3.3.06

Na terra 'frevente'

Praticamente todos os meus conhecidos pernambucanos – dentro deste mundinho online – se não são fanáticos pelo carnaval, ao menos simpatizantes são; o que me levou a questionar quais razões levariam o povo (majoritariamente de Recife e Olinda) a ter tamanha afinidade com a folia.
É claro que, assim como nem toda baiana precisa ser a Pitty pra detestar axé, é evidente que nem todos os vizinhos de Alceu Valença são exímios dançarinos ou apreciadores de frevo só por causa disso. E por isso o 'praticamente', ali no início do parágrafo. Mas vamos à maioria...

Como não sou nenhum entendido no assunto, começo com prévias escusas, caso esteja dizendo alguma asneira. Pois bem.
O carnaval olindense (principalmente) não se faz de sambas-enredo. Sequer de samba. Se faz da típica e efervescente dança local: O Frevo. E apesar do clima quente do local e ritmo de dança idem, isso não leva os foliões a praticarem o topless à bel prazer. Ou ao menos, não nas mesmas proporções que em outras localidades. Isso seria um incentivo à diversão mais familiar? Ou não tão de encontro à moralidade em voga nos dias em que Rei Mômo é um plebeu qualquer? Pode ser que sim, pode ser que não.

E temos também a questão turística e egocêntrica do pernambucano, que por vezes beira à megalomania. Isso eu afirmo porque já vi – com estes olhos que um dia a terra há de comer – a paixão que eles têm pela grandeza. Pra todos os lados, anunciam-se: "O maior do nordeste...", "O maior do Brasil...", "O maior da América Latina..." e então facilmente concluo: Por que não iriam desejar possuir o maior carnaval de ladeira (ou 'em ladeiras'?) do mundo? Hehe.
E antes que me venham os protestos, abro o parêntese: Já fui devidamente esclarecido de que "megalomaníaco" é o que acha que é (detentor de algum mérito ou grandeza), mas não o é; ao passo de que 'o maior' de Pernambuco de fato trata-se do maior, comprovadamente. Ou seja, não lhes cabe o 'adjetivo' um tanto quanto jocoso. Mas gosto de usá-lo para atiçar os brios deste povo tão vibrante. E fecha o parêntese : )

Assim sendo, teríamos o clima familiar e o "patriotismo regional" como diferenciais deste carnaval que a tantas pessoas – inclusive os moradores locais, atrai? Hum, ainda não sei. Só sei que é de se tirar o chapéu. E olha que nem de carnaval eu gosto.

: T

4 comentários:

Anônimo disse...

Verdade, o pernambucano é bairrista até do avesso. E ah, e esse avesso é o maior do mundo.

;)

Pseudo disse...

Que dia é hoje?

Reginacelia disse...

Não somos megalomaníacos, apenas o nosso IGPM - Índice Geral de Pouca Modéstia - é que o maior do mundo! E olha que dessa vez nem falo por saudade.
\o/

R. disse...

: D