E para 'aquela' hora, muitas simpatias. Creio que nunca fui adepto de nenhuma; comer lentilhas, romãs, pular ondas do mar, vestir-se de branco, aquelas coisas, sabem?
Antigamente, e mais sob influência da família mesmo, vestia-me de uma camiseta branca novinha em folha para aguardar a zero hora do ano novo. Mas agora...
Acredito que eu tenha ficado assim tô-nem-aí depois de minha vivência no Japão. Durante alguns anos morei sozinho e acabei assimilando a entrada de ano silenciosa daquele povo. Eles festejam? Claro que sim, mas nada que se pareça com o estardalhaço de explosões que o brasileiro faz. Ao menos ali, no interiorzão onde eu morava.
E então, certo ano, resolvi inovar: Em vez de me embebedar frente à televisão como sempre, dirigi-me a um balneário público. Não imaginem um Wet'n Wild porque não é nada sequer próximo a isso; é apenas um ambiente com chuveiros, sauna e banheiras de diversos tipos, com hidromassagem, com queda d'agua, com impulsos elétricos etc.
Faltando quinze minutos para a meia-noite, lá estava eu, suando um bom suor dentro da sauna. E, minutos depois, adentrava o ano novo imerso numa banheira. Desalentador? Decepcionante? Que nada, acabei gostando tanto da idéia que passei a repeti-la nos anos seguintes! Tornou-se meu ritual particular.
De volta ao Brasil, ainda tentei conservar esta minha "tradição" mas foi em vão: Sem banheira em minha casa e ouvindo as explosões de fogos ecoando sob o chuveiro, não foi a mesma sensação de jeito nenhum...
Enfim, creio que este será o meu post de encerramento do ano e aproveito para desejar a todos os amigos, explícitos ou implícitos, comentaristas ou não, presentes ou ausentes, conhecidos ou não – por que não? – uma salutar entrada de ano novo.
Brindemos a chegada de 2007, que certamente será um ano bem diferente, ao menos pra mim. Muito promissor, tenho esperança. E que igualmente assim seja, para todos vocês!
Muito obrigado pela companhia e... Boas Festas ! ; )
30.12.06
27.12.06
Ficçãozinha
Com a situação dos aeroportos do jeito que está, imaginei uma situação:
Dois rapazes numa balada, é começo da noite, ainda. Entre os primeiros drinques, um pergunta ao outro:
– E então, Jonas, cadê aquela gata loira que você disse que traria aqui?
– Calma, cara. Ela chega daqui a pouco, ainda é cedo...
– Mas você não viria junto com ela?
– Ah... é verdade, mas ela me ligou dizendo que ia se atrasar e falou pra eu esperá-la aqui mesmo. Sabe como são as mulheres, não? Deve estar até agora escolhendo o vestido...
– Hahah, entendi.
Tempos depois...
– Jonas! Você já chegou? Mas não tinha me dito que a balada só começaria às 23?
– Utz, acho que me confundi com o horário de verão; liga não, Marcinha.
Marcinha é apresentada ao amigo do Jonas que educadamente cumprimenta-a, apesar da indisfarçável estranheza. Sim, porque, ao contrário do que era esperado, a moça era morena! E, nesse ínterim, adentra o salão uma loira em seus 1.80m de corpulência, a abrir os braços espalhafatosamente e gritar: "Jôoooo!!" e abraçando-o. Os outros ficam a olhar a cena sem nada entender, até que Marcinha quebra o silêncio:
– Jonas, você tinha me dito que esta seria a nossa noite, a nossa! Eu e você! Quem é essa sirigaita?
E a loira responde:
– Tá delirando, baixinha? O Jô é apaixonado por mim e só quer saber de mim!
E então, ambas viram-se ao Jonas, inquirindo em uníssono:
– Afinal de contas, quem você deseja? Quem você convidou pra vir aqui??
Jonas, meio sem graça, é forçado a admitir:
– Eu convidei ambas, mesmo...
E a casa noturna tem seu primeiro incidente da noite: Rapaz é espancado por duas mulheres e por pouco não sofre fraturas mais graves, por ter sido salvo pelos seguranças da casa. Ainda assim, teve de ser retirado do local sobre uma maca, e sua derradeira frase antes de ser embarcado na ambulância foi:
– Se até a TAM pode fazer over booking, por que eu não posso?
Dois rapazes numa balada, é começo da noite, ainda. Entre os primeiros drinques, um pergunta ao outro:
– E então, Jonas, cadê aquela gata loira que você disse que traria aqui?
– Calma, cara. Ela chega daqui a pouco, ainda é cedo...
– Mas você não viria junto com ela?
– Ah... é verdade, mas ela me ligou dizendo que ia se atrasar e falou pra eu esperá-la aqui mesmo. Sabe como são as mulheres, não? Deve estar até agora escolhendo o vestido...
– Hahah, entendi.
Tempos depois...
– Jonas! Você já chegou? Mas não tinha me dito que a balada só começaria às 23?
– Utz, acho que me confundi com o horário de verão; liga não, Marcinha.
Marcinha é apresentada ao amigo do Jonas que educadamente cumprimenta-a, apesar da indisfarçável estranheza. Sim, porque, ao contrário do que era esperado, a moça era morena! E, nesse ínterim, adentra o salão uma loira em seus 1.80m de corpulência, a abrir os braços espalhafatosamente e gritar: "Jôoooo!!" e abraçando-o. Os outros ficam a olhar a cena sem nada entender, até que Marcinha quebra o silêncio:
– Jonas, você tinha me dito que esta seria a nossa noite, a nossa! Eu e você! Quem é essa sirigaita?
E a loira responde:
– Tá delirando, baixinha? O Jô é apaixonado por mim e só quer saber de mim!
E então, ambas viram-se ao Jonas, inquirindo em uníssono:
– Afinal de contas, quem você deseja? Quem você convidou pra vir aqui??
Jonas, meio sem graça, é forçado a admitir:
– Eu convidei ambas, mesmo...
E a casa noturna tem seu primeiro incidente da noite: Rapaz é espancado por duas mulheres e por pouco não sofre fraturas mais graves, por ter sido salvo pelos seguranças da casa. Ainda assim, teve de ser retirado do local sobre uma maca, e sua derradeira frase antes de ser embarcado na ambulância foi:
– Se até a TAM pode fazer over booking, por que eu não posso?
25.12.06
Luzes (quase tardias)
(Era pra ter escrito este antes, mas... bem, acho que ainda está em tempo)
Por aqui – e creio que em todas as cidades – as casas estão iluminadas. Repletas daquelas lampadinhas, piscantes ou não. Mas creio que aqui onde atualmente resido, especificamente, essa beleza noturna é um tanto quanto questionável. Estou numa periferia, onde nem todos tem um mínimo de bom senso estético.
Explica-se: Com a invasão dos produtos chineses a preços acessíveis – e estes conjuntos de lâmpadas "natalinas", inclusive – o povão finalmente pôde comprar algo mais que um punhadinho de luzes coloridas para a árvore de natal.
