27.10.09

Ônibus em SP

Um detalhe que achei diferente, curioso nos ônibus daqui é a plaqueta informando o número da linha... fixada na traseira do veículo. Nunca tinha visto isso; em minha passagem anterior por esta minha terra natal – há um ano – ainda não havia, e em Pernambuco não há, jamais houve.

A princípio ironizei, imaginando sua utilidade: quando você chegasse atrasado no ponto (ou parada, para os de PE) de ônibus poderia ter a certeza de que aquele que havia acabado de passar era o seu...

Mas pensando bem, a coisa é útil sim. Não sei se a implantaram com o propósito que deduzi depois, mas é o seguinte: reduzir os atrasos durante o percurso. Explicando com um exemplo: Quem nunca viu um passageiro vir correndo por trás, batendo na lateral do ônibus implorando para que este o espere e, ao chegar à porta, perguntar de que linha seria? E muitas vezes aquele não era seu ônibus. Mas o cidadão faz isso preventivamente. Ou, de forma mais realista, apostando na sorte: "Vai que é? Vou segurá-lo"

Multiplique-se essa atitude por vários pontos de ônibus e teremos um considerável aumento na demora em concluir o percurso. Deve ter sido para evitar isso que criaram a identificação traseira, não?

E outro detalhe: existem diversos tipos de carros, com duas, três e até quatro portas. Curiosamente alguns não têm a porta de saída na extremidade traseira, têm no meio. Isso, claro, sem contar o articulado, que minha sobrinha chamou de "sanfonado". Bem, não deixa de sê-lo.

Falando em articulado, não seria nada mal se a Borborema colocasse alguns, pelo menos nos horários de pico, na linha 020 Candeias-Dois Irmãos. Ai, ai, minhas férias estão acabando e logo, logo estarei novamente às voltas com aquela "lata de sardinhas humanas"...

21.10.09

Andando pela minha autêntica terra

Hoje foi dia de ir ao centro da cidade, no Poupatempo da Sé, (equivalente do Expresso Cidadão dos pernambucanos) fazer a 2ª via do meu RG. Motivo: estraguei o documento esquecendo-o dentro de um dos bolsos de uma calça e mandando tudo pra dentro da máquina de lavar roupa. Uma lavagem apenas não seria capaz de danificar aquela coisa plastificada, mas outra lavagem, e outra, e outras... e meu retrato ali ficou parecendo uma pintura abstrata, mas não de abstracionistas interessantes como o Kandinsky ou Mondrian, mas uma nhaca como aquelas porcarias do Manabu Mabe... (veja o link e me diga se não se parece com aquelas pinturas que o chimpanzé da novela pinta)

Talvez seja pelo fato de eu ter ido à cidade fora dos horários de pico, mas achei-a extremamente funcional: Pouco tempo aguardando o ônibus, assim como o metrô; farta sinalização e, a despeito de todas as notícias ruins que propalam a respeito da segurança pública, durante todo o meu percurso, sobre rodas, trilhos ou a pé, avistei a polícia presente. Bom sinal.

Apesar do mundaréu de gente que estava lá no Poupatempo – aliás, é gente pra tudo quanto é lado, ô formigueiro humano que é São Pauloooo – o processo transcorreu tranqüilamente, sem grandes percalços senão o fato que meu cartão do Unibanco não foi aceito no posto bancário – porque o do Itaú já não era aceito e como o Unibanco foi engolido pelo Itaú... fiquei sabendo depois – e por conta disso tive que cruzar toda a praça da Sé e ir sacar o dinheiro numa agência do Itaú localizada na rua Direita, famoso endereço paulistano. (bela foto)

Amanhã à tarde o novo documento estará pronto. Cabia aqui mais uma "historinha" mas fiquei com preguiça de contá-la por inteiro, vai resumida mesmo: Como lá em Recife minha carteira de identidade era recusada por eu estar irreconhecível na foto, fiz uma 2ª via lá. Só que eu não sabia: com um número de RG diferente da que eu tinha! Se você não sabia, fique sabendo: É possível, sim, ter uma carteira de identidade em cada estado da nação, caso queira. E cada uma delas com um número distinto. Coisas da atual legislação...

