Um clipezinho já bem rodado na grande rede, mas só vim a conhecê-lo ontem, por meio do
link me passado por Diana. E o que escrevi a seguir foi a resposta que lhe dei, para a questão
'Você faria isso por amor?'Assisti duas vezes seguidas, para assimilar bem a mensagem. Deixarei de lado a análise crítica quanto a viabilidade dos fatos para dar ênfase ao lado emocional.
Ambos se amam, mas por uma fatalidade do destino, ela perde a visão. E ele renuncia a sua própria visão em prol da amada. Note-se que, muito além de seus olhos, ele praticamente renuncia a sua própria vida, visto que sua profissão era fotógrafo.
E eu, o que faria?
Sabendo que o instrumento do meu trabalho havia apagado para sempre os olhos de minha amada, conseguiria permanecer na mesma profissão com o afinco e entusiasmo de sempre? Certamente que não. E a outra certeza é a de que a minha consciência jamais me perdoaria. Por mais desastrada que ela tivesse sido, eu só enxergaria minha - e tão somente minha! - culpa do incidente. Inevitável dor e revolta me abateriam, mas...
Agora digo com toda a sinceridade; eu não teria coragem de fazer o que ele fez. Mais do que uma impetuosa prova de amor, não teria ele cometido a auto-punição? A meu ver, o final foi bem triste, com ela estarrecida ao descobrir o que aconteceu - e com quem aconteceu - e ele caminhando... deixando-a para trás.
Eu procuraria os melhores cirurgiões, os mais especializados hospitais, arrumaria o dinheiro necessário para uma operação - mesmo que à custa de minha bancarrota, de vender tudo que possuo - para que pudesse permiti-la ver novamente.
Creio que desta forma eu viveria mais por ela. E para ela. Batalharia até conseguir. Imagine se entrego minha visão a ela assim, logo de cara; como ela passaria o resto de seus dias? Feliz da vida, sem remorso algum? Duvido muito.
Por outro lado, penso sempre numa outra situação:
Se ela corresse o risco de ser baleada, eu a protegeria?
Sei que é fácil fazer um "heróico discurso teórico", que é pouco provável se prever o que realmente aconteceria num caso destes, mas...
Eu digo que sim; a abraçaria, envolveria, protegeria.
Mesmo que isso custasse minha vida.