E assim, passaram a adquirir conjuntos luminosos dos mais variados tipos: Seqüenciais, graduais, combinados, um carnaval que só, enfim. Entretanto, na hora de instalar essas coisas em suas casas...
Haja mau gosto! Um grupo de luzes pisca ali, outro grupo pisca acolá, outras ainda permanecem acesas e tudo isso formando uma desarmoniosa "orquestra" de luzes. É impressionante, parece que são adeptos da máxima: "Quanto mais, melhor" e vão fundo nisso.
Se ao menos soubessem que, mesmo com poucas lâmpadas, sem depender de nenhum "show" de tecnologia conseguiriam enfeitar suas casas com muito bom gosto, ah...
Mas deixemo-os lá, felizes à moda deles.
E termino este post agradecendo – embora atrasado – os votos de feliz natal que recebi. No sincero desejo de que este Natal tenha sido fantástico para todos, inclusive aos que não acreditam em natal.
; )
Por aqui – e creio que em todas as cidades – as casas estão iluminadas. Repletas daquelas lampadinhas, piscantes ou não. Mas creio que aqui onde atualmente resido, especificamente, essa beleza noturna é um tanto quanto questionável. Estou numa periferia, onde nem todos tem um mínimo de bom senso estético.
Explica-se: Com a invasão dos produtos chineses a preços acessíveis – e estes conjuntos de lâmpadas "natalinas", inclusive – o povão finalmente pôde comprar algo mais que um punhadinho de luzes coloridas para a árvore de natal.
E assim, passaram a adquirir conjuntos luminosos dos mais variados tipos: Seqüenciais, graduais, combinados, um carnaval que só, enfim. Entretanto, na hora de instalar essas coisas em suas casas...
Haja mau gosto! Um grupo de luzes pisca ali, outro grupo pisca acolá, outras ainda permanecem acesas e tudo isso formando uma desarmoniosa "orquestra" de luzes. É impressionante, parece que são adeptos da máxima: "Quanto mais, melhor" e vão fundo nisso.
Se ao menos soubessem que, mesmo com poucas lâmpadas, sem depender de nenhum "show" de tecnologia conseguiriam enfeitar suas casas com muito bom gosto, ah...
Mas deixemo-os lá, felizes à moda deles.
E termino este post agradecendo – embora atrasado – os votos de feliz natal que recebi. No sincero desejo de que este Natal tenha sido fantástico para todos, inclusive aos que não acreditam em natal.
; )
22.12.06
...
O texto previsto para hoje era outro, entretanto, por motivo de força maior, resolvi escrever sobre a "maracujina". Alguém conhece? É um calmante fitoterápico.
Melhor nem lembrar o que me levou a, primeira vez na minha vida de 37 anos, comprar um calmante. Mas gostaria de dizer que a coisa funciona mesmo. Funcionaria ainda mais se o medicamento fosse capaz de suprimir da face da terra uma determinada pessoa, mas no que está ao alcance dele (do calmante), surtiu um bom efeito; dentre os quais destaco um: Fiquei calado.
Simplesmente perdi o ânimo de falar e isso poupou outras pessoas de me ouvirem blasfemando. E pensei em você, "Rosana"; já experimentou esses comprimidos? Hehe...
18 reais por uma caixa com 45.
Dois reais e cinqüenta centavos que evitam gritarias, e muitas vezes com pessoas que nem culpa têm. Acho que valeu a pena, embora eu ainda preferisse comprar um outro tipo de "calmante", aquele que deve ser ingerido sempre gelado e, de preferência, acompanhado de uma porção de fritas e de agradáveis convivas, também.
Melhor nem lembrar o que me levou a, primeira vez na minha vida de 37 anos, comprar um calmante. Mas gostaria de dizer que a coisa funciona mesmo. Funcionaria ainda mais se o medicamento fosse capaz de suprimir da face da terra uma determinada pessoa, mas no que está ao alcance dele (do calmante), surtiu um bom efeito; dentre os quais destaco um: Fiquei calado.
Simplesmente perdi o ânimo de falar e isso poupou outras pessoas de me ouvirem blasfemando. E pensei em você, "Rosana"; já experimentou esses comprimidos? Hehe...
18 reais por uma caixa com 45.
Dois reais e cinqüenta centavos que evitam gritarias, e muitas vezes com pessoas que nem culpa têm. Acho que valeu a pena, embora eu ainda preferisse comprar um outro tipo de "calmante", aquele que deve ser ingerido sempre gelado e, de preferência, acompanhado de uma porção de fritas e de agradáveis convivas, também.
20.12.06
Em defesa da bermuda
Hoje, como a previsão do tempo era de um tórrido – em termos paulistanos, evidentemente – calor de 32º, resolvi ir trabalhar vestindo uma bermuda velha de moleton, contrariando a minha costumeira calça comprida. Esta é uma das vantagens em ser patrão, admito.
E, francamente, me senti muito bem, mais ágil, inclusive, sem aquela sensação incômoda de amarras que uma calça faz, sobre o corpo suado.
Estava usufruindo desse bem-estar sem nenhum remorso até que fui alertado por um vizinho, proprietário de oficina automotiva também, de que algumas pessoas reprovariam tal vestimenta. Retruquei, dizendo que "os clientes me procuram pela qualidade do meu serviço, não pela forma como me visto, oras bolas!" no que ele me explicou:
– Certa vez, tive um funcionário que um dia me apareceu aqui para trabalhar vestindo uma bermuda. E vindo um casal de namorados para fazer um serviço, aconteceu que o namorado acabou se invocando com o detalhe do atendente.
Por certo deve ter justificado seu protesto com algo do tipo "é uma falta de profissionalismo" ou "é anti-ético para a imagem da empresa", mas na verdade deve ter se enciumado por presenciar sua namorada a observar exageradamente as pernas desnudas do funcionário.
E cá fiquei a refletir a respeito; é falta de respeito para com o cliente?
Se existem profissionais muito mais dignos de respeito do que eu que vestem suas bermudas e ninguém, ao menos aparentemente, fica incomodado com isso, por que eu não poderia?
Ainda se fosse uma bermuda extravagante, toda florida ou cheia de grafismos como as de esportistas até vá lá, eu concordava, mas a minha? Uma bermuda bem comportada, barra nos joelhos, sem estampa alguma, e na cor azul-marinho, tal qual a parte de cima? Ah!
E lembrei do episódio de um desses enlatados norte-americanos que vi, certa vez. Um grupo de amigos e amigas recebe um novo integrante e este tem o hábito de usar bermudas. Mas o caso tem um agravante: O sujeito também tem a péssima mania de pôr os pés sobre a mesa e, detalhe; não usava cueca. Daí é óbvio que os rapazes da turma logo se invocaram com o recém-chegado e, no decorrer do capítulo deram um jeito no sujeito. Só não me recordo como acabava a história, mas enfim...
