessoa que estava no banco à minha frente saiu e, como havia uma moça em pé ao meu lado, ofereci-lhe o assento e ela aceitou.

Eu já havia percebido que o volume do MP3 portátil, balançando de um lado a outro sob minha camiseta, poderia sugerir outra coisa, mas contava com a dedução das pessoas: "Reparando os fones de ouvido, lógico que todos devem deduzir que aquilo perto do meu umbigo só poderia ser um aparelho de som."

Não foi o que aconteceu. Acho que nem se passaram cinco minutos, a moça que havia se sentado à minha frente se levantou e passou pela catraca, foi-se embora.
Confesso que não tive coragem de olhar para a cara dela, mas tenho a quase certeza de que foi o meu roliço equipamento musical que a incomodara.

Desde então passei a ostentar o inocente aparelhinho por fora da camiseta...

:/

8 comentários:

Caminhante disse...

Fiquei imaginando a cena. Nossa, Ricardo, você pareceu muito perigoso!

R. disse...

E é justamente por isso que passei a usar o MP3 player por fora da camiseta: antes ser um chamariz aos ladrões, que um maníaco sexual?

(não com muita certeza...)

Reginacelia disse...

Eu acho melhor ser considerado um maníc sexual, nesse caso. Mais divertido também. =)

Caminhante disse...

Não podia deixar de te mostrar este site:

http://moteleiras.wordpress.com/

R. disse...

Haha, Cami, até sei o porquê de ter me indicado esse blog...

Mas sabe que há muito não tenho ido mais a motéis? Lendo o blog lá me deu é saudade da minha terra, pois a autora é paulistana, ah... São Paulo...

Anônimo disse...

O tio e vc mesmo? não lembro desta sua foto hehehe, lembra onde morou lá? o local foi demolido, quase nao da pra reconhecer o lugar.

Sua foto do perfil esta hospedada no flickr tenho conta la tambem, como yubokumin, tiramos muitas fotos no nihon

se ainda esta na duvida. eu morava em toyota

abs cesar

R. disse...

CAAAAARA! Há quanto tempo estou querendo te encontrar, pô! Sim, sou eu mesmo, essa foto deve ter sido tirada numa das passarelas da 248 ou da 23 de Okazaki.

Caramba, estou feliz demais em vê-lo, embora virtualmente, de novo! Você tem algum meio de contato (MSN etc)?

Porque perdi a senha ou login de acesso àquela minha conta no Flickr...

Anônimo disse...

msn dificilmente eu uso, longa estoria
tem orkut? se tiver procure por

Cesar K. Yubo