... quando dá, é ouvidos.
Hoje recebi a ligação de um pesquisador do banco do qual sou correntista, a fim de saber minha opinião sobre seus serviços. Notei que não se tratava de uma fraude – coisa tão comum hoje em dia, infelizmente – porque, além de iniciar a conversa citando meu nome completo, não perguntou nenhum dado pessoal meu; endereço, emprego, rendimentos ou outros valores, nada. Do começo ao fim, apenas a minha opinião.
A sorte daquele educado moço do outro lado da linha é que hoje eu não havia, como é quase que de costume, passado maus bocados ao tentar usar os terminais eletrônicos. Do contrário creio que eu teria sido injusto, descarregando toda a minha fúria com algo que, em tese, deveria facilitar a vida dos correntistas – o que nem sempre acontece – e isso em cima de um inocente. (Afinal, o pesquisador não era exatamente um funcionário do Banco, era de uma empresa especializada em pesquisas, contratada por este. E, mesmo que fosse um funcionário da instituição financeira, que culpa o infeliz teria, do funcionamento deficiente de caixas eletrônicos?)
Os parâmetros utilizados foram: Muito satisfeito, satisfeito, nem satisfeito nem insatisfeito, insatisfeito e muito insatisfeito. Estranhamente – ainda mais depois do parágrafo anterior – minha média ficou em "satisfeito". Em muitos casos, indiferente:
– Como o senhor se sente com o atendimento dado por seu gerente?
– Eu sei lá? Nem sei quem é meu gerente...
– Qual sua consideração quanto ao atendimento na agência?
– Nos caixas eletrônicos?
– Não, nos caixas convencionais e outros serviços, durante o horário do expediente.
– Indiferente. Afinal, nesse horário estou no trabalho e nem posso ir ao banco.
Mas, hah! Quando ele, finalmente, questionou minha opinião sobre o auto-atendimento não me fiz de rogado e respondi, em alto e bom som: "MUITO innnnnsatisfeito", enfatizando o "in" para que ele não entendesse o contrário. E sobre as taxas cobradas pelo banco? Estivesse eu num daqueles momentos de sarcástico mau humor teria retrucado: "Não tem a opção extremamente innnnsatisfeito? Ou p* da vida de insatisfeito??" mas, como hoje nem estava a tanto, arrematei com o "muito INsatisfeito" mesmo.
Concluído o questionário-enquete, agradeceu e desligou.
Uma pena que tais ações visem mais a uma certa "praxe" comercial, que a mudanças reais em prol do bem-estar... ou sei lá, de um pouco mais de conformismo do correntista...
30.4.09
28.4.09
Enquanto isso, lá no microblogging...
Estava eu... aliás, ainda estou, tentando descobrir a graça daquilo quando comecei, num ímpeto de curiosidade e falta do que fazer –mais desta segunda, certamente – a procurar por fakes interessantes. De turma do Chaves a um Mr. Bean de poucas palavras, encontrei uma... ah, os mais observadores irão descobrir quem é, muito ativa. Principalmente pra quem já "passou para o andar de cima". Será que a internet celestial tem melhor qualidade de transmissão? Possível. He he he.

Posso com uma coisa destas?

Posso com uma coisa destas?
(:p
25.4.09
Quem gosta de tomar chuva?
Algum fã de Gene Kelly, talvez? Pois não me enquadro nessa suposição e, no entanto, gosto. Não digo que sou maníaco por isso – a ponto de sair correndo à rua aos primeiros sinais de garoa – mas o que quero dizer é que não faço mais cara feia quando, eventualmente, sou pego pela água desprevenido. E se digo que não faço mais é porque antes fazia... e, quem é que nunca se flagrou praguejando por estar sem guarda-chuva justamente naquela hora em que ela vem, não é mesmo? "Não podia ter caído em outra hora, esta bendita chuva?!"
Hoje foi mais um dia destes. Eu, num misto de preguiça de carregar guarda-chuva e de carregá-lo e acabar perdendo-o esquecido em um canto qualquer, saí de casa sem este. E veio a chuva, a previsível chuva. Não na manhã que me convenceu a sair despreparado – nublada, porém seca – mas no final deste dia. Chuva, e muita.
E me molhei feliz. Tenho certeza de que isto que contarei não servirá de dica a ninguém, mas tudo passou a ser diferente quando mudei meu modo de encarar a chuva. Deixou de ser pura e simplesmente água. Sim, agora é água benta, pra mim!
Talvez alguém já tenha até imaginado – e acertado – a analogia que fiz: Padre Marcelo Rossi. Creio que muitos já devem tê-lo visto, ou pelo menos ouvido falar, de sua famosa benção às baciadas; não são gotículas quase imperceptíveis lançadas aos católicos, mas água em abundância!
Daí surgiu a analogia, numa proporção muito mais... digamos, abrangente: A chuva é a água benta que Deus lança sobre nós, nos abençoando! Podem até considerar um exagero, um delírio, um excesso de imaginação, mas não é quase um consenso que as forças da natureza são divinas? Pois então.
Enfim, cristão como sou, me permito "ser abençoado" e, em se tratando de benção, com satisfação.
:)
... coisa de pirado? Talvez. Mas nunca creditei piamente enfermidades a chuvas tomadas.