O que importa é que minha bermuda não é indecente e não acato esse ponto-de-vista "casal neuras*!".
*Pra quem não sabe, "Casal Neuras" é uma tira criada pelo cartunista Glauco.
(Eu ia linkar aqui o site oficial do Glauco, mas como o mesmo está hospedado no UOL, evitei. É que tenho raiva dos sites que estão lá. Qualquer coisa que você pretenda clicar para ler/ver, dá de cara com um seco aviso restringindo o acesso apenas aos assinantes do provedor. PqP! )
E, francamente, me senti muito bem, mais ágil, inclusive, sem aquela sensação incômoda de amarras que uma calça faz, sobre o corpo suado.
Estava usufruindo desse bem-estar sem nenhum remorso até que fui alertado por um vizinho, proprietário de oficina automotiva também, de que algumas pessoas reprovariam tal vestimenta. Retruquei, dizendo que "os clientes me procuram pela qualidade do meu serviço, não pela forma como me visto, oras bolas!" no que ele me explicou:
– Certa vez, tive um funcionário que um dia me apareceu aqui para trabalhar vestindo uma bermuda. E vindo um casal de namorados para fazer um serviço, aconteceu que o namorado acabou se invocando com o detalhe do atendente.
Por certo deve ter justificado seu protesto com algo do tipo "é uma falta de profissionalismo" ou "é anti-ético para a imagem da empresa", mas na verdade deve ter se enciumado por presenciar sua namorada a observar exageradamente as pernas desnudas do funcionário.
E cá fiquei a refletir a respeito; é falta de respeito para com o cliente?
Se existem profissionais muito mais dignos de respeito do que eu que vestem suas bermudas e ninguém, ao menos aparentemente, fica incomodado com isso, por que eu não poderia?
Ainda se fosse uma bermuda extravagante, toda florida ou cheia de grafismos como as de esportistas até vá lá, eu concordava, mas a minha? Uma bermuda bem comportada, barra nos joelhos, sem estampa alguma, e na cor azul-marinho, tal qual a parte de cima? Ah!
E lembrei do episódio de um desses enlatados norte-americanos que vi, certa vez. Um grupo de amigos e amigas recebe um novo integrante e este tem o hábito de usar bermudas. Mas o caso tem um agravante: O sujeito também tem a péssima mania de pôr os pés sobre a mesa e, detalhe; não usava cueca. Daí é óbvio que os rapazes da turma logo se invocaram com o recém-chegado e, no decorrer do capítulo deram um jeito no sujeito. Só não me recordo como acabava a história, mas enfim...
O que importa é que minha bermuda não é indecente e não acato esse ponto-de-vista "casal neuras*!".
*Pra quem não sabe, "Casal Neuras" é uma tira criada pelo cartunista Glauco.
(Eu ia linkar aqui o site oficial do Glauco, mas como o mesmo está hospedado no UOL, evitei. É que tenho raiva dos sites que estão lá. Qualquer coisa que você pretenda clicar para ler/ver, dá de cara com um seco aviso restringindo o acesso apenas aos assinantes do provedor. PqP! )
19.12.06
Apagão
Eis um termo que parece ter caído no gosto da mídia: "Apagão". Em voga desde os tenebrosos tempos em que qualquer coisa nos deixava na escuridão absoluta por horas – tempos idos? Só Deus sabe, – veio em tempo para substituir o anglicismo "blecaute".
Porém, e estranhamente, "apagão" agora parece designar qualquer tipo de pane ou crise generalizada, tal qual o "apagão aéreo". Mesmo que nada tenha tenha se apagado de fato.
Assim sendo, aproveito o "gancho" improvisado do tema para, neste desajeitado artigo, deixá-los a par de um novo tipo de apagão: O estomacal. (Ou intestinal, sei lá; sempre fui péssimo em biológicas)
Pois foi desse "apagão" que fui acometido neste final de semana passado. Tal como um dos aeroportos durante aqueles fatídicos dias, meu estômago entrou em colapso. Ora bloqueava tudo, ora despachava tudo. É claro que não entrarei em detalhes indigestos mas posso concluir, agora que veio certa calmaria, que assim como a confusão no tráfego aéreo brasileiro, este meu apagão também terminou em um inquérito nada esclarecedor.
Lá todos eram suspeitos e ninguém assumiu a culpa; controladores de vôo, Infraero, Cindacta, Ministério da Aeronáutica etc, um jogando "a batata quente " para o outro. Aqui, todos também se inocentam; a cerveja, o hambúrguer, a lingüiça...
A Patroa crê piamente que o culpado está aí nos acima citados e eu discordo, mas como convencê-la de que não, se não faltam por aí pesquisas científicas maldizendo as comidas do tipo? Começo a achar que a briga lá na cozinha de casa vai ser brava...
: (
Porém, e estranhamente, "apagão" agora parece designar qualquer tipo de pane ou crise generalizada, tal qual o "apagão aéreo". Mesmo que nada tenha tenha se apagado de fato.
Assim sendo, aproveito o "gancho" improvisado do tema para, neste desajeitado artigo, deixá-los a par de um novo tipo de apagão: O estomacal. (Ou intestinal, sei lá; sempre fui péssimo em biológicas)
Pois foi desse "apagão" que fui acometido neste final de semana passado. Tal como um dos aeroportos durante aqueles fatídicos dias, meu estômago entrou em colapso. Ora bloqueava tudo, ora despachava tudo. É claro que não entrarei em detalhes indigestos mas posso concluir, agora que veio certa calmaria, que assim como a confusão no tráfego aéreo brasileiro, este meu apagão também terminou em um inquérito nada esclarecedor.
Lá todos eram suspeitos e ninguém assumiu a culpa; controladores de vôo, Infraero, Cindacta, Ministério da Aeronáutica etc, um jogando "a batata quente " para o outro. Aqui, todos também se inocentam; a cerveja, o hambúrguer, a lingüiça...
A Patroa crê piamente que o culpado está aí nos acima citados e eu discordo, mas como convencê-la de que não, se não faltam por aí pesquisas científicas maldizendo as comidas do tipo? Começo a achar que a briga lá na cozinha de casa vai ser brava...
: (
15.12.06
Inevitável
Eu não queria tocar neste assunto, mas sendo bombardeado com comentários a respeito por todos os meios de comunicação – inclusive rodinhas de amigos à mesa – o tempo todo, me rendo ao direito de desabafar também. É sobre o aumento de salário que os nossos parlamentares concederam a si mesmos.
Já perdi minhas esperanças quanto ao predomínio da sensatez. Estou completamente cético com esses políticos. De que adianta tanto discurso moralista, depois dessa? Não vou me alongar neste assunto tão amargo. A solução, na minha opinião, é matá-los.
