25.9.09

ESTAMOS EM GREVE ... porque queremos?

Greve dos bancários, que nostálgico!

Fui (bancário) do tempo em que faziam... ou éramos obrigados a fazer – pelos agressivos piqueteiros dos maledetos sindicatos – greves pelo menos uma vez ao ano. Eu, que trabalhava numa agência situada na avenida Paulista, "passeatódromo oficial" da capital paulista, acabava participando, involuntariamente. Ou por não conseguir chegar até o local de trabalho devido ao congestionamento provocado pelos manifestantes sindicais e seus carros de som, ou por receio de ser agredido ao ousar adentrar pela porta da agência bancária para trabalhar.

Sim, éramos impossibilitados de trabalhar. Mesmo que quiséssemos por vontade própria.

É verdade que ninguém está satisfeito com o próprio salário, por mais alto que este seja – vide nossos representantes no Legislativo ou os "peixes grandes" do Judiciário – mas alguns de nós têm consciência que "antes um pássaro na mão que dois voando" e, ante um mercado de trabalho escasso, valoriza emprego com carteira assinada. Eu era... aliás, ainda sou, dos que pensa assim. Mas era forçado a aderir.

Vem dessa época minha repulsa ao sindicalismo. Afinal, o sindicato pode e deve lutar por melhores condições para a categoria, mas respeitando o livre-arbítrio, o direito do cidadão de ir e vir e, inclusive, de achar que, bom ou ruim, estar empregado já é muita coisa e poder trabalhar! E mais: A contribuição sindical deveria ser facultativa e não obrigatória, tal qual é atualmente.

Assim como com plano de saúde ou de previdência privada, a decisão de contratar e bancar seus custos e usufruir de possíveis benefícios de um sindicato deveria ser do trabalhador. Mas não. Sua carteira de trabalho está assinada? Quer você queira ou não, há no mínimo um sindicato embolsando uma parte do seu ordenado.

Durante o mandato do atual presidente da república, que fez fama como ferrenho sindicalista dos metalúrgicos do ABC, duvido muito que a contribuição sindical compulsória – a qual já esteve proposta nos meios legislativos, inclusive – deixe de existir. Porém, quem sabe ano que vem...


PostScriptum: O fato de sermos obrigados a contribuir financeiramente para sindicatos levou muitos espertalhões a criarem sindicatos "de fachada" a fim de abocanharem uma parte desse dinheiro a que somos forçados a renunciar, sob força de lei.

Eu, enquanto microempresário, me cansei de receber boletos bancários com supostas cobranças de contribuição sindical "obrigatória" vindas de sindicatos com pomposos nomes. Ciente de que já pagava a um "comedor de minhas rendas" oficial – e não era obrigado coisa nenhuma a pagar a mais nenhum outro sanguessuga, rasgava sem pensar duas vezes aqueles boletos.

Fazia bem, pois a jogada é a seguinte: Uma vez que você paga aquela primeira cobrança, torna-se obrigado a pagar para sempre. Ou enquanto perdurar sua pessoa jurídica. O simples pagamento daquela ameaçadora cobrança – sim, muitas vezes os pilantras destacam em seus golpes que o não pagamento poderá acarretar pesadas multas (mentira!) etc – significa, implicitamente, a adesão ao suposto sindicato e, por conseqüinte, à obrigatoriedade de pagamento de quaisquer mensalidades, anuidades ou seja-lá-o-que-for emitido pela tal entidade.

Portanto, empresários ou autônomos que tenham CNPJ, fiquem espertos!

18.9.09

Virgindade, esta indesejada


De vez em quando dá saudade dessa época retratada, não somente neste "American Pie", mas em tantos outros filmes que exploram o filão da primeira experiência sexual de um adolescente. Destaco este por uma razão simplória: é um que possuo e já o assisti diversas vezes. Evidente, ainda mais por seu tema, que não se trata de nenhum filme fantástico, indispensável etc et cetera; é só mais um filme visivelmente comercial e juvenil. Ou "teen", como está em voga (ou na moda) dizer. E voltemos à saudade...