ICQ

Originalmente criado por israelenses e cuja alcunha (ou sigla, sei lá) vinha da expressão "I seek you" ("eu procuro você", em inglês), o ICQ foi o principal comunicador de mensagens instantâneas até a chegada e o posterior domínio do Messenger, hoje mais conhecido como MSN.

Fui dessa época. Fui dos que, quando os modens mal passavam dos 14.400bps , ficava fazendo figa pra conexão não cair e a florzinha vermelha ficar verde. Daí era só alegria: Janelinhas "pipocando" na minha telinha monocromática de 14" e aqueles "oh ouh! ...oh, ouh!" tocando incessantemente.

Namorei muito via ICQ. Também discuti. Também devo ter feito coisas menos publicáveis mas deixemos esse episódio obscuro do meu passado... no passado. Grande ICQ!

Grande e esquecido. Sequer me lembrava mais de sua existência – haja visto que atualmente sou usuário costumeiro do filhote da Microsoft – e hoje voltei a recordá-lo por um acaso: A citação do co-fundador do Twitter que o site será sempre gratuito.  Talvez alguém se lembre: rodava muito pela internet um e-mail alertando que o ICQ – que à época era gratuito – passaria a ser pago.

Quem viveu, viu: O ICQ nunca passou a ser cobrado. E agora essa afirmação do Biz Stone (o do Twitter)...

Mas o que importa, pra mim, é que só por curiosidade fui ao site do ICQ e tentei acessar com meu antigo login. Achava que, ante tantos anos sem uso ele já não existisse mais, tivesse sido cancelado. E não é que, para a minha surpresa, o danadinho ainda está ativo?

Agora só fico a pensar... se alguém, durante estes anos todos, me adicionou e ficou esperando eu surgir online lá... ou nem se lembra mais de quem sou, ou merece o troféu "A esperança é a última que morre".



Em todo caso, ficará a situação como está. Meu nºICQ existe. Mas se alguém espera que eu apareça lá, desista. Ou espere sentado. Melhor: dormindo.

:p

19.10.09

Feedback e estratégia no Twitter

O intuito deste post é tentar explicar melhor uns pensamentos vagos que diluí nos 140+140+140+140... caracteres a que somos restringidos pelo site.

Tudo começou num desses momentos em que eu, sem ter o que fazer, estava olhando a public_timeline e vi um rapaz dizendo: "Help me choose. Joker or Jigsaw?". Ciente de que não tinha nada a perder, e já prevendo que aquele desconhecido nem me daria a menor importância, respondi-lhe: jigsaw.

Para a minha surpresa, ele imediatamente retrucou: "haha.. I can try that one out then". Coisinha besta, não? Mas fiquei feliz. E passei a lembrar de gente brasileira que pede a nossa opinião, lá. Nós... ou eu, no caso, tenho a boa vontade de contribuir e sequer recebo um obrigado. Falando assim até fica parecendo que sou um carente de atenção, de consideração, mas... fala sério, o que custa dirigir uma palavra de agradecimento a quem te deu atenção, não é mesmo? E elogiei o estrangeiro.

Mas logo lembrei de uma estrangeira que me segue já há algum tempo, a qual, inclusive, eu já havia tentado espantá-la dirigindo-lhe a palavra – é um fenômeno que me ocorre, não sei se por ser o meu inglês ruim, mas o follower estrangeiro pára de me seguir assim que tento conversar com ele – e dei-lhe novamente a "espetada", citando-a. A tal peituda. Foi o contrapeso na consideração que tenho aos estrangeiros.

E lembrei que, além d'ela continuar a me seguir, havia bloqueado seus tweets.
Seria isso uma estratégia para eu passar a segui-la?

Uma outra pessoa me seguiu por um bom tempo. E sempre com seus tweets bloqueados. Durante considerável tempo resisti à curiosidade em saber o que ela estaria a escrever mas, achando que isso fosse só uma estratégia para eu segui-la (e com isso ter acesso a seus tweets) não dei o braço a torcer. Até que, não aguentando mais, cedi ao follow.

Creiam, valeu a pena, a moça é gente boa. Lembra-me muito o tempo em que eu era viciado demais em orkut, pois ela parece ser. E fiquei sentindo-me um tolo. Ao visto era apenas o caso da privacidade, nada além...

