Às vésperas da Copa do Mundo e festas juninas, lamento o mau exemplo dado por um supermercado, com sua decoração festiva. Aproveitando os dois eventos, ornou seu salão com grandes balões verde-amarelos. Evidente que não são balões reais (feitos de papel), mas de outro material, o que não impede que seja constatada a... apologia à infração, ao crime.
Sim, se é que alguém ainda desconhece – ou já se esqueceu, – soltar balões é crime. Só não me recordo a abrangência desta lei; se municipal, estadual ou federal... (tenho a vaga lembrança de que seja federal).
Os balões estão profundamente enraizados na tradição brasileira. Tal qual o quentão e o bolo de fubá, o balãozinho era peça indispensável nas festas e motivo de euforia para a garotada. No entanto, é preciso derrubar de uma vez por todas a "candura" dos balões. Confiná-los ao passado. Antes que outros incêndios comecem a ocorrer.
Sei que este tema é reincidente aqui, mas em vista do contra-senso do supermercado na escolha de seus elementos decorativos, vi-me forçado a 'tocar na mesma tecla' novamente...
30.5.06
24.5.06
Até a cegonha ?!
Deu no jornal:
Zôo na Holanda tem cegonhas gays
Funcionários do zoológico de Overloon, na Holanda, disseram ontem que seis das doze cegonhas de sua colônia são homossexuais: formam casais do mesmo sexo e chocam ovos juntas. Segundo os tratadores, os casais gays são tão cuidadosos com os filhotes quanto os outros.
O que me leva a crer que a homossexualidade advém do desenvolvimento das espécies? Ou, por outro lado, de seu retrocesso? Pois este fato vai de encontro às opiniões católicas mais ortodoxas e à visão do absolutismo heterossexual entre os seres vivos, tão apregoada pelos protestantes.
Estariam os animais irracionais "libertando-se" de seus dogmas mais instintivos, passados séculos de existência hetero? Ou, como afirmaria a ala mais histérica dos evangélicos, estariam estes animais possuídos pelo demônio?
Chamem o padre Quevedo.
Porque, ou a natureza é harmônica, ou a homossexualidade não é tão anormal assim quanto alguns radicalistas a consideram.
Cegonha gay? Isso non ecziste!!
: D
Zôo na Holanda tem cegonhas gays
Funcionários do zoológico de Overloon, na Holanda, disseram ontem que seis das doze cegonhas de sua colônia são homossexuais: formam casais do mesmo sexo e chocam ovos juntas. Segundo os tratadores, os casais gays são tão cuidadosos com os filhotes quanto os outros.
O que me leva a crer que a homossexualidade advém do desenvolvimento das espécies? Ou, por outro lado, de seu retrocesso? Pois este fato vai de encontro às opiniões católicas mais ortodoxas e à visão do absolutismo heterossexual entre os seres vivos, tão apregoada pelos protestantes.
Estariam os animais irracionais "libertando-se" de seus dogmas mais instintivos, passados séculos de existência hetero? Ou, como afirmaria a ala mais histérica dos evangélicos, estariam estes animais possuídos pelo demônio?
Chamem o padre Quevedo.
Porque, ou a natureza é harmônica, ou a homossexualidade não é tão anormal assim quanto alguns radicalistas a consideram.
Cegonha gay? Isso non ecziste!!
: D
22.5.06
Nota informativa
Como já deve ser do conhecimento de todos os meus amigos leitores que me acompanham há algum tempo, tento ao máximo evitar temas funestos. E justamente, em vista da tragédia ocorrida em São Paulo recentemente (O ataque coordenado de uma facção criminosa), mantive este longo período de silêncio.
Silêncio este que, primeiramente representou a minha consideração e luto para com os entes e amigos dos homens de Bem que lamentavelmente vieram a perder suas vidas e, finalmente, porque considerei que seria impossível escrever algo leve e divertido, sob o clima tenso no qual a cidade – e, por que não dizer, todo o país? – se encontrava.
Ainda é precipitado afirmar que a normalidade está plenamente reestabelecida, mas creio que já é hora de erguer a cabeça e parar com este tom fúnebre. A vida continua.