Não que o sexo dos dias atuais seja ruim e sim que a expectativa era, àquela época da virgindade, totalmente diferente. Naquele tempo viviamos uma mescla de diversos sentimentos: curiosidade, receio, auto-afirmação, inveja – quem é capaz de jurar jamais ter sentido isso do colega igualmente púbere que afirmava não ser mais virgem? – influência da sociedade, "instintos" hormonais... enfim, era muita coisa que orbitava dentro da cabeça de um menino ou menina prestes a se tornar adulto(a).

Em nossa precoce percepção (masculina) o dilema – parodiando Shakespeare – "Transar ou não transar" seria capaz de nos perpetuar como um Homem, assim com H maiúsculo... ou como um eterno fracassado. Daí vinha o desafio: perder a virgindade. Isso era imprescindível, sob pena de, caso não conseguissemos, virar o mote de piadas da turma ou ser visto como estranho. Pra dizer o mínimo.

Quanto às meninas, parto de uma suposição: Ou tinham farta informação, ou nenhuma. Ou ainda, a pior de todas as fontes: A novela. Ao contrário do sexo oposto, as meninas sempre consideravam a relação sexual como a conseqüência – ou, num termo mais apropriado, tavez, a celebração de um sentimento – e não a meta. E justamente por isso um "Eu te amo" era visto como o sinal verde para se tornar mulher. (transformando-se (a frase) também numa espécie de chave-mestra que abria todas as portas aos meninos. Inclusive "aquela")

Claro que nem tudo era tão simplista assim; algumas meninas sabiam que aquela declaração de amor dita com os olhos não em seus olhos, mas mergulhados dentro do seu decote era tão parcial e interesseira quanto comercial de cerveja. O que obrigava a nós, futuros homens, descobrir outras maneiras de atingir o intento.

O chamado "jogo da sedução" sempre foi um grande mistério pra mim, na juventude. E, enquanto jogo, fui jogador de desempenho sofrível. Assistia a "Porky's" e sonhava em viver daquele jeito, mas a realidade vivida era "Nerds Revenge" (sem a parte em que os Nerds finalmente se davam bem).

Mesmo assim, fica a saudade. Do tempo que o sexo era uma incógnita.
Uma atraente incógnita.

15.9.09

Twitter, o "Orkut II" ?

A princípio, ante o surpreendente crescimento do Twitter, comecei a me preocupar: "Será que o Twitter se tornará a nova mania da garotada?"


(Lá vou eu de novo, fazer o paradoxo Twitter-Orkut)
Quem conheceu os primórdios do Orkut sabe: Era um grupo seleto (só entrava com convite de um membro), só para maiores de 18 anos, havia uma boa organização por temas e aconteciam debates interessantes. Pessoas com interesses afins se conheciam. Se prestava à sua proposta, enfim.

Hoje, pelo menos o que vejo, é o site de relacionamentos transformado (ou deturpado) num autêntico playground. Mas quanto a isso nem pretendo entrar em detalhes aqui. O que importa é que os tempos áureos do Orkut se foram. E, pelo visto, jamais voltarão.
A propósito, será que a restrição etária ainda consta no estatuto do famoso site de relacionamentos? Caso positivo, será uma maiores coisas "pra inglês ver" da atualidade...

E me respondendo: Creio que não (O Twitter não se tornará no "novo orkut". E por quê?

Porque as crianças – tanto as menores quanto as maiores de 18 anos – adoram, em geral, aparecer. E no Twitter, fora o public timeline, você pode escrever o quanto quiser e puder que, se ninguém te seguir, você só aparecerá para si mesmo.

Também porque não existe um punhado de tranqueiras (gadgets?) interativas. Não tem buddy poke, não tem G.Talk, não tem comunidades, não tem scrapbook com desenhinho, não tem depoimento que fica exposto na sua página pra todo mundo ver e... dã, babar. Etc.

Entretanto, por outro lado...

Não se pode expôr fotos ou vídeos diretamente, mas deixar o link para estes, sim. O que praticamente dá no mesmo;
Para tietes em geral que se deleitam com qualquer coisa relacionada a seu ídolo, a sensação de estar acompanhando virtualmente o dia-a-dia de um – e eventualmente estar interagindo com ele – deve ser atrativo e tanto. Mesmo sendo fake. Coisa comum e farta, inclusive;
E já tem gente que faz do Twitter um enorme MSN (Ou Messenger como prefiro chamá-lo) aberto ou uma sala de chat. E sei que crianças adoooooram o MSN.