18.10.09

Recife, se não é melhor...

... é menos bu(r)rocrática. Ao menos em um ponto: pagamento do cartão de crédito. (Hipercard)

Lá em Pernambuco fiquei sabendo – graças a greve dos Correios – que poderia pagar a fatura diretamente em qualquer caixa dos mercados Bompreço ou HiperBompreço, sem apresentar a fatura que deveria chegar pelo correio e não chegaria. Dito e feito, simples e prático.

Aqui em São Paulo, onde estou passando férias, precisei fazer o mesmo, mas desta vez porque não estava presente em PE a tempo de receber a fatura. Achei que seria a mesma coisa, com a única diferença que aqui, não tendo Bompreço, seu equivalente WalMart faria o mesmo.

Vou no caixa e descubro a primeira diferença: é preciso ter a fatura em mãos. E se eu não tiver?
– "No fim do corredor tem um balcão da Hipercard e lá o senhor poderá solicitar a 2ª via da fatura..." me informa a caixa e, já que não tem outro jeito, vou lá.

Com a 2ª via na mão vou à fila do caixa de novo. Chegando minha vez fico sabendo que eles não aceitam pagamento em cartão. Mesmo sendo de DÉBITO.
– "Tem um caixa eletrônico logo ali, senhor..." me informa o outro caixa e lá vou eu de novo, desta vez a sacar o dinheiro. E volto novamente para a fila dos caixas e finalmente consigo pagar a bendita fatura.

Pôrra meu! Em Recife pago sem a fatura, e com meu cartão de débito! Por que aqui, na minha adorada terrinha, tem de ser assim?



... ou sempre foi, eu é que me desacostumei?
:/

6.10.09

Eremita não intencional

Num belo dia acabei cedendo à tentação-quase-tradição, e isso após anos de blog, de instalar aqui um contador de visitas. Ou mais que isso, já que o Google Analytics nos fornece um relatório que vai muito além da simples origem de cliques.

E pude comprovar o que já presumia: Tenho poucos, porém fiéis leitores. Esporadicamente atraio alguém através de algum link espalhado por aí, na grande rede e/ou, quase sempre figuro como resultado de pesquisas on-line, das quais passo sem receber sequer meio segundo de atenção. Ou seja, apareço na lista mas o pesquisador me descarta, sumariamente. E desses dois casos (ou tipos de visitantes) parece que não convenço, não rendo uma segunda visita. Não fidelizo leitores, enfim. Mas tudo bem.

Nunca sonhei em me tornar celebridade no universo internético, nunca me considerei à altura disso também. Por outro lado nunca achei que era um desses escritores/blogueiros que escrevem "para si", pouco se importando se teria alguém do outro lado da telinha lendo ou não. Vocês sabem, há mesmo gente neste mundo on-line que afirma isso, com uma convicção da qual, pessoalmente, duvido.

Fosse para escrever "para as paredes", por que publicar na internet, praticamente um mural mundial? Melhor não seria manuscrever e guardar na gaveta? Ou, se é no intuito de praticar digitação, escrever numa Olivetti e, claro, fazer uso da mesma gaveta?  Não sou desses. Mesmo.

Escrevo na esperança de que alguém leia, sim. Que ache interessante, sim. Que comente... se quiser, ou se achar necessário; um comentário não é, embora seja agradável recebê-lo, sendo positivo ou negativo, imprescindível. Não me abato por 'zero' comentários. Sei que às vezes o silêncio é melhor que dizer coisas irrelevantes, incompatíveis ou até mesmo desagradáveis e me conformava vendo que silenciosos leitores estavam por perto.

Conformava. Pois é.
No dia 17 do mês passado cedi a outra tentação, a de mexer no template do blog; colocar uma janelinha mostrando um pouco das minhas vãs tagarelices no Twitter. Consegui inserir a coisa. Só que desde então (dia 17 de outubro) minha audiência caiu a zero. Segundo minha companheira de blogosfera Caminhante, isso pode ter acontecido justamente por eu ter mexido no template...

E não consigo mais restaurar os dados que o G.A. me fornecia.
Ou...
Será que...
Realmente...
NINGUÉM vem mais aqui?!

:(