E que continue, com o brilho da esperança que jamais entrega seus pontos ao sonho... ao desejo de ver uma humanidade em paz para consigo mesma.
Silêncio este que, primeiramente representou a minha consideração e luto para com os entes e amigos dos homens de Bem que lamentavelmente vieram a perder suas vidas e, finalmente, porque considerei que seria impossível escrever algo leve e divertido, sob o clima tenso no qual a cidade – e, por que não dizer, todo o país? – se encontrava.
Ainda é precipitado afirmar que a normalidade está plenamente reestabelecida, mas creio que já é hora de erguer a cabeça e parar com este tom fúnebre. A vida continua.
E que continue, com o brilho da esperança que jamais entrega seus pontos ao sonho... ao desejo de ver uma humanidade em paz para consigo mesma.
11.5.06
E pior que votei no Serra...
E agora aparece o nosso "prefeito-estepe" Kassab propondo uma lei que transformará em ilegais as mais variadas formas de publicidade, nas ruas da cidade. Um aplauso para a boa intenção em combater a poluição visual mas... não seria um bom começo se este senhor prefeito partisse eliminando os 15 mil (segundo estimativa da própria prefeitura) anúncios ilegais já existentes, antes de sugerir uma lei que só irá inflar ainda mais esse número ?
Interessante notar que "A rua São Bento, a duas quadras do gabinete de Kassab, é um exemplo do descumprimento da (atual) legislação. Há diversas casas comerciais com anúncios irregulares." ( Fonte: Jornal Folha de São Paulo, do dia 11/5/06; o parêntese é meu)
Preocupa-me a "lógica" de raciocínio que este senhor segue, talvez assim justificando ter sido o vice de Serra. O José Serra que conseguiu me decepcionar ao ter a "brilhante" idéia de combater a poluição visual dos pichadores – esta sim, muito mais imunda e desagradável que outdoors e telões de rua – sugerindo que a prefeitura se encarregasse de pintar propriedades particulares pichadas, só que cobrando do morador o valor do serviço!! Como se fosse vontade nossa mantermos nossas próprias paredes imundas...
... e é claro que essa lei não "emplacará". Ironia à parte, Kassab mexe com gente graúda. A meu ver, é evidente que ele só quer atrair a atenção da população, não quer passar em branco, como um mero prefeito-tampão...
: T
Interessante notar que "A rua São Bento, a duas quadras do gabinete de Kassab, é um exemplo do descumprimento da (atual) legislação. Há diversas casas comerciais com anúncios irregulares." ( Fonte: Jornal Folha de São Paulo, do dia 11/5/06; o parêntese é meu)
Preocupa-me a "lógica" de raciocínio que este senhor segue, talvez assim justificando ter sido o vice de Serra. O José Serra que conseguiu me decepcionar ao ter a "brilhante" idéia de combater a poluição visual dos pichadores – esta sim, muito mais imunda e desagradável que outdoors e telões de rua – sugerindo que a prefeitura se encarregasse de pintar propriedades particulares pichadas, só que cobrando do morador o valor do serviço!! Como se fosse vontade nossa mantermos nossas próprias paredes imundas...
... e é claro que essa lei não "emplacará". Ironia à parte, Kassab mexe com gente graúda. A meu ver, é evidente que ele só quer atrair a atenção da população, não quer passar em branco, como um mero prefeito-tampão...
: T
8.5.06
Era uma vez, um japonês...

Por que não me avisaram a tempo?
Yuji Ide, o maior barbeiro dos últimos tempos na Fórmula 1 foi parar 'no olho da rua'! Por que lastimo tanto? Antes de mais nada esclareço que nenhuma relação de simpatia há (ou havia) com o infâme piloto só por este ser meu conterrâneo. É que desde a morte do Senna parei de acompanhar as corridas. Nem mesmo as com o Barrichello me entusiasmavam; corridas tão entediantes, sem grandes incidentes.
Lógico que não tenho nenhum gosto mórbido de ver acidentes, feridos e mortos; claro que não! Mas é que ainda me recordo com alguma saudade daquelas brigas que o Nelson Piquet tinha com o chileno Eliseo Salazar – outro pateta da F1 que entrou para a história, depois daquele breve 'round' no GP de Hockenheim, em 1982.