É, sei não. Por via das dúvidas, não aposto minhas fichas em nenhuma tendência.
Bem, talvez uma certeza eu tenha: do jeito que modismos online pegam fácil aqui e se nessa onda os nossos pimpolhos aderirem em massa ao microblogging, cada vez mais iremos nos deparar com a imagem abaixo:



Que eu denominaria como o "No donut for you" do Twitter...

13.9.09

Além-túmulo

Não, este não era o post previsto para hoje, mas... por considerar interessante postá-lo agora... furei a fila.


Noite passada tive um sonho estranho. Foi mais ou menos assim...

Acho que eu estava em um colégio onde nunca estive, tomei um fora de uma namorada que nunca tive – coisas típicas do universo onírico, não? – e estava caminhando por ruas desconhecidas, meio atordoado com a situação, quando avistei, no meio dos transeuntes, um tio que eu gostava muito, já falecido.

Não me espantei ao vê-lo. No entanto, ciente de que ele já estava morto e eu nunca fui de ver pessoas mortas (não tenho esse dom) perguntei-lhe:
– Morri?

E a resposta foi:
– De certa forma, sim. Venha comigo, porque este lugar é perigoso, não podemos ficar aqui...

E eu ia acompanhando-o quando o sonho mudou de cenário bruscamente – eis outra característica... só dos meus sonhos ou do de todos? – e ouvi minha mãe (que, com a graça de Deus, está viva e bem, lá em São Paulo) me dizendo:
– Não foi desta vez que você morreu, mas foi por pouco.

E acordei.



Certamente ainda estou vivo, do contrário este texto não estaria na internet agora. A não ser que a psicografia on-line exista. :o
Brincadeira à parte, este sonho me deixou impressionado. É que às vezes nos esquecemos do quão inesperada e possível pode ser a morte. Ninguém se programa para morrer. A não ser, talvez, os criminosos condenados à morte ou os suicidas. E não me enquadro em nenhum dos dois casos.

A morte vem. Quer você queira ou não, um dia ela vem. Pode te dar um aviso prévio... ou não. Um dia, cedo ou tarde, você estará... morto!

Sem nenhuma intenção de entrar na polêmica sobre o que acontece com o ser humano – não o corpo, mas a alma – depois da morte mas...

Surge a pergunta: Você está preparado para morrer?


Existem diversas correntes religiosas e cada uma crê no que quer crer:
– Morreu acabou. Algo como desligar uma TV. ( e das não valvuladas);
– Morreu, vai para o tribunal celestial, onde será julgado. Dali você sairá, ou um anjinho a tocar harpa eternamente no céu ou um chifrudo (literalmente) a sofrer as maiores torturas nas brasas do inferno e, tal qual o anjinho, pelo resto da vida. Ou melhor dizendo, da morte;
– Morreu... mas só o corpo físico. Te velaram, choraram sobre seu caixão, te enterraram... e te esqueceram. E você ali, acompanhando tudo, atônito.

Bem, sou católico. Mas diria ainda que sou eclético quanto a isso. Acredito sim, que a alma (ou espírito ou ainda, consciência, talvez) não acaba junto com a derradeira batida do coração. Acredite você ou não, vou deixar uma historinha pra encerrar este texto.




Era uma vez um caipira. Vivia sozinho, numa pequena cabana. Para seu sustento trabalhava para uma grande fazenda, junto com outras pessoas na mesma situação, humildes. Um dia-a-dia sem novidades, era acordar junto o galo cantando, ir para a plantação trabalhar e, ao cair da tarde, voltar pra casa e descansar.

Ele era um matuto, um jeca. Pouco falava, mais ouvia que participava nas conversas entre os colegas de labuta. E de repente começou a escutar histórias sobre um casebre mal-assombrado. Diziam eles:
– Tem uma casinha lá no morro onde ouve-se ruídos. Mas não mora ninguém lá!
E outro completava:
– O dono dessa casa morreu faz um tempo...

O matuto ficava quieto, na dele, só ouvindo e ficando com medo. Sim, ele tinha pavor de fantasmas. Mas aquela coisa foi ficando cada vez mais freqüente na roda. Sons, vozes onde nada deveria haver. "É coisa do capeta!", diziam alguns. Chegou ao ponto que os homens decidiram: Chamariam o padre para rezar uma missa pela alma do morto e depois derrubariam a cabana.

