23.4.13

É caro?

Ontem conheci uma página facebookiana cuja proposta é, em síntese, denunciar preços abusivos praticados por estabelecimentos comerciais aqui na capital paulista. Contudo, definir-se o exorbitante do justificável não é tão simplório quanto parece, a princípio.

Resolvi escrever a respeito depois de acompanhar fóruns da referida página, nas quais discussões beirando à animosidade deixavam clara a parcialidade com que muitos participantes argumentavam. A meu humilde e quase leigo ver, ambos os lados -tanto consumidores quanto comerciantes- têm pontos justos de vista e defesa.

O primeiro dilema é definir o preço abusivo de um produto. É evidente que o que é caro para uns, pode ser barato para outros e assim começa a troca de ironias -ou, em casos extremos, ofensas- entre aparentes bon vivants e sovinas. E em meio a isso, quem apenas esteja considerando o produto em si. Óbvio? Nem tanto.

Claro que todo cidadão comum aprecia, sem detrimento da qualidade, pagar menos, mas é insâno desejar que o preço de uma xícara de café custe o mesmo valor, tanto num botequim de periferia, quanto num refinado restaurante em bairro nobre. "Os ingredientes são os mesmos!", bradam alguns e pode até ser que sejam, de fato, o mesmo pó de café, o mesmo açúcar, a mesma água. Porém...

Ao consumi-lo, você se senta em uma cadeira plástica encardida, daquelas prestes a desabar ou em uma sólida, limpa e, quiçá, elegante mobília? Bebe num copo (sequer xícara é) que custa R$0,99 ou numa apropriada xícara, de porcelana? Tem no seu ambiente moscas cobiçando uma gota caída ou ar limpo e condicionado? Detalhes? Detalhes e muitos outros mais, que às vezes são desprezados pelo consumidor, mas são embutidos no que é vendido.

Outro custo, este inevitável e absolutamente independente da vontade do empresário, é o IPTU. Desnecessário dizer que esse imposto varia estratosfericamente de um bairro para outro, principalmente se for do subúrbio aos arredores da avenida Paulista, onde se encontra um dos metros quadrados mais caros do país. Alguém sensato já deve ter concluído: não é tão somente o preço que se paga por um produto, pelo luxo, conforto e segurança, mas também por seus custos agregados, que vão além do que descrevi aqui.

A estas alturas, quem está lendo deve estar achando que 'abracei' a causa dos empresários, considerando justo todo e qualquer valor cobrado em seus estabelecimentos, em vista do que eles têm de gastos, mas não é verdade. O BoicotaSP tem sim, seu mérito em alertar consumidores quanto a práticas abusivas e estas existem; são valores que não se justificam, senão pela ganância de quem os impõe.

A exemplo, a cobrança de absurdos 40 reais para estacionar ou o caso do refrigerante (garrafa pet, 2 litros) de inacreditáveis -e inaceitáveis- R$18,00 ; coisas assim é que devem ser denunciadas e, conforme o que sugere o grupo que criou a página, boicotadas. É preciso uma certa precaução e, principalmente, bom senso em fazer uso desse recurso online. Do contrário estaremos crucificando profissionais honestos, criteriosos, e tentando nivelá-los em condições impraticáveis de atuação, desconsiderando por completo a clientela à qual se dirigem.

17.4.13

Assunto desinteressante...

... para blog desinteressante. Perfeito. Aí está (resumido):



Ontem finalmente decidi comprar um celular novo. Comprei-o, no site das Casas Bahia.
Hoje cedo, notei que havia o mesmo modelo que eu havia comprado, só que da Tim. (Eu tinha comprado o da Oi por achar que não tivesse o mesmo para a outra operadora). Evidente que o meu número é o do grupo dos homens azuis.

Contatei o atendimento online, a fim de pedir a substituição do pedido – afinal, era exatamente o mesmo modelo de aparelho e, inclusive, preço– e descobri:

1) Eu havia pagado R$296,10 (à vista) e teria direito a esse mesmo valor de volta, para outra compra. Porém, PORÉM...

2) O desconto já concedido não valeria mais. Ou seja: o que era R$329 e eu já havia comprado com desconto, teria de ser pago sem desconto.

Brilhante estratégia de venda da Casas Bahia.
Conclusão: pedi o cancelamento do pedido e depois fiz a outra compra, com o desconto.
Vai se entender?