27.7.06

Plim, plim !

Atrasado, mas quero deixar registrado o meu inconformismo com o final da novela global "Belíssima". Puxa vida, ao menos na ficção poderíamos ter uma válvula de escape para a revoltante impunidade que muitas vezes se vê, na vida real. Mas não; Bia Falcão terminou como princesa de um conto de fadas.

E, continuando no mesmo canal, vieram as Páginas da vida.
Novela curiosa, pois nunca vi tantos "cariocas" sem sotaque, juntos. Talvez seja a vingança dos paulistanos, que foram obrigados a acompanhar "paulistas" com um carioquêshhh para Romário nenhum botar defeito...

Poucos são os que falam o devido carioquês, à exceção do elenco infantil. E isso é um caso típico: Chego a imaginar que só existam escolas cênicas infanto-juvenis no Rio de Janeiro, pois de cada dez crianças, nove "chiam" mais que a Suzana Vieira pra falar.
(E vou mudar o foco do assunto antes que meus amigos do outro lado da ponte-aérea comecem a me atirar tomates podres, heheh)

E alguém teve a infelicidade de assistir ao lastimável depoimento (daqueles que surgem ao final de cada capítulo) de uma distinta senhora que declarou, sem o menor pudor, que depois de certo dia ao ouvir uma canção do Roberto Carlos – e terminar por ficar sem calcinha e toda molhada (sic) – descobriu que não precisava mais dos homens?
Pois eu fiquei com pena do cantor.
E minha mulher, pasma com o absurdo.
Horário nobre, novela das 8, Rede Globo ?!

Eu hein...

Apologia à masturbação até vá lá, mas que ao menos seja de uma maneira mais discreta, mais sutil, mais elegante... mais condizente com o horário... e a emissora. (acho)

26.7.06

A moça do meio-fio

Nós que temos comércio aberto na avenida às vezes presenciamos cenas curiosas. Algumas inéditas, outras que nos chamam a atenção por sua freqüência. E hoje quero escrever sobre o segundo caso.

Quase que diariamente avistamos – sempre no final da tarde – uma garota loira que sempre anda no meio-fio. Sempre! Ela jamais anda sobre a calçada. Nas primeiras vezes em que começamos a notá-la, até imaginamos que havia alguma sujeira no caminho de pedestres; "Os (por aqui) inevitáveis 'detritos' caninos?" ou até mesmo que ela fizesse aquilo intencionalmente, a fim de atrair olhares masculinos? (As mulheres negam com veemência, mas que isso é um belo afago no ego delas, ah, isso é! E não duvido nada que, por trás da aparência de completa repugnância ante os olhares "salivosos", muitas mulheres devem estar regozijando-se, por dentro )

A insistente repetição da cena nos provou que ela não fugia da área minada pelos cachorros, tanto pelos de 4, quanto pelos de 2 patas (hehe), pois era impossível existir tanta merda e tanta platéia assim, para assistir ao "desfile" dela. Às vezes, ninguém.
E tendo alguém a notá-la ou não, sempre passava – e passa – incólume. A passos ligeiros, sem nem ao menos olhar para os lados. Em trechos onde há carros estacionados – e por aqui sempre há, ao longo destes quarteirões todos – caminha entre eles e os veículos que transitam pela avenida em suas frenéticas velocidades. Passar para a calçada? Nunca! Nem mesmo sob a iminência de ser atropelada por um ônibus ao parar em frente ao seu ponto de passageiros.

Talvez algum leitor levante a hipótese de ela calçar saltos altos e estar fugindo da irregularidade do piso urbano, mas descarto desde já: Ela usa tênis.


Não fosse eu um ser tão acanhado, já teria abordado-a para elucidar este mistério. No entanto... seguirei meus dias a vê-la desafiando os carros na avenida, sem nada entender. Talvez, já velhinho, eu conte esta aos meus netos, sob o título de "Lendas da periferia"...

: T

24.7.06

Pequenas curiosidades da terra "frevente"

1) Coincidentemente existe uma cerveja chamada Frevo, mas não foi encontrada nas prateleiras dos mercados. Deduz-se que: O sabor é tão ruim que até a (argh) Schin vende mais; O preço é tão salgado que mais compensa comprar uma Skol; ou o recifense só aprecia o frevo 'dançável', em detrimento ao frevo potável?
Por falta de opção – e também, por via das dúvidas – fiquei com a Brahma mesmo.

2) O que para nós paulistanos é conhecido como "gato", lá é chamado de "macaco"; As ligações elétricas clandestinas, sabem? Interessante notar que a alcunha parece ser tão difundida – praticamente oficializada, – que é utilizada até mesmo na propaganda institucional da companhia elétrica do Estado.

3) A despeito de seu nome, o bairro de Prazeres não é dos que proporcionam tantos prazeres assim. Segundo o que notei, o nome correto poderia ser "Desprazeres". E falando em desprazeres, eu teria desprazer em residir em certos bairros com nomes... ahn, não muito agradáveis, tais como "Aflitos", "Afogados" e "Barro".
Imagine-se respondendo a alguém: "Eu? Eu moro... no Barro... "

4) Já esta não sei se é só do pernambucano ou abrange outros estados: O "Urso".
Estava eu em um grupo que ouvia rádio quando, num programa humorístico, surgiu a expressão "Disque-urso" e todos – à exceção de mim – riram. Posteriormente vim a descobrir de que se tratava o "animal"; Bem diferente de um autêntico urso ou mesmo de um similar de pelúcia, o bicho em questão é... o Amante!!
Af...

23.7.06

Verde-amarelo?

A estas alturas, falar sobre a malfadada Copa do Mundo da Alemanha seria chorar sobre o leite derramado e evaporado, até. Enfim, concluo este meu pré-aquecimento de escritas online com uma declaração:
De verde e amarelo agora, só o periquito de estimação da minha muié!

E, como diria o Cardinot : Acabou essa porcaria !!

Hunf! ): T

5.7.06

Fora da área de cobertura

Escrevendo em caráter temporário (ou seria emergencial?) da capital pernambucana. Ou, para ser mais preciso, da RMR: Jaboatão. Eu devia ter deixado este aviso aqui antes, mas desorganizado como sou... já viu, né.

A propósito, não é nada confortável escrever em pleno meio do corredor de um shopping, mas como estou sem computador à mão e tampouco acesso à internet, a única solução foi vir ao shopping e recorrer às chamadas lan houses.

E por ora é só. Ou, como diria Looney Toones: "That's all, Folks!"
Assim que puder, coloco outras – e devidas – atualizações.
; )