Marcaram uma data, chamaram o pároco da região e se reuniram. O nosso caipira, sem outra opção, marchou junto com a multidão, rumo ao temido local.

Qual não foi sua surpresa ao notar que a tão comentada casinha mal-assombrada era, na verdade... sua própria casa! E só então, depois de muito pensar, concluiu que o morto era ele mesmo...

10.9.09

O todo-poderoso

Certamente você já deve ter se deparado – ou pior, ainda é obrigado até hoje a conviver – com um colega de trabalho assim: Portador de um currículo invejável, extremamente comunicativo, atuante, aparentemente o "amigão" de todos e, o principal: desonesto.

É aquele sujeito no qual a empresa – logicamente antes de conhecer esta última característica – deposita as esperanças de ver o "salvador da pátria" vingar, o que vai fazer as coisas finalmente caminharem pra frente, elevar o nível do ambiente, dar lucro; um profissional promissor e exemplar, enfim.

No entanto, há quem não tenha excrúpulos para ganhar dinheiro, como todos bem sabem. E nessa laia eu diferenciaria 2 tipos: O incauto e o prevenido. Aqui me refiro a este segundo. Sabe ter uma rede de contatos importantes, torna-se íntimo de pessoas influentes, faz com que muitos a seu redor tenham "o rabo preso" com ele, por vezes até mesmo gente da esfera superior. E tudo isso discretamente.

Na frente de todos, perante algum julgamento, encarna o papel do coitado, do injustiçado, do subjulgado. Quando ninguém vê, comete seus atos ilícitos. "Trabalha" tranqüilo, pois tem seus comparsas lhe dando cobertura. E é convicto de que mesmo que seja descoberto nunca lhe acontecerá nada. No máximo, talvez, uma advertência verbal, e só para constar; só para parecer aos demais que o "lider" está sob "rédea curta". Coisas do tipo "entrou por um ouvido, saiu pelo outro" para ele.

Afinal, pesa a favor dele, além do notório currículo, do círculo de amizades e do custo do investimento nele efetuado por parte da firma o fato que ele aumenta o faturamento, não só o próprio, mas por tabela o do empregador também!

Era sobre gente assim que eu pretendia escrever. Sobre como entram num sistema, sugam e permanecem impunes. Era.

Havia um onde trabalho e era inspirado nele que eu ia fazer o texto. Hoje fiquei sabendo que, depois de muito tempo, depois de gente inocente se deixar levar por ele e acabar sendo demitida por não ter a mesma "perspicácia", depois de tanta indignação por minha parte e de outros colegas (que não faziam parte da "máfia") ao assistir de perto os golpes não podendo fazer nada, depois de meses aturando a alegria desaforada de um sujeito que se considerava intocável, finalmente veio a notícia que eu achava que não fosse vir tão cedo: ele havia sido demitido.




Este post foi um desabafo. Ao menos neste caso, a justiça tardou...
mas não falhou.

7.9.09

Investigando a cortesia

É o seguinte: Há um motel da Grande Recife que está com uma promoção assim: A cada estadia (período) você ganha uma amostra, provavelmente, de um produto da Ruby Rose. Querendo saber se isso é um atrativo tão considerável assim fui atrás de informações sobre a empresa. E encontrei o site e o tradicional "Quem somos" que exibo cá abaixo:


Se você for um observador atento – ou implicante, chato mesmo – como sou deve ter reparado a... digamos "categoria" da descrição. Ponto-a-ponto:

1) A RUBY ROSE COSMÉTICOS.
("Ponto"??)
2) Vem atuando no mercado Europeu (por que a maiúscula?) a ("a"? "HÁ", né!) 8 anos,
entrando no mercado Brasileiro.
(Hein? Hã? Alguém aí entendeu?)
3) Os nossos produtos são de alta qualidade obedecendo
todas (Todas... quais? TODAS? Uau!!) as normas vigente. (É, "as normas vigente", gente!)


Conclusão: Se depender do webmaster/redator do site dessa empresa, o brinde não deve ser lá grande coisa, não...

