Parei de fumar.
30.12.15
24.12.15
устный !!
Não sei o que mais me aborrece: se os moçoilos com esses tal visual "lenhador urbano" ou a grande probabilidade de que jamais tenham se imaginados parecidos com Tchaikovsky. Mas, quer saber? O inesquecível compositor russo também deve estar desprezando esses barbudos à beira da emozice. E que se dane o haver ou não haver. A culpa sempre será da cerveja.
E ainda hei de desembarcar na terra do Putin. Só pra gritar:
– Cé putin? Pois eu sou/estou muito PUTÂO. Puto pra caray! Qué encará? #ImDrunk
E ainda hei de desembarcar na terra do Putin. Só pra gritar:
– Cé putin? Pois eu sou/estou muito PUTÂO. Puto pra caray! Qué encará? #ImDrunk
20.12.15
17.12.15
15.12.15
15.10.15
Elevador
Eu sabia que precisava chegar logo lá. Corri e me deparei com as portas fechando. Conhecendo os sistemas de segurança (anti-esmagamento) dessas portas segurei-as e entrei. Uma mulher que lá dentro estava preferiu fingir nem ter me visto, enquanto a ascensorista me olhava feio. "4º andar, por favor", pedi e quieto fiquei.
Prestes a chegar lá, o pequeno cubículo estancou e, em seguida, começou a descer. Descia numa velocidade bem maior que a subida. E vi a expressão de choro e desespero das duas mulheres ali e entendi: o elevador estava fora de controle, a despencar.
Pensei no impacto do solo e levantei minhas pernas. Segundos depois concluí que mesmo daquela maneira eu morreria espatifado como um tomate maduro no assoalho e então... resolvi acordar.
Detalhe interessante: na cultura japonesa, o número 4 remete mesmo à morte. :)
Prestes a chegar lá, o pequeno cubículo estancou e, em seguida, começou a descer. Descia numa velocidade bem maior que a subida. E vi a expressão de choro e desespero das duas mulheres ali e entendi: o elevador estava fora de controle, a despencar.
Pensei no impacto do solo e levantei minhas pernas. Segundos depois concluí que mesmo daquela maneira eu morreria espatifado como um tomate maduro no assoalho e então... resolvi acordar.
Detalhe interessante: na cultura japonesa, o número 4 remete mesmo à morte. :)
27.8.15
Perfeição
Inicio propondo uma reflexão: há perfeição? Pense.
Chegou a alguma conclusão?
Ok, continuarei. Existe perfeição SIM.
Contudo, é o seu próprio conceito de perfeição, o qual pode não ser o mesmo de outra pessoa, já parou pra pensar nisso? Numa definição simples, "perfeito" é aquilo que não possui defeitos, certo? E percebeu que o que é defeito para uns, pode ser virtude para outros?
Afinal, o que define o defeito? Se pensarmos em algo imutável e preciso como a geometria, uma circunferência plana por exemplo, teremos a certeza de que qualquer quadrado, por mais que tente, jamais será uma circunferência perfeita. Fácil. Mas...
E quando a desejada perfeição se refere ao ser humano, temos a mesma facilidade em reconhecê-la?
Sim? Será?
A perfeição do aborígene australiano será a mesma do esquimó? Ou...
A perfeição do católico será a mesma do satanista? Ou ainda...
A perfeição do seu vizinho será a mesma que a sua?
É claro que não. Por isso refleti e decidi: se for pra haver perfeição, que esta seja pessoal, individual. Não devo arriscar ser perfeito aos outros porque jamais serei, assim como ninguém deverá buscar a perfeição em mim, pois não a encontrará. A perfeição estará, sempre, dentro de si mesmo. Não em sua cultura, sua religião, seus prazeres ou dissabores, ou mesmo em sua sociedade, pois nestas os parâmetros não são naturais; são impostos, são/foram criados por alguém que não foi você. E.certamente, alguém diferente. Afinal, não somos robôs, não somos padronizados.
Por isso, se buscas pela perfeição, busque a sua própria, apenas. E permita que cada um, caso queira, faça o mesmo. Quem sabe assim seremos felizes e, quiçá, perfeitos.
Chegou a alguma conclusão?
