Imagine um automóvel ridículo. Ou ainda, tente se recordar, você já deve ter visto algo do gênero na televisão ou mesmo passando à sua frente pelas avenidas da cidade; um veículo completamente bizarro. E não falo sobre tunings tresloucados, que colocam aerofólios do tamanho de uma mesa de jantar sobre o porta-malas do carro ou exageros do tipo, mas a acessórios de gosto duvidoso. Mais ainda.
Pois bem, hoje avistei de perto um desses. O veículo que ninguém estranharia se fosse dito que o proprietário trataria-se do Falcão, o cantor mais conhecido por seu girassol na lapela que por dotes musicais.
Ninguém acharia aquilo bonito. Inconformava-me imaginar o proprietário daquela criação exdrúlula gabando-se pela imponência, criatividade e... beleza da...quela coisa.
E não cheguei a conhecê-lo. Nem soube se o sujeito era uma pessoa igualmente extravagante no seu modo de vestir, de falar, de agir... mas depois pude saber, e de certa forma conformando-me, que uma das razões que levara o dono do tal carro a transformá-lo numa alegoria – de evidente mau gosto, diga-se de passagem – sobre quantro rodas havia sido o valor do seguro.
Sim! O seguro do automóvel!
Veja se o cidadão não teve razão em sua estratégia: Ao invés de pagar por uma caríssima apólice que talvez nem fosse cobrir o valor do bem, decidiu personalizar – radicalmente, evidente – o automóvel de modo que este ficasse chamativo, exclusivo! Ou seja, qualquer ladrão que se atrevesse a levá-lo teria que ocultá-lo imediatamente, ou seria reconhecido e denunciado por todos. Além disso, teria um trabalho enorme só para descaracterizar o carro.
Eu, como conhecedor do assunto que sou, afirmo isso com toda a convicção; a personalização não limitava-se tão somente a adesivos, frisos ou coisas simples assim. Era – e ainda está sendo – uma parafernália de equipamentos. Chamá-lo de "árvore de natal" ambulante seria pouco. Qual gatuno animaria-se em furtar um outdoor desses, hein?
(Faltou a foto, admito. Uma pena)
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