Está mais do que provado que escrúpulos eles não têm. Tampouco preocupação com o que nós, otários-eleitores que os levamos para lá, pensamos deles. Arrependimento? Muito menos! O que foi a "dança da pizza" senão os cinco minutos de fama da senhora Angela Guadagnin? É claro, é claro; frente aos holofotes os parlamentares ajeitam a gravata pra dizer, com aquele tom de gravidade "Não tem cabimento"; mas longe das câmeras...
Adianta a indignação popular? Adianta xingar seu deputado? Não adianta!
Eles estão lá, a gargalhar de nossas caras feias, se divertindo à custa de nossa impotência em esboçar qualquer reação que passe além de comentários raivosos!
Vê? Pouco lhes importa a imagem que passem a nós, os títulos jocosos que neles coloquemos ou venhamos a colocar; são onipotentes. E já perceberam há muito que o povo brasileiro se revolta sim, mas eis que vem vindo as festas de fim de ano, o carnaval... e logo, logo a ira é esquecida. Tem sido assim, sempre, e cada vez mais.
Cada vez mais abusam de nossa paciência. De nossa católica tolerância que a tudo perdoa, voluntariamente ou não. Nesse ritmo, onde iremos parar?
Por isso digo que a solução é matá-los. Assim a próxima leva de políticos eleita saberá que não ficamos sentados na poltrona a blasfemar, quando somos feitos de palhaços tal qual agora e, creio eu, passará a conduzir o país com seriedade e dignidade. Não como o país dos "mamadores das tetas do governo".
Já perdi minhas esperanças quanto ao predomínio da sensatez. Estou completamente cético com esses políticos. De que adianta tanto discurso moralista, depois dessa? Não vou me alongar neste assunto tão amargo. A solução, na minha opinião, é matá-los.
Está mais do que provado que escrúpulos eles não têm. Tampouco preocupação com o que nós, otários-eleitores que os levamos para lá, pensamos deles. Arrependimento? Muito menos! O que foi a "dança da pizza" senão os cinco minutos de fama da senhora Angela Guadagnin? É claro, é claro; frente aos holofotes os parlamentares ajeitam a gravata pra dizer, com aquele tom de gravidade "Não tem cabimento"; mas longe das câmeras...
Adianta a indignação popular? Adianta xingar seu deputado? Não adianta!
Eles estão lá, a gargalhar de nossas caras feias, se divertindo à custa de nossa impotência em esboçar qualquer reação que passe além de comentários raivosos!
Vê? Pouco lhes importa a imagem que passem a nós, os títulos jocosos que neles coloquemos ou venhamos a colocar; são onipotentes. E já perceberam há muito que o povo brasileiro se revolta sim, mas eis que vem vindo as festas de fim de ano, o carnaval... e logo, logo a ira é esquecida. Tem sido assim, sempre, e cada vez mais.
Cada vez mais abusam de nossa paciência. De nossa católica tolerância que a tudo perdoa, voluntariamente ou não. Nesse ritmo, onde iremos parar?
Por isso digo que a solução é matá-los. Assim a próxima leva de políticos eleita saberá que não ficamos sentados na poltrona a blasfemar, quando somos feitos de palhaços tal qual agora e, creio eu, passará a conduzir o país com seriedade e dignidade. Não como o país dos "mamadores das tetas do governo".
Recado para a Caminhante
Não sei exatamente por qual motivo, mas ultimamente não tenho mais conseguido comentar em seu blog! Tenho grande desconfiança que seja por conta do beta. Versões beta sempre me deixaram "com um pé atrás". Vide o vitaliciamente beta Orkut, por exemplo; no mínimo uma vez por dia nos vem aborrecer com a mensagem descendente do "No donut for you", isso sem contar com as falhas no sistema que volta-e-meia vivem pipocando pra lá e pra cá e deixando os usuários com os cabelos em pé.
Já perdi a conta de quantas vezes tentei comentar em seu blog, nestes últimos dias. Até então, quando eu não conseguia fazê-lo com minha identidade Blogger, o fazia, sem outra alternativa, anonimamente. Mas agora... pô! Nem anônimo, nem não-anônimo, nem com reza brava!!
E então resolvi colocar aqui mesmo os comentários "barrados", porque não me conformo em ter lido, poder tecer um comentário e, no entanto, tê-lo sumariamente ignorado pelo servidor ou sei lá por quem. Por você é que não deve ser, né? A menos que a gente tenha... hã, "ficado de mal" (?) e nem percebi. (?!)
Pois então, lá vai. Ou melhor, vão os "barrados na porta" (ou, no log in):
Ei, mas qual era o assunto abordado por você quando dialog... digo, monologava com suas plantas? Pois penso que determinados temas devem deixar as verdinhas arrasadas. Desabafos sobre intrigas familiares, por exemplo; certa vez quase matei a minha dracena de tristeza, contando-lhe sobre discussões travadas com minha mãe. A afronta norte-americana em não assinar o Tratado de Quioto também deve ser evitado, suponho.
Já quantos aos peixes; bem, você já está careca... careca, não; de cabelos curtos de saber que sou um defensor deles, não? Pois bem, mas só gostaria de dizer que os peixinhos também ficam eufóricos quando seu tratador chega em casa, e com a vantagem de não arranhar, não babar, não soltar pêlos, não deixar os ouvidos doloridos, nem derrubar o tratador no chão (conforme o porte do cão).
Mas não pense que não gosto de cães; eu gosto. Só acho que não teria paciência e dedicação suficientes para criar um. (E confesso que me divirto com a pastora e a vira que tem aqui em casa, quando elas vêm me abraçar e lamber)
"50 mil reais"? Haja dinheiro à toa. E tonto que pague tanto por aquilo.
Mas o Japão é mesmo contrastante: Na terra de avançada tecnologia, cultura milenar e esmero na educação, ainda hoje existe um certo tipo de tarado que chega ao extremo de apelar ao crime para obter seu intento: Cheirar calcinha! E mesmo que lavada. Explica-se: Tem sujeito que furta essas peças íntimas, enquanto estão estendidas no varal. Dá pra acreditar?
(: p
O video eu pulo porque não o(s) vejo(s). O motivo é o de sempre, meu micro é velho e blablabla...
Mas se for pra falar mal de argentino eu falo. E não é sobre o futebol, é sobre a parte mercosulística da coisa, no que tange à área automobilística. Agora...
Se não era pra falar mal... ups. Faz-de-conta que não estive aqui.
; )
Já perdi a conta de quantas vezes tentei comentar em seu blog, nestes últimos dias. Até então, quando eu não conseguia fazê-lo com minha identidade Blogger, o fazia, sem outra alternativa, anonimamente. Mas agora... pô! Nem anônimo, nem não-anônimo, nem com reza brava!!
E então resolvi colocar aqui mesmo os comentários "barrados", porque não me conformo em ter lido, poder tecer um comentário e, no entanto, tê-lo sumariamente ignorado pelo servidor ou sei lá por quem. Por você é que não deve ser, né? A menos que a gente tenha... hã, "ficado de mal" (?) e nem percebi. (?!)