Enfim, não pude assistir às "peripécias" do japonês...
E agora fico imaginando o coro das equipes e pilotos, em uníssono, despedindo-se dele: " Ide, e não voltai nunca mais! " (ou pelo menos não até que aprenda a pilotar direito... )
(: p
* Na foto acima (que era para estar embaixo, na verdade), direto do túnel do tempo: A famosa cena do "pseudoboxe" entre Salazar e Piquet.
3.5.06
A tônica da água
Num destes ociosos momentos (dentro de um supermercado) em que o olhar se perde nas prateleiras em redor, comecei a observar latinhas e garrafinhas de água tônica. Um olhar desinteressado que logo passou ao curioso; em todas elas, lia-se a inscrição: "Água tônica de Quinino".
"E o que seria Quinino?" – me questionei. Talvez, a fonte da qual era extraída a água em questão? E foi instintivo o movimento de pegar uma das latinhas para ver a origem ou a composição.
Origem: Jundiaí, cidade do interior paulista. Fonte? Nada consta...
E eis que na composição encontrei: "Extrato vegetal aromático e quinino". Note-se que é "e quinino" e não "de quinino". Acabei ficando na mesma. O que seria o tal do quinino? E vim a obter o esclarecimento no dia seguinte, após uma rápida consulta online:
Segundo explicação dada no site da CoordenaçãoGeralDeProdutosIndustriaisDaSecretariaDeAcompanhamentoEconômicoDoMinistérioDaFazenda (Ufa, haja fôlego!):
A matéria prima para produção de quinino e seus derivados é a casca de uma árvore chamada cinchona.
Elucidado o misterioso quinino, aproveito o ensejo para ofertar um pouco mais de cultura (fútil) ao meu amigo leitor: Você sabia que o quinino é também um secular remédio para malária? E que ele entra na composição do Campari?
E assim, encerro este tema por aqui, imaginando o sorriso de contentamento no rosto do alcoólatra: "Se é bom contra a malária, deve ser bom contra a dengue também. Que inseticida, que nada! E dá-lhe campari!!"
: p
"E o que seria Quinino?" – me questionei. Talvez, a fonte da qual era extraída a água em questão? E foi instintivo o movimento de pegar uma das latinhas para ver a origem ou a composição.
Origem: Jundiaí, cidade do interior paulista. Fonte? Nada consta...
E eis que na composição encontrei: "Extrato vegetal aromático e quinino". Note-se que é "e quinino" e não "de quinino". Acabei ficando na mesma. O que seria o tal do quinino? E vim a obter o esclarecimento no dia seguinte, após uma rápida consulta online:
Segundo explicação dada no site da CoordenaçãoGeralDeProdutosIndustriaisDaSecretariaDeAcompanhamentoEconômicoDoMinistérioDaFazenda (Ufa, haja fôlego!):
A matéria prima para produção de quinino e seus derivados é a casca de uma árvore chamada cinchona.
Elucidado o misterioso quinino, aproveito o ensejo para ofertar um pouco mais de cultura (fútil) ao meu amigo leitor: Você sabia que o quinino é também um secular remédio para malária? E que ele entra na composição do Campari?
E assim, encerro este tema por aqui, imaginando o sorriso de contentamento no rosto do alcoólatra: "Se é bom contra a malária, deve ser bom contra a dengue também. Que inseticida, que nada! E dá-lhe campari!!"
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2.5.06
Lá vem os chineses (ainda mais)
Apesar de todo o meu apreço e respeito para com a milenar cultura chinesa e seus belíssimos produtos artesanais (eu disse ARTESANAIS), vi com olhos apocalípticos uma reportagem em revista automobilística dizendo que "eles vêm aí".
Sim. Depois dos eletrodomésticos, dos calçados, dos brinquedos – e de tudo o mais que é copiável/falsificável, anuncia-se a próxima invasão vermelha: Carros.
E chineses tem know-how para produzir carros de verdade? Ou serão carroças sobre rodas, como aquelas "relíquias" da soviética Lada? Sim e não.
