Fui (bancário) do tempo em que faziam... ou éramos obrigados a fazer – pelos agressivos piqueteiros dos maledetos sindicatos – greves pelo menos uma vez ao ano. Eu, que trabalhava numa agência situada na avenida Paulista, "passeatódromo oficial" da capital paulista, acabava participando, involuntariamente. Ou por não conseguir chegar até o local de trabalho devido ao congestionamento provocado pelos manifestantes sindicais e seus carros de som, ou por receio de ser agredido ao ousar adentrar pela porta da agência bancária para trabalhar.
Sim, éramos impossibilitados de trabalhar. Mesmo que quiséssemos por vontade própria.
É verdade que ninguém está satisfeito com o próprio salário, por mais alto que este seja – vide nossos representantes no Legislativo ou os "peixes grandes" do Judiciário – mas alguns de nós têm consciência que "antes um pássaro na mão que dois voando" e, ante um mercado de trabalho escasso, valoriza emprego com carteira assinada. Eu era... aliás, ainda sou, dos que pensa assim. Mas era forçado a aderir.
Vem dessa época minha repulsa ao sindicalismo. Afinal, o sindicato pode e deve lutar por melhores condições para a categoria, mas respeitando o livre-arbítrio, o direito do cidadão de ir e vir e, inclusive, de achar que, bom ou ruim, estar empregado já é muita coisa e poder trabalhar! E mais: A contribuição sindical deveria ser facultativa e não obrigatória, tal qual é atualmente.
Assim como com plano de saúde ou de previdência privada, a decisão de contratar e bancar seus custos e usufruir de possíveis benefícios de um sindicato deveria ser do trabalhador. Mas não. Sua carteira de trabalho está assinada? Quer você queira ou não, há no mínimo um sindicato embolsando uma parte do seu ordenado.
Durante o mandato do atual presidente da república, que fez fama como ferrenho sindicalista dos metalúrgicos do ABC, duvido muito que a contribuição sindical compulsória – a qual já esteve proposta nos meios legislativos, inclusive – deixe de existir. Porém, quem sabe ano que vem...
PostScriptum: O fato de sermos obrigados a contribuir financeiramente para sindicatos levou muitos espertalhões a criarem sindicatos "de fachada" a fim de abocanharem uma parte desse dinheiro a que somos forçados a renunciar, sob força de lei.
Eu, enquanto microempresário, me cansei de receber boletos bancários com supostas cobranças de contribuição sindical "obrigatória" vindas de sindicatos com pomposos nomes. Ciente de que já pagava a um "comedor de minhas rendas" oficial – e não era obrigado coisa nenhuma a pagar a mais nenhum outro sanguessuga, rasgava sem pensar duas vezes aqueles boletos.
Fazia bem, pois a jogada é a seguinte: Uma vez que você paga aquela primeira cobrança, torna-se obrigado a pagar para sempre. Ou enquanto perdurar sua pessoa jurídica. O simples pagamento daquela ameaçadora cobrança – sim, muitas vezes os pilantras destacam em seus golpes que o não pagamento poderá acarretar pesadas multas (mentira!) etc – significa, implicitamente, a adesão ao suposto sindicato e, por conseqüinte, à obrigatoriedade de pagamento de quaisquer mensalidades, anuidades ou seja-lá-o-que-for emitido pela tal entidade.
Portanto, empresários ou autônomos que tenham CNPJ, fiquem espertos!
Eu, enquanto microempresário, me cansei de receber boletos bancários com supostas cobranças de contribuição sindical "obrigatória" vindas de sindicatos com pomposos nomes. Ciente de que já pagava a um "comedor de minhas rendas" oficial – e não era obrigado coisa nenhuma a pagar a mais nenhum outro sanguessuga, rasgava sem pensar duas vezes aqueles boletos.
Fazia bem, pois a jogada é a seguinte: Uma vez que você paga aquela primeira cobrança, torna-se obrigado a pagar para sempre. Ou enquanto perdurar sua pessoa jurídica. O simples pagamento daquela ameaçadora cobrança – sim, muitas vezes os pilantras destacam em seus golpes que o não pagamento poderá acarretar pesadas multas (mentira!) etc – significa, implicitamente, a adesão ao suposto sindicato e, por conseqüinte, à obrigatoriedade de pagamento de quaisquer mensalidades, anuidades ou seja-lá-o-que-for emitido pela tal entidade.
Portanto, empresários ou autônomos que tenham CNPJ, fiquem espertos!