Pois então, lá vai. Ou melhor, vão os "barrados na porta" (ou, no log in):
Ei, mas qual era o assunto abordado por você quando dialog... digo, monologava com suas plantas? Pois penso que determinados temas devem deixar as verdinhas arrasadas. Desabafos sobre intrigas familiares, por exemplo; certa vez quase matei a minha dracena de tristeza, contando-lhe sobre discussões travadas com minha mãe. A afronta norte-americana em não assinar o Tratado de Quioto também deve ser evitado, suponho.
Já quantos aos peixes; bem, você já está careca... careca, não; de cabelos curtos de saber que sou um defensor deles, não? Pois bem, mas só gostaria de dizer que os peixinhos também ficam eufóricos quando seu tratador chega em casa, e com a vantagem de não arranhar, não babar, não soltar pêlos, não deixar os ouvidos doloridos, nem derrubar o tratador no chão (conforme o porte do cão).
Mas não pense que não gosto de cães; eu gosto. Só acho que não teria paciência e dedicação suficientes para criar um. (E confesso que me divirto com a pastora e a vira que tem aqui em casa, quando elas vêm me abraçar e lamber)
"50 mil reais"? Haja dinheiro à toa. E tonto que pague tanto por aquilo.
Mas o Japão é mesmo contrastante: Na terra de avançada tecnologia, cultura milenar e esmero na educação, ainda hoje existe um certo tipo de tarado que chega ao extremo de apelar ao crime para obter seu intento: Cheirar calcinha! E mesmo que lavada. Explica-se: Tem sujeito que furta essas peças íntimas, enquanto estão estendidas no varal. Dá pra acreditar?
(: p
O video eu pulo porque não o(s) vejo(s). O motivo é o de sempre, meu micro é velho e blablabla...
Mas se for pra falar mal de argentino eu falo. E não é sobre o futebol, é sobre a parte mercosulística da coisa, no que tange à área automobilística. Agora...
Se não era pra falar mal... ups. Faz-de-conta que não estive aqui.
; )
14.12.06
14 de dezembro
Final de ano, temporada da entrega de calendários do ano vindouro. Principalmente para quem trabalha no comércio; é folhinha do contador, é vinho do fornecedor, é calendário de mesa do outro fornecedor. E foi justamente num desses calendários que, observando datas comemorativas, descobri que hoje, 14 de dezembro, é uma data muito estranha, pelo menos ao meu ver.
Embora em minha agenda este dia só conste como "Dia do Ministério Público" e "Dia do Engenheiro de pesca" (Hein? Engenheiro de... pesca?), esse calendário recebido nos últimos dias afirma que 14/12 nada mais é que... O Dia do Concorrente !!
Alguém entendeu essa? Pelo que sei, as datas são marcadas para comemoração, para presentear o homenageado (mães, filhos, avós, síndicos, parteiras, auxiliares de pedreiro etc) e tal. E quem comemora a existência de um concorrente? Ou ainda, quem se dará ao gasto de presentear o concorrente??
Concordo que existem concorrentes que chegam a se aliar, tirando proveito da aglomeração de produtos e serviços semelhantes num mesmo local – vide ruas especializadas em eletrônica, em vestidos de noiva etc, – o que atrai o consumidor justamente por isso, mas daí a instituir-se um "dia do concorrente"?!
Pior é imaginar que este tenha sido o trabalho de algum vereador que não tinha coisa melhor a fazer ou em quê pensar, bah!
): P
Embora em minha agenda este dia só conste como "Dia do Ministério Público" e "Dia do Engenheiro de pesca" (Hein? Engenheiro de... pesca?), esse calendário recebido nos últimos dias afirma que 14/12 nada mais é que... O Dia do Concorrente !!
Alguém entendeu essa? Pelo que sei, as datas são marcadas para comemoração, para presentear o homenageado (mães, filhos, avós, síndicos, parteiras, auxiliares de pedreiro etc) e tal. E quem comemora a existência de um concorrente? Ou ainda, quem se dará ao gasto de presentear o concorrente??
Concordo que existem concorrentes que chegam a se aliar, tirando proveito da aglomeração de produtos e serviços semelhantes num mesmo local – vide ruas especializadas em eletrônica, em vestidos de noiva etc, – o que atrai o consumidor justamente por isso, mas daí a instituir-se um "dia do concorrente"?!
Pior é imaginar que este tenha sido o trabalho de algum vereador que não tinha coisa melhor a fazer ou em quê pensar, bah!
): P
Diversificar pra faturar?
Através de um vizinho que passou a sintonizar a 89FM que vim a saber em quê se tornou a antiga rádio do rock. Talvez alguém se lembre – afinal, não faz tanto tempo assim, creio – do slogan "89, a rádio rock!".
Houve um tempo em que eu era ouvinte assíduo dessa emissora. Quando ela tocava desde os "dinossauros" até as bandas mais recentes. Só abandonei-a quando começaram a misturar Deep Purple com Bob Marley, Legião Urbana com Tribo de Jah porque eu não suportava reagge. E desde então eu fiquei sem saber por quais caminhos sinuosos aquela rádio continuou a trilhar...
Até recentemente, quando me espantei ao ouvir sua atual programação musical. Tornou-se uma emissora popular (por "popular", entenda-se: "Voltada ao povão"; aquela turma que ama a trilha sonora da novela das oito, sabe?), perdeu oficialmente seu foco no nicho dos roqueiros e agora toca de tudo, praticamente. Só não ouvi samba, axé ou breganejo. Ao menos por enquanto...
Perdeu a personalidade, enfim.
E fico a pensar em tantos outros casos semelhantes. A Scala, por exemplo, já teve seus dias de suave BGM trocadas por desagradáveis – para quem não se interessa em apostas, claro – transmissões de corridas de cavalo. Em outro ramo, o Rock in Rio já teve a presença da Elba Ramalho (ou estou equivocado?).
Efeito da globalização? Ou da escassez de recursos mesmo? Ou da falta de caráter dos promotores de eventos, programadores musicais e afins? (ou seus respectivos patrões?) Não arrisco uma opinião.
Houve um tempo em que eu era ouvinte assíduo dessa emissora. Quando ela tocava desde os "dinossauros" até as bandas mais recentes. Só abandonei-a quando começaram a misturar Deep Purple com Bob Marley, Legião Urbana com Tribo de Jah porque eu não suportava reagge. E desde então eu fiquei sem saber por quais caminhos sinuosos aquela rádio continuou a trilhar...
Até recentemente, quando me espantei ao ouvir sua atual programação musical. Tornou-se uma emissora popular (por "popular", entenda-se: "Voltada ao povão"; aquela turma que ama a trilha sonora da novela das oito, sabe?), perdeu oficialmente seu foco no nicho dos roqueiros e agora toca de tudo, praticamente. Só não ouvi samba, axé ou breganejo. Ao menos por enquanto...