Ok, continuarei. Existe perfeição SIM.
Contudo, é o seu próprio conceito de perfeição, o qual pode não ser o mesmo de outra pessoa, já parou pra pensar nisso? Numa definição simples, "perfeito" é aquilo que não possui defeitos, certo? E percebeu que o que é defeito para uns, pode ser virtude para outros?
Afinal, o que define o defeito? Se pensarmos em algo imutável e preciso como a geometria, uma circunferência plana por exemplo, teremos a certeza de que qualquer quadrado, por mais que tente, jamais será uma circunferência perfeita. Fácil. Mas...
E quando a desejada perfeição se refere ao ser humano, temos a mesma facilidade em reconhecê-la?
Sim? Será?
A perfeição do aborígene australiano será a mesma do esquimó? Ou...
A perfeição do católico será a mesma do satanista? Ou ainda...
A perfeição do seu vizinho será a mesma que a sua?
É claro que não. Por isso refleti e decidi: se for pra haver perfeição, que esta seja pessoal, individual. Não devo arriscar ser perfeito aos outros porque jamais serei, assim como ninguém deverá buscar a perfeição em mim, pois não a encontrará. A perfeição estará, sempre, dentro de si mesmo. Não em sua cultura, sua religião, seus prazeres ou dissabores, ou mesmo em sua sociedade, pois nestas os parâmetros não são naturais; são impostos, são/foram criados por alguém que não foi você. E.certamente, alguém diferente. Afinal, não somos robôs, não somos padronizados.
Por isso, se buscas pela perfeição, busque a sua própria, apenas. E permita que cada um, caso queira, faça o mesmo. Quem sabe assim seremos felizes e, quiçá, perfeitos.
26.7.15
O mal

Qual é o mal? Não farei suspense, direi logo de cara, é a possessividade. Nem tanto o querer ter, mas o possuir. A ânsia de declarar posse, de dizer "isto é meu" é que faz mal. E mal a quem? À humanidade, certamente. Somente nós, humanos, temos essa mania de possuir, de tomarmos propriedade de algo.
Pássaros determinam propriedades, assim como cães e outros animais ou seres vivos. Mas eles, ainda que irracionais, sabem que podem perdê-las e entendem que é natural. Talvez partam pra batalha, mas se o fizerem, será pelo instinto de sobrevivência, e não pelo instinto de orgulho como nós fazemos.
O fato é que não percebemos o quão tudo é passageiro e foge ao nosso domínio.
A relação amorosa entre duas pessoas, por exemplo. Até que a morte os separe, segundo a benção do padre no altar. Na crônica da vida real, até que uma das partes diga que não dá mais, acabou. E assim, de uma hora pra outra o "meu" ou "minha" deixa de sê-lo.
Nada possuímos nesta vida. E por insistirmos em acreditar nisso é que violências acontecem. A violência é uma desesperada resposta ao inaceitável para o materialista: as coisas existem, tão somente. Não pertencem.
E me questionarás: "O carro que comprei, paguei por ele, tenho documento no meu nome, sou o proprietário, é meu portanto!" E direi-te: sim, é teu conforme o que nós, humanos, definimos e acreditamos. Mas... continuará sendo seu quando você morrer?
Se houvesse conformismo de ter enquanto durasse, nem tantos problemas tivéssemos. Talvez. Mas o inconformismo existe. E persiste. E é o que nos faz sofrer. Por isso tento compreender que as coisas existem e estão aí para a nossa felicidade ou tristeza, mas não para a nossa posse. Existem para algum aprendizado na vida. E podem permanecer para sempre... ou não.
Enfim, explico a ilustração do post: dizemos "minha plantinha", mas se ela se decidir, irá morrer. Daí, nada adiantará ficar enfatizando "minha, minha", pois já terá ido. É um exemplo simples do que parece pertencer, mas não pertence. É da natureza.
Nada possuímos nesta vida. E por insistirmos em acreditar nisso é que violências acontecem. A violência é uma desesperada resposta ao inaceitável para o materialista: as coisas existem, tão somente. Não pertencem.
