Algum fã de Gene Kelly, talvez? Pois não me enquadro nessa suposição e, no entanto, gosto. Não digo que sou maníaco por isso – a ponto de sair correndo à rua aos primeiros sinais de garoa – mas o que quero dizer é que não faço mais cara feia quando, eventualmente, sou pego pela água desprevenido. E se digo que não faço mais é porque antes fazia... e, quem é que nunca se flagrou praguejando por estar sem guarda-chuva justamente naquela hora em que ela vem, não é mesmo? "Não podia ter caído em outra hora, esta bendita chuva?!"
Hoje foi mais um dia destes. Eu, num misto de preguiça de carregar guarda-chuva e de carregá-lo e acabar perdendo-o esquecido em um canto qualquer, saí de casa sem este. E veio a chuva, a previsível chuva. Não na manhã que me convenceu a sair despreparado – nublada, porém seca – mas no final deste dia. Chuva, e muita.
E me molhei feliz. Tenho certeza de que isto que contarei não servirá de dica a ninguém, mas tudo passou a ser diferente quando mudei meu modo de encarar a chuva. Deixou de ser pura e simplesmente água. Sim, agora é água benta, pra mim!
Talvez alguém já tenha até imaginado – e acertado – a analogia que fiz: Padre Marcelo Rossi. Creio que muitos já devem tê-lo visto, ou pelo menos ouvido falar, de sua famosa benção às baciadas; não são gotículas quase imperceptíveis lançadas aos católicos, mas água em abundância!
Daí surgiu a analogia, numa proporção muito mais... digamos, abrangente: A chuva é a água benta que Deus lança sobre nós, nos abençoando! Podem até considerar um exagero, um delírio, um excesso de imaginação, mas não é quase um consenso que as forças da natureza são divinas? Pois então.
Enfim, cristão como sou, me permito "ser abençoado" e, em se tratando de benção, com satisfação.
:)
... coisa de pirado? Talvez. Mas nunca creditei piamente enfermidades a chuvas tomadas.
2 comentários:
Invejo você. Chuvas são capazes de estragar o meu dia. Uma curiosidade: nem ficar com o pé molhado afeta você?
Nem. É que só compro calçados baratos! hehe...
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