:P

5.9.09

Um pouco de consumismo

Com uma fatura vencendo hoje, não havia escapatória: Eu teria de ir ao shopping center depois do trabalho, pagá-la. (Por que o shopping e não direto no auto-atendimento do banco ou n'algum caixa eletrônico? Ora, primeiro porque perto de onde trabalho e/ou onde moro não há nem o primeiro, nem o segundo. E... hã, segundo: Porque aproveito pra comer e beber na praça de alimentação – "Hoje é sexta-feiraa~" – e ademais que é no caminho, hehehe.)

Débito quitado e chope degustado, aproveitei o restante do tempo disponível pra ver ser encontrava algo de interessante em promoção...

"Camisa pólo por R$13,99 na Marisa", dizia um panfleto. Pouquíssimo me importo com o vestuário mas, como minhas pólos estão ficando mais acabadas que eu mesmo, fui conferir. Eram, como eu imaginara, do modelo fora de moda: Lisas. Sem estampa. Ou melhor, sem listras.

E eu com isso? Estou pouco me lixando para o que dita a – volúvel e egocêntrica – moda; comprei. Uma azul-marinho que a Patroa, quando a vir, provavelmente irá fazer cara feia e dirá que parece uniforme de porteiro de escola ou de caixa de supermercado. Mas tudo bem, eu gostei. Oras bolas.

Já as cuecas – que também estou precisando renovar – estavam caras, em torno de 17 reais. Existem, sim, modelos mais baratos, mas estes não consigo usar, pois me dão um incômodo que chega a criar feridas. Parece até frescura, mas não é. Mas é melhor nem entrar em detalhes neste ponto...

Nas Lojas Americanas, ainda procurando por cuecas que me servissem, nada encontrei. Então voltei minha atenção para a seção de cd's, onde outrora havia visto um do Elvis Presley com 30 canções por uma bagatela, só que, deixando pra comprar depois... não o encontrei mais. Nunca me perdoei por isso.

Procurar cd's internacionais na LJ do shopping Guararapes tem uma vantagem e uma desvantagem: A vantagem é que o responsável por determinar os preços dos produtos tem, ao que me parece, pouco conhecimento do universo da música, o que o deve fazê-lo com que estipule valores a esmo. Ou, no máximo, encareça os que estão em voga (exemplos: trilha sonora da novela das 8 ou grupos de pagode que tocam incessantemente nas emissoras de rádio mais populares. Ou "popularescas")

A desvantagem, talvez alguém deve ter notado, sutilmente: O que um cd de pagode estaria fazendo em meio a ala internacional? Pois é. Nesta unidade da rede LJ vivo encontrando coisas que nada têm a ver com o definido: Entre um Red Hot Chili Peppers e uma Carly Simon, Sandy & Junior; Entre um Men at Work e um Rolling Stones, uma Ivete Sangalo.

Mas persevero em minha busca.

E o esforço – e paciência – é recompensado: (Re)encontro aquele tão desejado cd do Elvis pela módica quantia de R$14,99. Um cd da RCA/BMG que tem, dentre suas 31 faixas, praticamente todos os clássicos do rei do rock. Da chorosa "Can't help falling in love" à remixada "Little less conversation" (aquela do comercial da Nike). Me animei e continuei a garimpar mais.

E não é que encontro um "The Essential" da Cyndi Lauper? Que atire a primeira pedra quem – que tenha 30 anos de idade ou mais e – nunca curtiu fossa ouvindo "Time after time" ou "All through the night"!
É, ou dançou na New Wave com "Girls just want to have fun". Estou aqui, a escrever, já ouvindo minhas novas aquisições, com um sorriso de orelha á orelha, de felicidade. Músicas que trazem muitas lembranças, e boas. E pelo mesmo preço do cd do Elvis. Ainda vou escrever sobre isso. Não sobre o rei do rock, mas sobre o preço dos cd's.

Ah, e agora vou curtir o som. "She Bop".

Se ao menos eu tivesse uploadeado meus cd's para algum lugar (o GoEar, por exemplo) hoje poderia ao menos ouvi-los... sem possui-los* mais.


*Pra quem não sabe deste episódio trágico de minha vida: Aproximadamente 180 cd's (todos originais, muitos produzidos no Japão, Europa e EUA) se perderam por uma transportadora que afirmou ter seu caminhão acidentado e saqueado em alguma estrada mineira durante sua viagem de SP à PE...

3.9.09

Todos têm a resposta (continuação do post anterior?)