E me questionarás: "O carro que comprei, paguei por ele, tenho documento no meu nome, sou o proprietário, é meu portanto!" E direi-te: sim, é teu conforme o que nós, humanos, definimos e acreditamos. Mas... continuará sendo seu quando você morrer?
Se houvesse conformismo de ter enquanto durasse, nem tantos problemas tivéssemos. Talvez. Mas o inconformismo existe. E persiste. E é o que nos faz sofrer. Por isso tento compreender que as coisas existem e estão aí para a nossa felicidade ou tristeza, mas não para a nossa posse. Existem para algum aprendizado na vida. E podem permanecer para sempre... ou não.
Enfim, explico a ilustração do post: dizemos "minha plantinha", mas se ela se decidir, irá morrer. Daí, nada adiantará ficar enfatizando "minha, minha", pois já terá ido. É um exemplo simples do que parece pertencer, mas não pertence. É da natureza.
12.6.15
Fração de segundos
Uma manobra brusca ao volante, desviando-me do trânsito parado. Só que vinha uma ambulância correndo na contramão, lá de trás. Eu, com o rádio num volume considerável e raro –geralmente ouço baixo justamente pra notar tais aproximações– nem percebi.
Assim que entrei na travessa, passou a ambulância. Naquela curva fechada e em alta velocidade, talvez não conseguisse frear e colidisse com o carro onde eu estava. O peso de um furgão acertando em cheio a porta do motorista de um palio? Agora meus restos mortais recuperados das ferragens estariam sendo velados.
Num dia dos namorados sem namorada, soaria como suicídio.
Mas estou vivo. Se vivendo de facto ou não, difícil dizer. Não era a minha hora. Ainda tenho algo a fazer. Só não sei bem o quê. E agora, que venha a cerveja.
Assim que entrei na travessa, passou a ambulância. Naquela curva fechada e em alta velocidade, talvez não conseguisse frear e colidisse com o carro onde eu estava. O peso de um furgão acertando em cheio a porta do motorista de um palio? Agora meus restos mortais recuperados das ferragens estariam sendo velados.
Num dia dos namorados sem namorada, soaria como suicídio.
Mas estou vivo. Se vivendo de facto ou não, difícil dizer. Não era a minha hora. Ainda tenho algo a fazer. Só não sei bem o quê. E agora, que venha a cerveja.
24.3.15
Sem título propositalmente
Como sei que praticamente ninguém lê o que escrevo aqui, aproveitarei isso pra desabafar – e não me envolver numa discussão sem fim.
Hoje fiquei sabendo que o termo "morena" pode soar preconceituoso. Surpreendi-me, ainda mais na terra da "Morena tropicana" do Alceu Valença, canção tão tradicional, tão brasileira, tão carinhosa.
Sim, fiquei sabendo que chamar uma negra de "morena" é ofensivo. Nem sei bem por onde começar esta dissertação, mas... farei-a por outro termo, já em aparente desuso: "Mulata". Diz o dicionário que "mulata" nada mais é que a filha de um pai negro e uma mãe branca, ou vice-versa. Apenas isso. Mas alguém chamado Sargentelli transformou as mulatas em objetos sexuais, destacando-lhes os predicados físicos. E tão somente isso. E veio a reação: filhas de pais negros e mães brancas ou vice-versa se indignaram e passaram a repudiar a denominação, originalmente inocente, sem conotação erótica alguma. Sentiam-se vulgarizadas e, diante da imagem popularizada, com plena razão.
Ok. Décadas depois...
A negra é negra, "morena" é a PqP! (ou: é discriminação racial, é preconceito, é etc et cetera).
Aí vem a reflexão: Sargentelli deve estar ardendo nas brasas do inferno até hoje por ter deturpado o puro significado da denominação "mulata". Agora, "morena" segue o mesmo caminho. Talvez não na mesma conotação erótica, mas em outro sentido, o da caça ao preconceito racial em cada olhar torto, em cada vírgula escrita.
Gente, a "mulata" (DIGNA, não a apresentada como objeto sexual) surgiu da miscigenação, desta maravilhosa mistura de raças e cores à qual o Brasil acolheu como mãe gentil que sempre foi, desde seu surgimento. Faz séculos. E muitas etnias, além dos africanos e dos colonizadores se uniram desde então; indígenas, franceses, holandeses, espanhóis, italianos, alemães, japoneses, turcos, iugoslavos, norte-americanos, indianos, russos e muitos outros povos, de CORES diferentes, enfim.