Perdeu a personalidade, enfim.
E fico a pensar em tantos outros casos semelhantes. A Scala, por exemplo, já teve seus dias de suave BGM trocadas por desagradáveis – para quem não se interessa em apostas, claro – transmissões de corridas de cavalo. Em outro ramo, o Rock in Rio já teve a presença da Elba Ramalho (ou estou equivocado?).
Efeito da globalização? Ou da escassez de recursos mesmo? Ou da falta de caráter dos promotores de eventos, programadores musicais e afins? (ou seus respectivos patrões?) Não arrisco uma opinião.
11.12.06
Deficiência crônica do solteiro?
Dificilmente consigo acertar nas compras de frutas. Quando penso que é doce, está azeda; quando acho que está polpuda, seca está. E elejo a fruta que mais me engana: O maracujá.
Não no quesito acidez, haja visto que prefiro o maracujá azedo sempre, mas na quantidade de polpa. Já me ensinaram a sacudir o fruto para sentir o "peso" do... do núcleo (?) balançando em seu interior, mas isso quase sempre me leva a comprar maracujás com um punhadinho só de polpa. (É claro, justamente por isso ela balançava ali dentro...)
Ou quando tento contrariar a sabedoria popular comprando um maracujá que não faz barulho, mas é pesado, trago pra casa mais casca do que polpa... : (
Tudo bem que a casca também é aproveitável para fazer doces, mas o que me interessa é só a polpa, pôxa! E volta-e-meia me arrisco na "loteria" do maracujá, saindo quase sempre frustrado nessa empreitada.
Tomara que minha futura patroa tenha esse know-how de/para escolher frutas...
Puxa vida, bem que as plantas frutíferas poderiam seguir um padrão de fabri... de produção. Assim como a lichia, que é sempre igual. Umas menores, outras maiores, mas o sabor é sempre o mesmo, a quantidade de polpa também...
Enfim, eu como 'dono-de-casa' ainda sou um principiante. Já relatei aqui minhas desventuras com as senhoras "pilotas" de carrinhos de mercado. Sangüinárias!! E já estou me habituando a essa batalha palmo-a-palmo pelas melhores ofertas. Agora só me falta aprender a escolher certas coisas.
Como o danadinho do maracujá – que eu adoro, por sinal – por exemplo.
Não no quesito acidez, haja visto que prefiro o maracujá azedo sempre, mas na quantidade de polpa. Já me ensinaram a sacudir o fruto para sentir o "peso" do... do núcleo (?) balançando em seu interior, mas isso quase sempre me leva a comprar maracujás com um punhadinho só de polpa. (É claro, justamente por isso ela balançava ali dentro...)
Ou quando tento contrariar a sabedoria popular comprando um maracujá que não faz barulho, mas é pesado, trago pra casa mais casca do que polpa... : (
Tudo bem que a casca também é aproveitável para fazer doces, mas o que me interessa é só a polpa, pôxa! E volta-e-meia me arrisco na "loteria" do maracujá, saindo quase sempre frustrado nessa empreitada.
Tomara que minha futura patroa tenha esse know-how de/para escolher frutas...
Puxa vida, bem que as plantas frutíferas poderiam seguir um padrão de fabri... de produção. Assim como a lichia, que é sempre igual. Umas menores, outras maiores, mas o sabor é sempre o mesmo, a quantidade de polpa também...
Enfim, eu como 'dono-de-casa' ainda sou um principiante. Já relatei aqui minhas desventuras com as senhoras "pilotas" de carrinhos de mercado. Sangüinárias!! E já estou me habituando a essa batalha palmo-a-palmo pelas melhores ofertas. Agora só me falta aprender a escolher certas coisas.
Como o danadinho do maracujá – que eu adoro, por sinal – por exemplo.
7.12.06
Saudosismo às avessas
Inúmeros objetos e ações do nosso cotidiano vêm desaparecendo aos poucos, graças à modernização constante deste mundo cada vez mais tecnológico. Algumas que talvez tenham deixado alguém com saudade, outras das quais ninguém sente a menor falta e, inclusive, agradece aos céus por não existir mais. Falemos sobre estas últimas, pois.
Ficha telefônica: A "moedinha" feita de uma liga semelhante ao chumbo, com 3, às vezes 4 ranhuras. Um peso em nossos bolsos e, não raro, uma porqueira que encardia nossos dedos.
Programas em K7: Quem viveu a era do MSX conheceu - e sofreu - isso; os programas vinham gravados em fita cassete e, através de um toca-fitas, era transferido para o computador. Só que esse processo, além de extremamente demorado, freqüentemente resultava numa maldita mensagem de erro, e isso após aguardar por minutos, horas...
Telefone de disco: A cada número discado, precisávamos esperar o retorno do disco "tlec-tlec-tlec..."
Lembro que quando apressado, eu retornava o disco na marra. E o tempo gasto só para discar um interurbano então? Mas aqui a atual comodidade digital da chamada a um toque tem seu lado... eu não diria negativo, mas "não tão positivo": Como não precisamos mais digitar os números - que ficam armazenados na memória do aparelho - acontece de esquecê-los. Ou quem nunca ouviu uma frase assim, antes:
- O telefone do Fulano? Claro que sei, converso com ele diariamente! Espere só um momentinho que vou ver aqui no celular o número dele...
Sintonia de rádio analógica: Num aparelho de boa marca e qualidade idem, esse detalhe passava despercebido, mas nos demais... era um tal de gira pra cá, gira pra lá, e dá um toquinho pra cá, depois outro toquinho pra lá, mais um toquinho...
Creio eu que muitos acidentes de trânsito foram evitados graças ao rádio digital e suas estações (novamente) memorizáveis a um toque.
Maquineta manual de cartão de crédito: Aquela na qual colocava-se o cartão, sobre este o documento de venda e "vapt-vupt". Sim, esta parte do processo era de fato "vapt-vupt", ligeira assim. O problema vinha depois, para obter o código de autorização (ou de recusa, conforme o caso); ligar para a operadora do cartão, aguardar o atendimento automatizado, digitar um monte de números, - pausadamente, senão a "atendente robô" mandava repetir tudo de novo - às vezes depois disso ainda éramos transferidos para um atendente "não-tão-robô" que solicitava toooodos os dados que já havíamos digitado antes... para enfim, nos fornecer o tal código, af!
(Obs: Estas maquinetas manuais existem até hoje, mas são mantidas apenas para o caso de uma queda de energia na loja)
Dentre muitas outras coisas que progrediram e não nos deixaram nenhuma saudade.
Ficha telefônica: A "moedinha" feita de uma liga semelhante ao chumbo, com 3, às vezes 4 ranhuras. Um peso em nossos bolsos e, não raro, uma porqueira que encardia nossos dedos.