Dizem que se tem uma coisa que homem detesta fazer é, estando perdido no trânsito, baixar o vidro e abordar um pedestre pra se localizar; prefere confiar no seu tino, mesmo estando completamente desnorteado. Creio eu que essa fama venha de algum orgulho-próprio masculino, coisa do tipo "Eu sou o responsável por esta família, Eu posso, Eu consigo sozinho!"

O que nunca foi o meu caso, juro. Sempre evitei isso devido à minha timidez. O que justifica meu apego aos guias de ruas, provavelmente. Se ver livre da insegurança de não saber ao certo qual caminho tomar, de precisar perguntar a populares a localização de um endereço... esse era o meu objetivo, não depender de ninguém, enfim.

Aqui em Recife eu poderia acrescentar mais um motivo a essa lista: Não ficar ainda mais perdido sendo informado pelas pessoas. Aqui abro o parêntese: Não é, não foi e jamais será uma exclusividade do povo pernambucano a característica que irei expôr a seguir, tampouco uma regra, mas é o que venho notando com freqüência...

Seria muito simples e prático, ao se desconhecer a resposta, apenas dizer "Não sei". Mas o recifense, talvez num esforço em ser gentil a qualquer custo, nunca nos deixa sem resposta. Mesmo que uma equivocada. E o fazem com convicção, não se nota nenhuma hesitação tipo "Acho que é..." ou "Se não estou enganado...", nada! A resposta vem clara, direta. Já dá pra se prever o que isso causa, não?

Saindo da temática da locomoção, tenho um colega de trabalho que sempre tem uma resposta pra qualquer coisa. No começo eu, ingênuo, ia acreditando em tudo. Com o passar do tempo, ganhando experiência e conhecendo mais as coisas lá dentro, fui vendo o tamanho da ladainha que aquele sujeito havia me passado. E com a maior cara lavada!

Aprendi. Tanto com essa pessoa, quanto vivendo como pedestre nesta metrópole nordestina, que a informação é abundante. Resta-nos dicernir entre a que de fato é verdadeira e o que é "encheção-de-lingüiça" ou "boa vontade" em nos orientar...

1.9.09

Nomes das ruas são... irrelevantes, quem diria.

Endereço? Pra quê?

Em São Paulo sempre tive o hábito de consultar guias de ruas – e opções nunca faltaram; Mapograf, Cartoplan... – antes de me dirigir a qualquer logradouro, fosse no outro lado da cidade ou a poucas quadras de onde eu morava. Chegando aqui logo fui comprar um guia de ruas. E tinha? Não!

Aliás, ainda hoje não deve ter. E eu que achava que todas as capitais, pelo menos, tivessem esse tipo de publicação. Então... como o pernambucano faz para chegar a um endereço sem ter a exatidão do local?

Através de referências e – o que mais me incomoda* – simplesmente perguntando. Exemplo: Você precisa ir no escritório do Fulano, mas não tem o endereço, só a referência, que é "perto do shopping". Pois bem, chegando nas proximidades do tal shopping, é hora de começar a abordar as pessoas. Na rua, nas lojas: "Por favor, você sabe onde fica o escritório do Fulano?"

Até que, com alguma sorte, vem a orientação: "Entra na rua da delegacia, passa dois quarteirões e vira à direita. Nessa rua continua até o posto de gasolina e então faz o retorno e entra na esquina da videolocadora, é ali do lado, esse escritório."

Nome da rua, da praça, do viaduto? Pouca gente sabe. E estão acostumados assim. Se não for em uma das principais artérias vicinais da cidade, esqueça o endereço, que ninguém conhecerá.



Pra minha sorte (quando preciso dizer onde moro) estou na avenida Ayrton Senna da Silva, uma avenida que, só pela imponência do nome, dá pra se deduzir que não é uma vielinha qualquer. Até poderia ser, mas não é. Ela é o principal caminho Boa Viagem - Piedade.
Só que, estranhamente, uma esquina depois daqui do prédio ela (a mesma avenida) muda de nome para Felício Barros de Medeiros (ou algo parecido).

Vai perguntar pra alguém aqui onde fica a avenida Felício Barros de Medeiros, vai. Acho que nem quem mora lá sabe...



*Esse incômodo é assunto para o post seguinte.