O detalhe que pesa nessa questão é: Toda fábrica automobilística estrangeira que pretenda instalar-se na China é obrigada a associar-se a uma indústria local. Uma joint-venture compulsória, assim digamos. E dessa forma eles obtêm, sim, o conhecimento do produto e de sua produção.
Aí entra a questão da qualidade. Não somente eu, mas muitas pessoas já sentiram na pele – e principalmente no bolso – os prejuízos da qualidade duvidosa dos produtos chineses. Inclusive, o repórter da matéria já enfatizava que uma das barreiras a serem vencidas pela China deverá ser romper a imagem de falsificado e/ou de má qualidade. Quer consigam, quer não... há um detalhe no qual poucos pensaram, creio: O consumidor será capaz de dicernir o chinês dos outros, se já atualmente há muita gente que confunde o coreano com o japonês? "Nome esquisito, asiático... tudo igual?!"
E eles virão. Com design moderno e preços atrativos.
O povo, que muitas vezes só olha o preço, cairá como um patinho. E então, a menos que eu esteja enganado, começarão a quebrar. E não haverá peças de reposição. Ou se houver, serão caras.
E o que mais me revolta: Eles erguerão indústrias por aqui? A revista sequer cogita isso e era de se supor mesmo. Aqui estando, seriam tributados "até o pescoço" e certamente perderiam a vantagem do preço baixo. Eles não são bestas; enviarão os carros pra cá, prontinhos pra rodar.
Se por acaso algum metalúrgico está aí lendo estas minhas linhas e sentiu seu emprego sob risco, pode se preparar, pois é isso mesmo que eu prevejo: Estes carros chineses irão transtornar o mercado, caso o consumidor caia nas tentações do design arrojado com direito a todas as comodidades que custam tão caro, nos carros das outras montadoras...
As montadoras que já estão no Brasil vêem com certo descaso, a vinda dos chineses. Por certo que com o seu emprego, cidadão brasileiro, eles também pouco estão se importando.
: T
Sim. Depois dos eletrodomésticos, dos calçados, dos brinquedos – e de tudo o mais que é copiável/falsificável, anuncia-se a próxima invasão vermelha: Carros.
E chineses tem know-how para produzir carros de verdade? Ou serão carroças sobre rodas, como aquelas "relíquias" da soviética Lada? Sim e não.
O detalhe que pesa nessa questão é: Toda fábrica automobilística estrangeira que pretenda instalar-se na China é obrigada a associar-se a uma indústria local. Uma joint-venture compulsória, assim digamos. E dessa forma eles obtêm, sim, o conhecimento do produto e de sua produção.
Aí entra a questão da qualidade. Não somente eu, mas muitas pessoas já sentiram na pele – e principalmente no bolso – os prejuízos da qualidade duvidosa dos produtos chineses. Inclusive, o repórter da matéria já enfatizava que uma das barreiras a serem vencidas pela China deverá ser romper a imagem de falsificado e/ou de má qualidade. Quer consigam, quer não... há um detalhe no qual poucos pensaram, creio: O consumidor será capaz de dicernir o chinês dos outros, se já atualmente há muita gente que confunde o coreano com o japonês? "Nome esquisito, asiático... tudo igual?!"
E eles virão. Com design moderno e preços atrativos.
O povo, que muitas vezes só olha o preço, cairá como um patinho. E então, a menos que eu esteja enganado, começarão a quebrar. E não haverá peças de reposição. Ou se houver, serão caras.
E o que mais me revolta: Eles erguerão indústrias por aqui? A revista sequer cogita isso e era de se supor mesmo. Aqui estando, seriam tributados "até o pescoço" e certamente perderiam a vantagem do preço baixo. Eles não são bestas; enviarão os carros pra cá, prontinhos pra rodar.
Se por acaso algum metalúrgico está aí lendo estas minhas linhas e sentiu seu emprego sob risco, pode se preparar, pois é isso mesmo que eu prevejo: Estes carros chineses irão transtornar o mercado, caso o consumidor caia nas tentações do design arrojado com direito a todas as comodidades que custam tão caro, nos carros das outras montadoras...
As montadoras que já estão no Brasil vêem com certo descaso, a vinda dos chineses. Por certo que com o seu emprego, cidadão brasileiro, eles também pouco estão se importando.
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