Programas em K7: Quem viveu a era do MSX conheceu - e sofreu - isso; os programas vinham gravados em fita cassete e, através de um toca-fitas, era transferido para o computador. Só que esse processo, além de extremamente demorado, freqüentemente resultava numa maldita mensagem de erro, e isso após aguardar por minutos, horas...
Telefone de disco: A cada número discado, precisávamos esperar o retorno do disco "tlec-tlec-tlec..."
Lembro que quando apressado, eu retornava o disco na marra. E o tempo gasto só para discar um interurbano então? Mas aqui a atual comodidade digital da chamada a um toque tem seu lado... eu não diria negativo, mas "não tão positivo": Como não precisamos mais digitar os números - que ficam armazenados na memória do aparelho - acontece de esquecê-los. Ou quem nunca ouviu uma frase assim, antes:
- O telefone do Fulano? Claro que sei, converso com ele diariamente! Espere só um momentinho que vou ver aqui no celular o número dele...
Sintonia de rádio analógica: Num aparelho de boa marca e qualidade idem, esse detalhe passava despercebido, mas nos demais... era um tal de gira pra cá, gira pra lá, e dá um toquinho pra cá, depois outro toquinho pra lá, mais um toquinho...
Creio eu que muitos acidentes de trânsito foram evitados graças ao rádio digital e suas estações (novamente) memorizáveis a um toque.
Maquineta manual de cartão de crédito: Aquela na qual colocava-se o cartão, sobre este o documento de venda e "vapt-vupt". Sim, esta parte do processo era de fato "vapt-vupt", ligeira assim. O problema vinha depois, para obter o código de autorização (ou de recusa, conforme o caso); ligar para a operadora do cartão, aguardar o atendimento automatizado, digitar um monte de números, - pausadamente, senão a "atendente robô" mandava repetir tudo de novo - às vezes depois disso ainda éramos transferidos para um atendente "não-tão-robô" que solicitava toooodos os dados que já havíamos digitado antes... para enfim, nos fornecer o tal código, af!
(Obs: Estas maquinetas manuais existem até hoje, mas são mantidas apenas para o caso de uma queda de energia na loja)
Dentre muitas outras coisas que progrediram e não nos deixaram nenhuma saudade.
5.12.06
Je ne comprends pas
Uma das coisas sobre a qual eu deveria manter-me calado é minha aversão à língua francesa.
Porque sempre que me declaro a respeito, perco simpatizantes. Mas... tudo bem, assumo minha franqueza.
( E minha tagarelice, também.)
Creio que a primeira vez em que tive contato (auditivo) com essa língua foi numa fila de cinema, onde um casal proseava animadamente à minha frente. Com tantos "ui ui ui's" só pude mesmo considerar a linguagem um tanto quanto afrescalhada. Pra agravar meu trauma, o casal supostamente francês fazia questão de responder à minha expressão de asco com risadas em tom de desprezo, bah!
Desde então passei a ter alergia do francês falado.
Por que eles precisam fazer biquiiiiiiii~nho pra falar? Parece coisa de viado, pô! Lembro-me de quando ouvi o nome de certa montadora de carros, em sua pronúncia original, era algo próximo a "renyãã". Credo. Eu, se caso vier a comprá-lo um dia, não terei dúvidas em como chamá-lo: "Renô!". E com ênfase no " ô ".
E ainda tem minha dificuldade em ler alguns termos. Recentemente descobri como se diz o (vinho) beaujolais: "Bojolé" ! E teve também o (licor) "coantrô". Para minha sorte, minhas bebidas preferidas não são francesas...
Pra não dizer que deploro completamente os franceses, digo-lhes que perdôo a Catherine Deneuve e o Charles Aznavour, interpretando ou cantando em suas línguas nativas. E perdôo também uma palavra, que vim a conhecer no filme "Delicatessen": La Merde.
Tive - e ainda tenho, aliás - a impressão de que a merda francesa extravasa muito mais uma possível ira indignada do que a merda inglesa. A norte-americana, sei lá, tem um quê de conformismo "Oooh, shit!".
Porém, e apesar de tudo, os franceses são indispensáveis. Do contrário, como eu iria chamar hoje um sutiã? "Porta-seios"? "Guarda-mamas"? Ah, tinha que ser mesmo sutiã, tinha!
: D
* A propósito, o carro que ilustra o post anterior é um Peugeot "Pour que l'automobile soit toujours un plaisir", dizem eles em seu site. Blargh! Não quero nem saber o que significa isso. E, quer saber? Não é Peugeot, é Pejô! PEJÔ!!
Porque sempre que me declaro a respeito, perco simpatizantes. Mas... tudo bem, assumo minha franqueza.
( E minha tagarelice, também.)
Creio que a primeira vez em que tive contato (auditivo) com essa língua foi numa fila de cinema, onde um casal proseava animadamente à minha frente. Com tantos "ui ui ui's" só pude mesmo considerar a linguagem um tanto quanto afrescalhada. Pra agravar meu trauma, o casal supostamente francês fazia questão de responder à minha expressão de asco com risadas em tom de desprezo, bah!
Desde então passei a ter alergia do francês falado.
Por que eles precisam fazer biquiiiiiiii~nho pra falar? Parece coisa de viado, pô! Lembro-me de quando ouvi o nome de certa montadora de carros, em sua pronúncia original, era algo próximo a "renyãã". Credo. Eu, se caso vier a comprá-lo um dia, não terei dúvidas em como chamá-lo: "Renô!". E com ênfase no " ô ".
E ainda tem minha dificuldade em ler alguns termos. Recentemente descobri como se diz o (vinho) beaujolais: "Bojolé" ! E teve também o (licor) "coantrô". Para minha sorte, minhas bebidas preferidas não são francesas...
Pra não dizer que deploro completamente os franceses, digo-lhes que perdôo a Catherine Deneuve e o Charles Aznavour, interpretando ou cantando em suas línguas nativas. E perdôo também uma palavra, que vim a conhecer no filme "Delicatessen": La Merde.
Tive - e ainda tenho, aliás - a impressão de que a merda francesa extravasa muito mais uma possível ira indignada do que a merda inglesa. A norte-americana, sei lá, tem um quê de conformismo "Oooh, shit!".
Porém, e apesar de tudo, os franceses são indispensáveis. Do contrário, como eu iria chamar hoje um sutiã? "Porta-seios"? "Guarda-mamas"? Ah, tinha que ser mesmo sutiã, tinha!
: D
* A propósito, o carro que ilustra o post anterior é um Peugeot "Pour que l'automobile soit toujours un plaisir", dizem eles em seu site. Blargh! Não quero nem saber o que significa isso. E, quer saber? Não é Peugeot, é Pejô! PEJÔ!!
3.12.06
Férias

A imagem acima foi usada por mim, enquanto dono da comunidade orkutiana "Manutenção Automotiva", sempre em épocas precedentes a viagens.