Daí coloco a questão: quem é negro?
Pra mim, negro é o africano ou o descendente deste que jamais se misturou com o sangue do branco, do amarelo, ou do vermelho. Pode ser o negro cujo tatatatataravô era mais branquelo que um polonês? Por mim, pode. Pode ser a negra que é tão negra quanto a Mariah Carey ou a Carla Perez? Pode!
Mas ao negro, que tem preconceito racial ( SIM ), uma única "gota de leite no café" mancha, ofende.
E se você se ofende por ser chamada(o) de "morena(o)", mostre-me sua árvore genealógica, formada 100% por descendentes negros. Se não houver um único branco ou "não tão negro" lá, darei o braço a torcer e te direi: NEGRO és e serás, com muito direito e respeito. Do contrário...
Hoje fiquei sabendo que o termo "morena" pode soar preconceituoso. Surpreendi-me, ainda mais na terra da "Morena tropicana" do Alceu Valença, canção tão tradicional, tão brasileira, tão carinhosa.
Sim, fiquei sabendo que chamar uma negra de "morena" é ofensivo. Nem sei bem por onde começar esta dissertação, mas... farei-a por outro termo, já em aparente desuso: "Mulata". Diz o dicionário que "mulata" nada mais é que a filha de um pai negro e uma mãe branca, ou vice-versa. Apenas isso. Mas alguém chamado Sargentelli transformou as mulatas em objetos sexuais, destacando-lhes os predicados físicos. E tão somente isso. E veio a reação: filhas de pais negros e mães brancas ou vice-versa se indignaram e passaram a repudiar a denominação, originalmente inocente, sem conotação erótica alguma. Sentiam-se vulgarizadas e, diante da imagem popularizada, com plena razão.
Ok. Décadas depois...
A negra é negra, "morena" é a PqP! (ou: é discriminação racial, é preconceito, é etc et cetera).
Aí vem a reflexão: Sargentelli deve estar ardendo nas brasas do inferno até hoje por ter deturpado o puro significado da denominação "mulata". Agora, "morena" segue o mesmo caminho. Talvez não na mesma conotação erótica, mas em outro sentido, o da caça ao preconceito racial em cada olhar torto, em cada vírgula escrita.
Gente, a "mulata" (DIGNA, não a apresentada como objeto sexual) surgiu da miscigenação, desta maravilhosa mistura de raças e cores à qual o Brasil acolheu como mãe gentil que sempre foi, desde seu surgimento. Faz séculos. E muitas etnias, além dos africanos e dos colonizadores se uniram desde então; indígenas, franceses, holandeses, espanhóis, italianos, alemães, japoneses, turcos, iugoslavos, norte-americanos, indianos, russos e muitos outros povos, de CORES diferentes, enfim.
Daí coloco a questão: quem é negro?
Pra mim, negro é o africano ou o descendente deste que jamais se misturou com o sangue do branco, do amarelo, ou do vermelho. Pode ser o negro cujo tatatatataravô era mais branquelo que um polonês? Por mim, pode. Pode ser a negra que é tão negra quanto a Mariah Carey ou a Carla Perez? Pode!
Mas ao negro, que tem preconceito racial ( SIM ), uma única "gota de leite no café" mancha, ofende.
E se você se ofende por ser chamada(o) de "morena(o)", mostre-me sua árvore genealógica, formada 100% por descendentes negros. Se não houver um único branco ou "não tão negro" lá, darei o braço a torcer e te direi: NEGRO és e serás, com muito direito e respeito. Do contrário...
23.3.15
O Caminho
Um ângulo agudo, extremamente agudo e afiado tal qual uma agulha. Ali me encantei. Ângulo convergindo a um vértice, tal qual uma estrada. Convidativo e desafiador ao mesmo tempo. Havia ali o desinteresse e o acaso. E a situação. E circunstâncias.
Apenas um par de pernas femininas. Adoravelmente bem torneadas.
Apenas um par de pernas femininas. Adoravelmente bem torneadas.
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