
Qual é o mal? Não farei suspense, direi logo de cara, é a possessividade. Nem tanto o querer ter, mas o possuir. A ânsia de declarar posse, de dizer "isto é meu" é que faz mal. E mal a quem? À humanidade, certamente. Somente nós, humanos, temos essa mania de possuir, de tomarmos propriedade de algo.
Pássaros determinam propriedades, assim como cães e outros animais ou seres vivos. Mas eles, ainda que irracionais, sabem que podem perdê-las e entendem que é natural. Talvez partam pra batalha, mas se o fizerem, será pelo instinto de sobrevivência, e não pelo instinto de orgulho como nós fazemos.
O fato é que não percebemos o quão tudo é passageiro e foge ao nosso domínio.
A relação amorosa entre duas pessoas, por exemplo. Até que a morte os separe, segundo a benção do padre no altar. Na crônica da vida real, até que uma das partes diga que não dá mais, acabou. E assim, de uma hora pra outra o "meu" ou "minha" deixa de sê-lo.
Nada possuímos nesta vida. E por insistirmos em acreditar nisso é que violências acontecem. A violência é uma desesperada resposta ao inaceitável para o materialista: as coisas existem, tão somente. Não pertencem.
E me questionarás: "O carro que comprei, paguei por ele, tenho documento no meu nome, sou o proprietário, é meu portanto!" E direi-te: sim, é teu conforme o que nós, humanos, definimos e acreditamos. Mas... continuará sendo seu quando você morrer?
Se houvesse conformismo de ter enquanto durasse, nem tantos problemas tivéssemos. Talvez. Mas o inconformismo existe. E persiste. E é o que nos faz sofrer. Por isso tento compreender que as coisas existem e estão aí para a nossa felicidade ou tristeza, mas não para a nossa posse. Existem para algum aprendizado na vida. E podem permanecer para sempre... ou não.
Enfim, explico a ilustração do post: dizemos "minha plantinha", mas se ela se decidir, irá morrer. Daí, nada adiantará ficar enfatizando "minha, minha", pois já terá ido. É um exemplo simples do que parece pertencer, mas não pertence. É da natureza.
Nada possuímos nesta vida. E por insistirmos em acreditar nisso é que violências acontecem. A violência é uma desesperada resposta ao inaceitável para o materialista: as coisas existem, tão somente. Não pertencem.
E me questionarás: "O carro que comprei, paguei por ele, tenho documento no meu nome, sou o proprietário, é meu portanto!" E direi-te: sim, é teu conforme o que nós, humanos, definimos e acreditamos. Mas... continuará sendo seu quando você morrer?
Se houvesse conformismo de ter enquanto durasse, nem tantos problemas tivéssemos. Talvez. Mas o inconformismo existe. E persiste. E é o que nos faz sofrer. Por isso tento compreender que as coisas existem e estão aí para a nossa felicidade ou tristeza, mas não para a nossa posse. Existem para algum aprendizado na vida. E podem permanecer para sempre... ou não.
Enfim, explico a ilustração do post: dizemos "minha plantinha", mas se ela se decidir, irá morrer. Daí, nada adiantará ficar enfatizando "minha, minha", pois já terá ido. É um exemplo simples do que parece pertencer, mas não pertence. É da natureza.