Hoje foi mais um dia destes. Eu, num misto de preguiça de carregar guarda-chuva e de carregá-lo e acabar perdendo-o esquecido em um canto qualquer, saí de casa sem este. E veio a chuva, a previsível chuva. Não na manhã que me convenceu a sair despreparado – nublada, porém seca – mas no final deste dia. Chuva, e muita.
E me molhei feliz. Tenho certeza de que isto que contarei não servirá de dica a ninguém, mas tudo passou a ser diferente quando mudei meu modo de encarar a chuva. Deixou de ser pura e simplesmente água. Sim, agora é água benta, pra mim!
Talvez alguém já tenha até imaginado – e acertado – a analogia que fiz: Padre Marcelo Rossi. Creio que muitos já devem tê-lo visto, ou pelo menos ouvido falar, de sua famosa benção às baciadas; não são gotículas quase imperceptíveis lançadas aos católicos, mas água em abundância!
Daí surgiu a analogia, numa proporção muito mais... digamos, abrangente: A chuva é a água benta que Deus lança sobre nós, nos abençoando! Podem até considerar um exagero, um delírio, um excesso de imaginação, mas não é quase um consenso que as forças da natureza são divinas? Pois então.
Enfim, cristão como sou, me permito "ser abençoado" e, em se tratando de benção, com satisfação.
:)
... coisa de pirado? Talvez. Mas nunca creditei piamente enfermidades a chuvas tomadas.
21.4.09
(des)Acordo Ortográfico
Tardio, porém indispensável, é meu repúdio ao tal acordo ortográfico. Indispensável aos que me conhecem de longa data, que fique claro. Porque é desprezível, completamente desprezível minha cara de repulsa ante ao que se diz unificar a língua portuguesa. Primeiro porque nem de longe sou um escritor, sequer tenho essa pretensão – sou realista, ahah – e segundo porque EU TAMBÉM ERRO! Sim senhor, sim senhora, este que vos escreve também errava antes mesmo de todas essas modificações virem à tona. Mas...
Me enchia de indisfarçável orgulho saber escrever de um modo quaaaase perfeito. Eu tinha gosto em saber colocar hífens, crases, acentos, tremas e os usava sem parcimônia, num quase-êxtase ortográfico. Ora dirás tu: "Êxtase"? Pois reafirmo: Êxtase. Me entusiasma a boa escrita, chega a ser excitante!
Mas ela veio, a tal da reforma, e eu aqui fiquei. Parado no tempo. Agarrado num solo que os tremores da modernidade vieram para transformar. Ou deformar. Ou ainda, deturpar. Sim, porque agora os que antes escreviam errado passaram a escrever, de tabela, corretamente. E eu, o que me achava certo, passei a estar errado. Pois que assim fique!
Acabarei, com o tempo, assimilando a nova ordem. Ainda me incomoda ler "ideias" sem acento, mas creio que um dia minhas idéias também perderão a acentuação. Mas não hoje, não agora. Indefinido é quanto tempo levarei para acatar essas mudanças, mas uma coisa declaro, e em alto e bom som – ou em negritas e maiúsculas letras: NÃO ME ESFORÇO A ESSE FIM!!
Ah, quer saber? Sou mesmo um tradicionalista com um apego quase retrógrado.
E que se PHODA !!
;)
Me enchia de indisfarçável orgulho saber escrever de um modo quaaaase perfeito. Eu tinha gosto em saber colocar hífens, crases, acentos, tremas e os usava sem parcimônia, num quase-êxtase ortográfico. Ora dirás tu: "Êxtase"? Pois reafirmo: Êxtase. Me entusiasma a boa escrita, chega a ser excitante!
Mas ela veio, a tal da reforma, e eu aqui fiquei. Parado no tempo. Agarrado num solo que os tremores da modernidade vieram para transformar. Ou deformar. Ou ainda, deturpar. Sim, porque agora os que antes escreviam errado passaram a escrever, de tabela, corretamente. E eu, o que me achava certo, passei a estar errado. Pois que assim fique!
Acabarei, com o tempo, assimilando a nova ordem. Ainda me incomoda ler "ideias" sem acento, mas creio que um dia minhas idéias também perderão a acentuação. Mas não hoje, não agora. Indefinido é quanto tempo levarei para acatar essas mudanças, mas uma coisa declaro, e em alto e bom som – ou em negritas e maiúsculas letras: NÃO ME ESFORÇO A ESSE FIM!!
Ah, quer saber? Sou mesmo um tradicionalista com um apego quase retrógrado.
E que se PHODA !!
;)
De volta à atividade!
Ah, como é bom ter novamente esta ferramenta (microcomputador) própria! Depender do maquinário alheio é ruim demais; ficar à mercê das restrições de horário e caprichos dos hardwares e/ou provedores era algo que, sem dúvida, não me animava a escrever aqui. Afinal, sempre vi o blog como algo vivo, que interage com leitores – pelo menos assim me considero, a despeito dos que, com todo meu respeito, claro, declaram aos quatro ventos que escrevem para si mesmos, não esperando – tampouco se dedicando a – réplicas e tréplicas de leitores.
Mas chega de delongas e vamos lá, que o que não me falta é assunto para abordar.
Sempre com meu estilinho pacato, evidente.
:)
Mas chega de delongas e vamos lá, que o que não me falta é assunto para abordar.
Sempre com meu estilinho pacato, evidente.
:)
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