1.9.09

Nomes das ruas são... irrelevantes, quem diria.

Endereço? Pra quê?

Em São Paulo sempre tive o hábito de consultar guias de ruas – e opções nunca faltaram; Mapograf, Cartoplan... – antes de me dirigir a qualquer logradouro, fosse no outro lado da cidade ou a poucas quadras de onde eu morava. Chegando aqui logo fui comprar um guia de ruas. E tinha? Não!

Aliás, ainda hoje não deve ter. E eu que achava que todas as capitais, pelo menos, tivessem esse tipo de publicação. Então... como o pernambucano faz para chegar a um endereço sem ter a exatidão do local?

Através de referências e – o que mais me incomoda* – simplesmente perguntando. Exemplo: Você precisa ir no escritório do Fulano, mas não tem o endereço, só a referência, que é "perto do shopping". Pois bem, chegando nas proximidades do tal shopping, é hora de começar a abordar as pessoas. Na rua, nas lojas: "Por favor, você sabe onde fica o escritório do Fulano?"

Até que, com alguma sorte, vem a orientação: "Entra na rua da delegacia, passa dois quarteirões e vira à direita. Nessa rua continua até o posto de gasolina e então faz o retorno e entra na esquina da videolocadora, é ali do lado, esse escritório."

Nome da rua, da praça, do viaduto? Pouca gente sabe. E estão acostumados assim. Se não for em uma das principais artérias vicinais da cidade, esqueça o endereço, que ninguém conhecerá.



Pra minha sorte (quando preciso dizer onde moro) estou na avenida Ayrton Senna da Silva, uma avenida que, só pela imponência do nome, dá pra se deduzir que não é uma vielinha qualquer. Até poderia ser, mas não é. Ela é o principal caminho Boa Viagem - Piedade.
Só que, estranhamente, uma esquina depois daqui do prédio ela (a mesma avenida) muda de nome para Felício Barros de Medeiros (ou algo parecido).

Vai perguntar pra alguém aqui onde fica a avenida Felício Barros de Medeiros, vai. Acho que nem quem mora lá sabe...



*Esse incômodo é assunto para o post seguinte.

4 comentários:

Rê disse...

É verdade, usamos muito as referências. Sorte que o pernambucano tem boa vontade pra ensinar. E também, pra que decorar tanto nome, neam? :P

Rê disse...

Aqui em Brasília é mais fácil: número da quadra e do bloco. E só. O problema é que eu levei quase dois anos até entender, hehehe...

R. disse...

Tenho hábito de decorar, pôxa.

:/

Dri disse...

Um homem que pede orientação e não fica dando voltas e mais voltas! \o/