Chegou dezembro. Enquanto uns terão festividades mais caseiras, evitando as estradas, outros procurarão ares diferentes para comemorar o natal e a passagem de ano. Litoral, montanha, interior... tanto faz o destino, o que importa é que, além dos preparativos de praxe – roupas, comida, bebida, loção de bronzear, etc – é imprescindível preparar o seu carro para a jornada também.
Digo-lhes que me entristeço a cada período festivo, com a quantidade de acidentes, fatais ou não. Infelizmente não conseguimos ter um feriado sem mortes nas estradas...
A bem da verdade, a maioria destes infelizes incidentes parecem ocorrer por conta do abuso de bebidas alcoólicas e falta de precaução ao volante, nem tanto por falhas elétricas ou mecânicas. Mas mesmo assim, se você vai pegar a estrada, leve seu veículo a um bom profissional, antes. Peça que se faça uma verificação dos itens de segurança.
Você mesmo pode auxiliar o trabalho de seu eletricista e/ou mecânico descrevendo sintomas que porventura esteja estranhando: Ruídos, vibrações, odores; são indícios que devem ser verificados, pois tanto podem ser detalhes sem grande importância, quanto sinais de desgaste excessivo ou defeito em componentes vitais.
Fazendo assim você estará mais garantido quanto a uma viagem segura, sem grandes percalços – à exceção de congestionamentos, mas nesse caso o coitado do carro não tem culpa, né – e se divertirá como merecido, assim que chegar ao seu destino.
Igualmente, descansado e tranqüilo retornará ao seu lar. São e salvo.
Por menos mortos e feridos em nossas rodovias, por menos famílias a chorar a perda de seus entes nesta época que deveria ser só de alegria é que humildemente lhes dou este conselho.
E viva a Vida!
2.12.06
Os indianos é que 'do it better' ? : D
Embora conhecida como mero catálogo de posições sexuais, o Kama Sutra é um guia muito além disso. Ele ensina desde a iniciação do adulto na sociedade até o casamento - passando, logicamente, pelos atos mais explícitos - e detalhes que geralmente passariam despercebidos pelo leitor mais afoito.
Como por exemplo: Sons emitidos durante o aquilo-naquilo, que são descritos num capítulo do qual destaco o verso abaixo.
" Rudita é o soluço gutural da mulher
que o orgasmo alcança.
Sutkrita é o ofego áspero.
Dutkrita é o abafado chocalhar.
Phutkrita é o morango que cai na água. "
Entendi, ao menos imaginando, o que são o soluço gutural (que se pronuncia com a garganta), o ofego (respiração difícil ou ruidosa) áspero e também o chocalhar abafado, mas... "morango que cai na água" ?
Ei! Alguém aí já ouviu a parceira (ou parceiro) gemendo ou, talvez, berrando um 'morango cadente na água' ?! Hum, berrar deve ser "a melancia que cai na água..."
(Obs: Nada consta que o morango em questão possa ser uma metáfora, mesmo dentro do contexto geral da obra.)
Mas tem mais! Tem mais!!
Você se acha feio? Pois tem receita para se fazer bonito! Anote aí:
" Ungüento faça das folhas de loendro,
o fragrante costus e a ameixeira-anã,
a beleza cem vezes aumentando.
Se uma mecha de algodão mergulha
no pó das folhas dessas plantas
e queima em óleo de mirabólano
dentro de um crânio humano,
tem sombra de olhos fascinante.
Óleo de acanto, salsaparrilha, serralha, paina
e lótus azul, uma grinalda de suas pétalas,
seu charme aumentará.
Um pequeno osso de pavão ou hiena,
fechado por astrólogo em amuleto de ouro puro
e no pulso direito usado,
terá o mesmo efeito misterioso.
O mesmo acontece com bago de jujuba
no pulso amarrado ou concha em ouro
incrustada e consagrada com
os dharana-yogas de Atharva Veda*. "
* Exercícios meditativos de yoga do livro sagrado dos arianos.
Dureza deve ser encontrar os ingredientes da receita, não é mesmo? (Crânio humano? Como?? Violando um túmulo durante a madrugada? Furtando do laboratório de medicina de alguma faculdade? Eu hein).
Concluindo, entende-se claramente por quê deste milenar livro indiano só ter se tornado célebre por suas partes... hã, praticáveis. Pelo menos estas conseguimos – nem todas, mas a maioria – praticar.
; )
Como por exemplo: Sons emitidos durante o aquilo-naquilo, que são descritos num capítulo do qual destaco o verso abaixo.
" Rudita é o soluço gutural da mulher
que o orgasmo alcança.
Sutkrita é o ofego áspero.
Dutkrita é o abafado chocalhar.
Phutkrita é o morango que cai na água. "
Entendi, ao menos imaginando, o que são o soluço gutural (que se pronuncia com a garganta), o ofego (respiração difícil ou ruidosa) áspero e também o chocalhar abafado, mas... "morango que cai na água" ?
Ei! Alguém aí já ouviu a parceira (ou parceiro) gemendo ou, talvez, berrando um 'morango cadente na água' ?! Hum, berrar deve ser "a melancia que cai na água..."
(Obs: Nada consta que o morango em questão possa ser uma metáfora, mesmo dentro do contexto geral da obra.)
Mas tem mais! Tem mais!!
Você se acha feio? Pois tem receita para se fazer bonito! Anote aí:
" Ungüento faça das folhas de loendro,
o fragrante costus e a ameixeira-anã,
a beleza cem vezes aumentando.
Se uma mecha de algodão mergulha
no pó das folhas dessas plantas
e queima em óleo de mirabólano
dentro de um crânio humano,
tem sombra de olhos fascinante.
Óleo de acanto, salsaparrilha, serralha, paina
e lótus azul, uma grinalda de suas pétalas,
seu charme aumentará.
Um pequeno osso de pavão ou hiena,
fechado por astrólogo em amuleto de ouro puro
e no pulso direito usado,
terá o mesmo efeito misterioso.
O mesmo acontece com bago de jujuba
no pulso amarrado ou concha em ouro
incrustada e consagrada com
os dharana-yogas de Atharva Veda*. "
* Exercícios meditativos de yoga do livro sagrado dos arianos.
Dureza deve ser encontrar os ingredientes da receita, não é mesmo? (Crânio humano? Como?? Violando um túmulo durante a madrugada? Furtando do laboratório de medicina de alguma faculdade? Eu hein).
Concluindo, entende-se claramente por quê deste milenar livro indiano só ter se tornado célebre por suas partes... hã, praticáveis. Pelo menos estas conseguimos – nem todas, mas a maioria – praticar.
; )
1.12.06
Falta um verbo
Para que eu consiga terminar de escrever um post. Sabe quando a palavra está na ponta da língüa mas não sai de jeito nenhum? Pois é a minha situação. Já tentei substituir o ansiado e misterioso verbo por outro, mas foi em vão. Quero aquele. Só aquele encaixa-se com perfeição no que estou a escrever. Ó raios.
Desconfio que comece com a letra D...
Desconfio que comece com a letra D...
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