Este texto é dedicado a minha amiga Regina, a brasiliense mais pernambucana do planalto central.
"Pré-namorado": interessante definição usada por ela para definir a situação na qual se encontrava uma pessoa em sua vida.
Imagino pré-namorados como gatos de rua. Não o gato no sentido usualmente aplicado, como um elogio, mas sim o animalzinho que anda sobre quatro patas. Presumo que gatos de rua tenham uma vida amorosa promíscua e já de antemão esclareço que também não é a esse ponto que estou comparando.
Todo mundo já deve ter visto um gato desses.
Escondido embaixo de um arbusto ou de um carro a nos espreitar, silenciosamente. Quando descobertos, permanecem em sua atenta observação. Qualquer gesticulação ou mesmo um movimento brusco de nossa parte e lá se vai ele, aos saltos, para bem longe dali, numa fração de segundos que sequer temos tempo de dizer qualquer coisa. Já foi.
Muitas vezes a conquista do amor possui essas nuances. A curiosidade que se torna interesse. Um sincero interesse. E que escapa de nós... por pouca coisa. Um gesto repentino, um ato impensado, e do que ali se via de inspirador, ficam apenas sonhos. Vagas imagens, traços quase imperceptíveis do romance que ali se rascunhara.
Já se, antes de mais nada trocam-se olhares, mantêm-se um silêncioso diálogo diplomático, as chances de obter sucesso na aproximação já aumentam consideravelmente. Confiança conquistada, segue para a etapa seguinte.
No gato ainda reside o instinto de sobrevivência.
Morrerá, se capturado, é o que ele pensa. Mas a fome também mata.
E é nessa hora que entra em cena o pires com leite. Ou, para os gatos mais selvagens, um farto pedaço de peixe. Entre o risco de ficar cara-a-cara com o 'predador' e a fome que aperta o estômago, o gato resolve arriscar uma de suas sete vidas e vai em direção a comida.
E descobre, aliviado, que o predador é vegetariano. Enquanto sacia sua sede e fome, percebe o terno olhar que o observa. Isso o acalma. Enfim, conquista-o.
E assim se fez um ... namorado.
... ah, se tudo fosse tão simples assim! HohoHooou. : D
7 comentários:
Como assim? Acha que pode revelar nossa estratégia comum de combate assim, despudorada e publicamente? Humpft. Agora só nos resta convocar uma grande conferência feminina (não feminista) e traçar novos planos. Que trabalhão, hein?
(A partir de agora, meu namorado está terminantemente proibido de ler teu blog, seu traidor! Seu Mr. M das mulheres!)
Teria meu lado feminino desvendado uma estratégia exclusiva das mulheres? Non creo. Pero creo que já fui mulher em uma outra encarnação. Mas... isso já é história pra oooooutro post.
; )
Se vier com aquela musiquinha chata do Chico César (já fui mulher, eu sei... já fui mulher eu sei...) eu te mato. Aliás... existe homicídio virtual? rs.
Bom final de semana, Ricardo.
Ah, os pré-namorados... o prblema é que eles nunca passam do 'pré'! :(
Chico César? Acho que nunca ouvi nada dele. (ainda bem?)
E quando o pré dará certo? Quando queimar etapas e chegar ao pódio em uma tacada só? Nhá! Isso só dá certo em filmes...
: p
Pois então, se eu soubesse o que faz um pré dar certo, certamente seria uma mulher menos solteira do que sou, hehehe...
: D
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